quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Justiça seja feita: puxado pelo seu presidente, PT enfrenta Cunha e limpa sua reputação, mas não a do governo

Vamos fazer justiça. Há dias, publiquei texto que associava o apoio petista a Cunha como uma vergonha. Pois o presidente do PT, Rui Falcão, bateu de frente com o governo e recomendou o voto contra Cunha na Comissão de Ética. O Planalto, leia-se Dilma et caterva, não gostou, pois quer manter a teta para mamar até 2018. 

Parabéns a Falcão, que parece ter entendido que apoiar Cunha seria o último ato do suicídio que o partido iniciou há 13 anos, embora o apoio a Cunha mantivesse Dilma no poder por mais algum tempo. O fato é que o PT precisa, ainda mais neste momento, ser maior do que o governo e Falcão agiu bem. 

A vergonha, assim, ficou para os petistas alojados no governo. 


O PT vinha acumulando atos e posturas vergonhosas. Li, vi e ouvi muitos petistas corados e relutantes em declarar sua filiação. Alguns se justificavam dizendo que sabiam da tragédia governista, mas que sabiam, também, dos avanços sociais e, por isso, mantinham o apoio. 

A Ladeira Escorregadia
Aliás, os petistas governistas precisam parar de utilizar a falácia lógica argumentativa da “Ladeira Escorregadia”, na qual, segundo Adelino Ribeiro, que lista 24 dessas falácias, você tenta fazer parecer que o fato do evento A acontecer levará, inevitavelmente, ao evento B, como, é claro, uma forma de impedir que A aconteça. Essa falácia foi sobejamente utilizada durante a campanha e tem o objetivo de impedir que se pense o evento A. Na verdade, tenta encurtar o raciocínio, obturar o pensamento, buscando criar uma barreira fundada, no caso do governo petista, no terror. 

Os defensores incondicionais do governo utilizam essa falácia lógica argumentativa da seguinte forma: se Dilma cair, caem juntos os “avanços” conquistados. Ora, se foram conquistados, os avanços não podem depender de uma presidente ou de mais ninguém. 

Mais: denota arrogância o ato de prever que algo acontecerá no futuro, não exatamente por conta de uma relação lógica e fundamentada, mas por uma associação arbitrária. Não necessariamente o novo presidente, que no caso de impeachment de Dilma será Michel Temer, será pior que ela ou cancelará benefícios sociais. Ninguém pode, a não ser que tenha provas bem fundamentadas ou uma boa bola de cristal, dizer isso. 

Mas, os desesperados governistas dizem e venceram a última eleição explorando ao máximo essa falácia lógica argumentativa. Não é algo digno, não é moral, nem ético. Faz parte do “vale-tudo” do qual nós, brasileiros estamos ficando profundamente cansados. 

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