segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O dito e o dito pela metade


A presidente assina a nomeação de
Barbosa, novo ministro da Fazenda
O novo ministro da Fazenda prometeu recriar um imposto, a CPMF, e disse o seguinte: 
Nosso maior desafio é fiscal, para criar condições de reduzir o endividamento público, tanto líquido como bruto. Diferentemente do passado, quando o problema era cambial, enfrentamos problema eminentemente interno.
O endividamento público foi quintuplicado por Lula, aí por 2005 ou 2006, quando se fez um alarde por conta do “pagamento” da dívida com o FMI. Assim, o passado de problemas cambiais acabou, ou os problemas desse passado foram minorados, embora não apenas por isso, claro. Mas, principalmente por isso. 


Aí, criou-se um problema “eminentemente interno”, conforme diz o Barbosa, o novo ministro.  O problema externo, dolarizado, custava caro, mas tinha juros relativamente baixos; já o problema interno, em reais, tem juros altos, muito altos. 

Eles gozam, você paga
Lula e o governo levaram a fama por terem feito algo que lesou a economia brasileira, apesar de terem passado a imagem de que tudo ia tão bem que até mesmo saldamos uma dívida que foi o pesadelo de governos no passado. Típico caso em que se aproveita a lembrança de um fantasma já exorcizado para construir a reputação de um exorcista esperto. 

Há coisas que não são ditas e há as que são ditas pela metade. Tudo isso para que você pague a conta que eles fizeram. Em termos completos e claros: os governantes gozam o banquete, você arca com a despesa. 

De onde você esperava o melhor, veio algo pior
Meu desagrado (e o de muita gente) com o Partido dos Trabalhadores vem daí. Esperava-se que os "companheiros" fossem diferentes, mas mostraram ser até mesmo piores do que aqueles que criticavam no passado.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário