quarta-feira, 27 de julho de 2016

Para o liberal, a tartaruga é franca favorita na corrida contra Aquiles

Capitalismo verde é brincadeira. Ou deveria ser. Quero dizer que capitalismo que leva em consideração a preservação ambiental não existe, é algo tão incongruente como um anão gigante. Tudo indica, observando os últimos séculos, que o capitalismo é um sistema predatório, essencialmente predatório.

Dizendo isso não estou clamando pelo fim do capitalismo ou bradando palavras de ordem socialistas. É apenas uma constatação. E não é só minha. Recentemente li texto de Richard Smith, um historiador econômico estadunidense, que cita um interessante trecho de um livro do economista Lester Thurow, que veio ao Brasil dar entrevista no programa Roda-Viva, da TV Cultura, aí por 1996 ou 1997 e causou muito boa impressão. A vinda foi provavelmente para promover o livro, o que conseguiu, pois fui um dos que correu às livrarias para adquiri-lo e nelas soube que a procura estava grande, com pessoas citando a entrevista dada à TV estatal paulista.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

As emendas e o umbigo dos parlamentares


Até a grande imprensa costuma divulgar
a ocorrência de barganhas envolvendo
o governo brasileiro e parlamentares.
A "razão cínica" parece não ter limites
Há casos em que uma obra se impõe a uma cidade, estado ou mesmo ao Governo Federal, não exatamente porque seja importante para o local em que será realizada. Ela se impõe e é realizada por conta de uma “emenda” parlamentar, ou seja, uma proposta que um parlamentar apresenta para, segundo a versão oficial, participar efetivamente da elaboração do orçamento, aperfeiçoando o projeto ou proposta apresentado pelo Poder Executivo e para a melhor alocação dos recursos públicos e, é claro, para atender à comunidade que o parlamentar representa. Isso, como dito, “segundo a versão oficial”, já que, na prática, a versão oficial é apenas o enredo de uma mentira feita para ser agradável aos ouvidos e ocultar a verdade, que não é tão agradável.

De certo modo, segundo essa lógica estrutural das emendas parlamentares, o Executivo fica refém do Legislativo. Este decide, por conta própria, de acordo com interesses partidários e diretamente eleitorais de um parlamentar, o que fazer com recursos públicos. O Legislativo decide e manda o Executivo fazer.

De outro modo, porém, o Executivo executa a obra quando puder ou quiser e do modo que puder ou quiser. Aí, é a vez do Poder Executivo subordinar o Legislativo aos seus interesses. Se o deputado ou vereador faz o que o governo quer, tudo bem, a coisa anda; se não for assim, sua emenda corre o risco de ficar no limbo, aguardando a chegada do dia 30 de fevereiro. Isso, na prática, sem idealizações ou pessimismos. É mais ou menos desse jeito que a coisa toda funciona no meio político.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O ponto pacífico consensual da verdade gira no carrossel da realidade humana: divagando sobre o que é o pensamento

O termo “Ponto Pacífico” é usado para designar uma certeza consensual, ou seja, um fato ou uma realidade que não é ou não pode ser contestada e com a qual, assim, todos concordam ou devem concordar. Inclusive, esta definição, tudo indica, é um ponto pacífico. 

Como exemplo, temos algumas possibilidades, como a que segue. 

Alguém olha para o céu e constata que está azul, sem nuvens. Outra pessoa, ao lado, faz o mesmo e diz que o céu está azul. Ambos concordam e aí está um ponto pacífico. Se, porém, não há concordância, há um conflito de percepções, parece claro, e se há conflito não há paz. 

O Consenso
O “Ponto Pacífico” pode ser chamado, da mesma forma, de “Consenso”, ou depende dele para ser o que é. 

O “Consenso”, como parece óbvio e chega a ser um ponto pacífico, remete à concordância estrita e completa em relação a um determinado tema, fato ou assunto. Essa concordância integral, porém, pode ser obtida por conveniência de parte dos membros de um grupo, é claro, como nos velhos e conhecidos procedimentos políticos de barganhar algo em troca da concordância com algo.