sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Já vimos esse filme: Dilma busca apoio de bases sociais contra impeachment


Dilma e Cunha se enfrentam e só nos resta assistir à
baixaria como quem assiste a um jogo de tênis enfadonho.
Ele quer se salvar da prisão, ela busca os mesmos apoios
que atraiu e, sem pudor, traiu depois de eleita em 2014
Uma das táticas incluídas na estratégia do governo para se safar é recorrer aos movimentos sociais. Legal, admirável. Em 2014, durante a eleição, ocorreu o mesmo e, depois de eleita, Dilma esqueceu os compromissos e fez o oposto do que tinha acertado com os movimentos sociais. 

Já no plano interno, Dilma tenta incentivar o time, dar aquele “up” no ânimo da equipe de ministros e chamou reunião, da qual Michel Temer, o vice, o cara que assumirá o cargo de Dilma caso esta seja defenestrada, desconversou e não ficou. Temer é feito de gelo e, para não derreter, se mantém usualmente à parte. Jaques Wagner tentou ser intérprete de Temer, disse, em entrevista, que o vice acha “forçação de barra” o processo de impeachment. No entanto, sua assessoria parece ter negado isso. 


Cunha e Dilma trocam alfinetadas, como sempre. Cunha parece incomodar Dilma e Dilma parece provocar em Cunha desejos estranhos. Parece casal divorciado. Lamentável. Ninguém tem nada a ver com as paixões secretas de um e outro. No entanto, de toda a baixaria, fica a impressão de que ambos mentem, mas Dilma, que não tem aquele jeitão de malandragem de Cunha, leva a pior. Disse que não faz barganhas, mas Cunha e outros garantem que o governo andou sondando aqui e ali para ver o que se pode fazer para deixar Dilma hospedada no Palácio da Alvorada. 

Para lá, para cá
A situação parece clara: os petistas estão doidos para que a tempestade passe e que tudo acabe bem, como nos contos de fadas. Por isso, deve ter ministro e assessor procurando o diabo para entregar a alma em troca da permanência no cargo. 

Esse negócio de procurar os movimentos sociais pode dar certo, mas se os militantes tiverem um pouco de memória, lembrarão que Dilma prometeu, prometeu, e, além de não ter cumprido, fez o oposto do prometido. A seu favor, apenas a velha e já gasta artimanha de jurar que sem o PT, irão por terra os “avanços conquistados”. 

Mesmo quem aposta na permanência de Dilma, como os estadunidenses da consultora Eurasia, prevê um 2016 negro para ela e para todos os brasileiros. Para ela, porque a Lava Jato se aproxima da fase mais dramática, quando deverá fazer vítimas entre figurinhas carimbadas do PT e do governo. Para a população, porque a situação econômica piorará muito em 2016.

No nosso canto, ficamos olhando tudo como quem assiste a uma partida de tênis: com a cabeça para lá e para cá. 

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