quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

E dizem que no Brasil não há terrorismo...


Mais um ato terrorista de agentes do
Estado, agora em Foz do Iguaçu.
Desta vez, guardas municipais, com
inegável covardia, atacam malabarista
que, segundo testemunhas, não teria
desacatado os policiais, apenas
implorado para que não levasse mais
choques, mesmo algemado. No Brasil, o 

terrorismo é de Estado. É mais asqueroso
Outro dia, alguém me disse que estava muito revoltado com os atentados terroristas em Paris. Eu também, falei e dei corda, comentando como isso acontece com frequência no continente europeu. Esse “alguém” afirmou, então, que “Esse negócio de terrorismo é coisa de Primeiro Mundo, nós estamos livres disso no Brasil”. Eu ri. 

“Alguém” não sabe o que diz. Aqui mesmo, no Brasil, há atos terroristas todos os dias e, pior, são cometidos por agentes públicos, ou seja, pelo Estado. No último fim de semana, em Costa Barros, Rio de Janeiro, cinco meninos foram inapelavelmente metralhados por um grupo terrorista fardado, mais precisamente soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro. E os terroristas nem sequer se deram ao trabalho de escapar do local do crime. Pelo contrário, ali ficaram e tentaram maquiar a cena, “plantando” pistolas, deles mesmos, nas mãos das vítimas, usando, para isso, luvas de borracha que nem sequer se deram ao trabalho de ocultar, abandonando-as ao lado do carro. É a certeza da impunidade, provavelmente, pois costuma-se dizer no Rio que a farda garante privilégios, inclusive o de matar sem sofrer consequências por isso. Basta, como tentaram fazer os terroristas da PM que metralharam os rapazes, “provar” que a vítima era bandida e pronto, tudo está certo e a vida continua. No caso, não deu certo... 

Mas, no entanto, é preciso dizer que não são todos os soldados da PM que merecem ser chamados de terroristas ou de coisa pior. Há pessoas de qualidade na corporação, mas a instituição Polícia Militar é que precisa ser repensada, pois é, sempre repito, uma tropa de dominação (e massacre) colonial com prazo de validade vencido há muito. Uma sociedade democrática não pode aceitar algo assim.



Policiais da PM do Rio dispararam
mais de 100 tiros contra 5 jovens 
desarmados. Segundo o jornalista
Chico Pinheiro, da TV Globo, é ato
terrorista análogo aos ocorridos
em Paris e merece igual indignação
Terroristas em Foz do Iguaçu
Ontem, em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, eis que outro caso de terrorismo foi registrado, desta vez por policiais não da Polícia Militar, mas da Guarda Municipal. Dois agentes dessa instituição agrediram, sem qualquer motivo, um malabarista que tentava ganhar alguns trocados na rua. Covardemente, eles lhe deram choques, inclusive depois que ele já estava imobilizado com algemas. As imagens são grotescas e revoltantes. Testemunhas ouvidas garantem que o malabarista em momento algum desacatou os terroristas, digo, os policiais, mas, mesmo assim, foi covardemente agredido. 

Há uma matéria, com filme, no endereço http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2015/12/artista-de-rua-algemado-leva-choques-no-meio-da-rua-em-foz-do-iguacu-veja.html. Basta ver o filme para vomitar. É nojento. Digo que gente que faz coisas assim é monstruosa e se enquadra no padrão dos criminosos virtualmente irrecuperáveis. Nesses casos, a punição deve ser exemplar e dura, pois trata-se, como todo e qualquer ato terrorista, de ato de lesa humanidade. 

Conforme disposto na matéria do Portal da Globo, 
A testemunha também contou que o rapaz pediu várias vezes aos guardas para não levar mais choques. “Ele só falava ‘para, senhor, pelo amor de Deus, senhor, eu só estava trabalhando”. 
No Brasil, temos atos terroristas todos os dias e os autores, lamentavelmente, costumam ser agentes do Estado. 

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