terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Governo “ixperto” faz cobrança indevida sobre o servidor público (provavelmente porque gosta de levar vantagem em tudo, certo?)


Novos ricos: a encarnação da pobreza de espírito 
O governo deve dar bons exemplos, mas isso não parece acontecer. Em tempos de corte de despesas radicais, nos quais salários sofrem desvalorização e descontos aumentam sem peias, tem órgão público trocando todo o mobiliário por belas e novas peças, cadeiras, mesas e, creio, armários e poltronas. As antigas não parecem tão prejudicadas assim, mas, de todo modo, estão sendo trocadas. 

Mas, o pior dos maus exemplos tem sido dado há muito e se refere ao desconto para a previdência. O governo tira do servidor o que não paga na aposentadoria, ou seja, desconta sobre 100% de uma gratificação, a de desempenho, que será paga ao aposentado pela metade, ou seja, 50%. Cobra sobre 100%, mas dá 50%. Isso não é honesto, muito menos justo. 


Malandragem demais atrapalha
O governo passa aquela imagem de “ixperto”, malandro, parece que segue a famigerada Lei do Gerson, a do “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”. E isso não é apenas perceptível na burocracia inadequada e injusta que desconta 100 e dá 50. Isso é no dia-a-dia dos grandes e poderosos, principalmente. 

Ser ministro, hoje, quase sempre inclui ser conselheiro de uma ou duas estatais, me disse uma fonte na Capital Federal. O sujeito ou sujeita é ministro disso ou daquilo e descola um jetonzinho como conselheiro de uma empresa pública qualquer, driblando, assim, a legislação e engordando a própria poupança além do que devia. Sendo isso verdade, é algo vergonhoso. 

Se já era assim ou parecido com isso antes, com o governo petista isso ganhou novos ares, característicos do novo rico, do “ascendente”, aquele pobre que lutou para conseguir sua fortuna, com todas as forças e usando todos os recursos disponíveis, éticos ou não, morais ou não. Vide o caso do filho do Lula, que, segundo matéria jornalística do Bom Dia Brasil, na TV Globo, parece ter posto no bolso R$ 2,5 milhas, dadas pelo Governo Federal, por um relatório fajuto, copiado ipsis litteris da internet, boa parte da Wikipedia. Fora isso, todos os esquemas que quase destruíram a Petrobras só ilustram essa mentalidade, a da busca de uma “tetinha” para mamar no Estado. 


Tanto tucanos como petistas
bem merecem esse prêmio
Os novos ricos no poder
Jamais imaginei haver gente que tenha saudade daquele período negro que marcou a ditadura militar, mas vejo que há muitos pedindo sua volta, irresponsavelmente, creio. Em parte, isso se dá pelo péssimo exemplo dado, principalmente, por Lula e sua trupe, mas também por FHC e seus amigos. Desde 1995, vivemos a tenebrosa era PTucana. 

Os tucanos tiveram a cara de pau de vender subserviência política e econômica como modernidade e os petistas dão sempre razão a Florestan Fernandes, o petista histórico que definiu os petistas como sindicalistas tentando melhorar de vida, parecem querer, em última instância, realmente melhorar de vida, enriquecer, “se dar bem”, custe o que custar. Por isso, o governo petista não se caracterizou, por incrível que possa parecer, na politização dos trabalhadores, mas no incentivo ao consumo, pura e simplesmente. Tratou a população como meramente consumidora, não como cidadã, assim como os tucanos, que, no jogo especular das aparências, se dizem oposição e são tratados como tal pelos governistas. Pura ilusão. 

É claro que o governo petista não é somente isso, nenhum governo é apenas podre ou apenas nobre. Mas esse é o lado frágil, o ponto cego dos petistas: a mentalidade de nouveau richisme. E o novo rico é o exemplo maior da pobreza não de dinheiro, mas de espírito. É aquele que é tão malandro, mas tão malandro, que se atrapalha. Gosta de ostentar e trair e essas são suas marcas. 

Curiosamente, tomando como referência os tempos inglórios da ditadura militar, naquele momento histórico, o pior não eram os presidentes generais, dizia o saudoso Océlio de Menezes em seus livros, mas o guarda da esquina. Ou seja, o subalterno se achava muito importante e abusava do pouco poder que tinha, enquanto no caso dos oficiais, os de alta patente, isso não parecia acontecer tão ostensivamente. Exemplo foram os presidentes militares, que, tudo indica, não enriqueceram acintosamente no exercício do posto. Já alguns civis... 

Vão chover ações judiciais
Com relação aos descontos, é o caso do excesso de malandragem que pode gerar trapalhadas homéricas: espera-se, se confirmada a ilegalidade da cobrança, uma chuva de ações judiciais, o que significa que o governo pagará mais do que tirou, com juros e correção monetária. Isso aconteceu com relação a um reajuste ilegal dado pelo então presidente Itamar Franco, em 1993, aos militares. O governo FHC fez acordo com vários servidores e conseguiu pagar uma mixaria em algumas vezes, porém boa parte dos servidores entrou na justiça e ganhou bem mais do que o governo lhe devia. 

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