quinta-feira, 1 de junho de 2017

Do trivial variado

Letra morta
“Ele foi localizado em uma ilha próxima a cidade onde o crime aconteceu”, eis uma frase escrita com um erro ortográfico. Você sabe qual é? Tudo parece certinho, mas falta um acento, uma crase. Sim, você sabe onde.

Erros de ortografia estão cada vez mais comuns entre nós, mortais brasileiros. A língua culta, que era, no passado, uma referência importante na vida de tantos, hoje parece relegada ao status de letra morta. Inclusive entre pessoas que deveriam saber, no mínimo, escrever com correção, sem erros tolos como esse. A frase é de um (ou uma) jornalista e foi publicada em um jornal desses que é distribuído nas ruas, o Metro, não sei se na edição impressa ou na digital. Pouco importa.

Eu não iria para “a” Rio de Janeiro ou moraria “no” Tijuca
Há algum tempo, um jornalista se mostrava ultrajado com pessoas que utilizam o termo “risco de vida”, corrigindo o incauto, na hora, para “risco de morte”. E outro se mostrou perplexo quando eu disse que achava ruim falar, como se faz em Curitiba, algo como “Moro no Água Verde”. Ele me disse que estava CERTO (os curitibanos adoram fazer referências ao CERTO) porque era “o bairro” Água Verde. “Ora, certo”, eu disse, “então no próximo fim de semana vou para ‘a’ Rio de Janeiro, já que se trata de uma ‘cidade’”. Que me desculpe quem defende essa forma esdrúxula de se referir a uma localidade chamada “bairro”, mas me parece um tanto ridículo e feio para a audição.

Morei “em” Copacabana, “no” Catete, “na” Tijuca, “nas” Laranjeiras (ou “em” Laranjeiras, como preferem alguns) e “no” Flamengo, isso no Rio. Não conseguiria, de maneira alguma, morar “no” Copacabana, ou “no” Laranjeiras, muito menos “no” Tijuca. Assim como jamais sequer iria até “o” Água Verde. Mas, cada qual vai, mora e fala como quer e pode, é certo.

Alimentos que não alimentam e informações que não fazem pensar
Os hábitos alimentares são algo que a saúde pública precisa observar com mais atenção do que faz hoje. Isso, se quiser promover realmente a saúde. O que se come por aí de lixo, alimentos que não alimentam nadinha, é algo surpreendente. Alguém que faça refeições diariamente em um fast food está comendo coisas que não lhe alimentam e, pior, apenas lhe incham, pois não se pode dizer que seja minimamente nutritiva a comida servida nessas lanchonetes com nomes Mac isso ou Big aquilo vendem. Então, por que vendem? Então, por que o Estado permite que vendam? 

Talvez pelo mesmo motivo que leva os empresários de comunicação a publicar informações que não encorajam a pensar, que não alimentam o espírito. E pela mesma razão que leva o Estado a permitir que isso aconteça. 

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