sexta-feira, 30 de junho de 2017

Aristóteles nos mostrou que o óbvio é aquilo que ninguém entende

O que mais vale na obra do genial pensador não é apenas a noção de ética ou mesmo de política, melhor é perceber o quanto tudo o que disse acerca de ética e política é tão óbvio e nunca foi entendido

Aristóteles transmitia ideias óbvias, irritantemente óbvias.

Ele dizia que as essências estão aqui, entre nós, não no mundo das ideias, coisa que ninguém sabe onde fica.

Dizia que somos racionais, que buscamos a felicidade. Mas que somente com a virtude a encontramos, praticando a moderação, tendo como estrela guia a perfeição e preservando a nossa independência, característica, aliás, do ser racional.

A virtude deveria se tornar um hábito, uma segunda natureza, algo visceral no ente humano, tão espontânea como respirar.

E seria essa virtude que deveria, acima de tudo, animar as relações políticas.

Aristóteles transmitia ideias óbvias, irritantemente óbvias. Tudo isso há dois mil e quinhentos anos, mais ou menos. 

O nosso problema parece estar na incapacidade de compreender o que é óbvio que tem marcado a história humana, pelo menos nos últimos dois mil e quinhentos anos. 

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