segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Terroristas atacam em Costa Barros, Rio de Janeiro


Terrorismo de Estado é comum nos subúrbios cariocas
Na noite do último sábado, cinco rapazes com idades entre 16 e 20 foram fuzilados por policiais militares do Rio de Janeiro, em Costa Barros, bairro carioca. Estavam voltando de um passeio no Parque de Madureira, Zona Norte da cidade, e iam lanchar, quando foram mortos de forma bárbara e covarde.

Os quatro policiais que participaram da chacina estão presos e são acusados por homicídio doloso e fraude processual, pois tentaram adulterar a cena do crime, “plantando” uma pistola e jurando que foram alvejados pelos rapazes. Tudo mentira. E os rapazes, claramente, não eram bandidos, muito menos estavam armados.

O jovem Carlos Eduardo, uma das vítimas, acabara de concluir um curso de Petróleo e Gás e ia prestar concurso para a Marinha. Segundo uma testemunha, os jovens levantaram os braços para fora do carro e gritaram dizendo que eram moradores da localidade, mas os PMs atiraram de qualquer maneira e, como dito, ainda tentaram dizer que agiram em “legítima defesa”.

São terroristas semelhantes aos que atacaram em Paris, diz jornalista
Chico Pinheiro, jornalista que apresenta o telejornal Bom Dia Brasil todas as manhãs na TV Globo, disse, nesta segunda-feira, algo sensato. Para ele, os PMs que assassinaram covardemente os jovens são terroristas como os que atacaram recentemente em Paris e espera que o caso mereça a mesma indignação da sociedade brasileira. Boas falas. É isso mesmo e Pinheiro ainda sugeriu que coisas como essa são comuns nos subúrbios cariocas. A população dessas localidades vive assombrada pela péssima Polícia Militar, um verdadeiro câncer do qual o Rio não se livrará com facilidade. 

O surpreendente é que, observando as matérias que tratam do caso, se observa que há gente que não apenas defende barbaridades como essa como diz algo como “a Polícia Militar fez apenas uma limpeza”. Cabe pensar se é o caso de se chamar quem diz ou escreve algo semelhante como “gente”. Para mim, nesses casos, nem de animais devemos chamar a essas criaturas: é ofender de forma grave os animais. 

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