quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Junk food parece ter piores efeitos para o cérebro de homens, segundo estudo realizado no Texas, EUA


Hambúrguer, Coca & fritas: o delicioso trio do
terror. Não alimenta, destrói a saúde e vicia.
Em matéria do ano passado, de 17 de outubro de 2014, Clare Dor, que escreve para o portal ABC Science Online, diz que o hábito de almoçar hambúrgueres com refrigerantes pode ser mais prejudicial para os homens do que para as mulheres. Segundo pesquisa realizada com camundongos, constatou-se que a péssima alimentação proporcionada pela chamada junk food causa inflamações no cérebro dos machos, enquanto as fêmeas estariam mais protegidas, graças à presença do estrogênio no organismo, o hormônio que controla a ovulação. A pesquisa foi realizada na Universidade Southwestern Medical Center, que fica em Dallas, Texas, coordenada por Deborah Clegg e publicada na Cell Reports.

A pesquisa partiu da constatação de que uma das causas da inflamação no hipotálamo é o ácido palmítico, que é encontrado em óleos vegetais, produtos lácteos e também na carne, sendo bastante comum em alimentos ricos em gorduras. O hipotálamo, talvez seja bom lembrar, é importantíssimo para o bom funcionamento corporal, tendo como função a regulação dos processos metabólicos e a ligação do sistema nervoso ao sistema endócrino. Inflamado, o hipotálamo funciona mal e, desse modo, uma série de problemas ligados ao metabolismo surgem, inevitavelmente. 


A junk food é saborosa, mas nutritivamente nula
A coordenadora da pesquisa disse que a comida gordurosa oferecida aos ratos era saborosa, assim como a junk food que conhecemos. “Seria como comer um hambúrguer e beber uma Coca-Cola”, explicou. Ao ingerir essa deliciosa porcaria gordurenta, não apenas os ratos machos, mas também os “homens humanos” ficam mais propensos a prejuízos na função cardíaca, a inflamações no cérebro e à intolerância à glicose. 

Já no caso das mulheres, isso não acontece com tanta força. Segundo a coordenadora da pesquisa citada, algo assim ocorre pela ação do hormônio estrogênio, que está presente no organismo feminino. 

A pesquisa precisa ser feita, a partir de agora, em seres humanos. Mas, uma coisa parece certa: a junk food é lixo prejudicial à saúde dos homens, mas, tudo indica, também de mulheres, embora de formas e jeitos diferentes. 

Geração de obesos
E pensar que a minha geração comia, em grande parte, coisas como hambúrgueres, batatas fritas, nuggets, bolinhos Ana Maria e outras porcarias do mesmo nível, acompanhadas, é claro, por litros e litros de refrigerante. Fico sabendo, assim, que vários dos meus contemporâneos morreram gordos, muito gordos. Um deles, soube, teve que ser retirado do leito no qual faleceu por um guindaste, tão volumoso e pesado ficou. Eu me salvei, além de outros, simplesmente porque, apesar de um tanto contrariado, dei ouvidos a minha mãe e meu pai. Ou seja, nadei contra a corrente e sobrevivi. 

Mas, é preciso dizer, a minha geração ainda pegou leve, embora tenha sido das primeiras a sofrer a ação da propaganda especializada em vender junk food. Já as seguintes... 

E pensar que o hábito de comer porcarias nasceu e foi engordado na nação mais influente do século XX. Não é tão à toa que praticamente todo o mundo a seguiu rumo ao abismo da má alimentação.

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