quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Justiça põe as mãos em banqueiro com mais de U$ 2 bi de patrimônio!


O banqueiro Esteves costuma ser bajulado pela grande imprensa, o
que não é surpresa. Agora, a alcunha de "O Homem do risco" chega
a ser engraçada. Em finanças, não há riscos para "gênios" como ele.
No centro, o senador Delcídio do Amaral, do partido do governo. 
André Esteves, o banqueiro preso pela Polícia Federal, é dono do banco BTG Pactual e a 13º pessoa mais rica do Brasil (628ª no mundo, segundo a Forbes), com fortuna estimada em US$ 2,5 bilhões. A presença de uma figura assim “ilustre” na cadeia é, por um lado, uma resposta a todos os que, perene e repetitivamente, mas com razão, reclamam que só o pobre é preso. E, se confirmados os fatos que o levaram ao xilindró, devemos entender que o sujeito é um indivíduo perigoso, com grande poder e que sabe demais, podendo melar a carreira política de muita, muita gente quente. Ou seja: é perigoso e corre perigo. 


A acusação que o levou à cadeia é a de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, juntamente com o senador Delcídio do Amaral, do Partido dos Trabalhadores, o partido do governo que anda preocupadíssimo com o curso da Lava Jato. André é um dos executivos do mercado financeiro mais influentes do Brasil, um figurão e jovem, logo, tratado como “gênio”. Começou a carreira no banco Pactual e, em quatro anos, já era sócio e, menos de dez foram necessários para chegar a presidente. Um fenômeno. 

Cá para nós, dizem por aí que, se for bem investigado, será tratado como “gênio maligno” e como um fenômeno no mundo tenebroso das finanças. Até anteontem, no entanto, era bajulado pela imprensa. Já foi capa das revistas Época, Exame, Época Negócios e IstoÉ Dinheiro, sendo que esta última o considerou um “defensor ferrenho da meritocracia” e o escolheu “empreendedor do ano nas finanças”. E há quem diga, porém, que é esse empreendedorismo o mesmo que encontramos em chefes de quadrilhas bem sucedidos... E que essa tal “meritocracia” não passa da lei darwiniana do mais forte traduzida para a opressão econômica: quem tem mais merece mais e deve explorar ou eliminar os que menos têm; sem dó, nem piedade. 

Sujeitos perigosos, infelizmente
Certa vez, na Cinelândia, no Centro do Rio, uma pesquisadora de um instituto desses, creio que o Datafolha, me solicitou uma entrevista rápida e me mostrou uma série de imagens de sujeitos bem barbeados, bonitões, com ternos e gravatas vistosas. Perguntou-me o que me vinha à cabeça quando via essas fotos e eu fui sincero: “bandidagem”, “quadrilheiros”, eu disse. Ela ficou surpresa, é claro, mas registrou a resposta. 



Segundo informações, um dos financiados por Esteves foi
Eduardo Cunha, que pode sair diretamente da presidência

da Câmara Federal para uma penitenciária em Curitiba.
Dizem que o presidente do Senado corre risco semelhante
Infelizmente, é isso o que me vem primeiramente à cabeça quando olho, ouço ou penso nesses executivos e agentes do mercado financeiro. Infelizmente, digo. Mas, me parece verdadeira a percepção, embora, é claro, deva haver exceções, mas assim como será difícil encontrar uma freira num bordel, creio ser tarefa árdua encontrar um sujeito ético no mundo dos negócios. Há coisas que não combinam. Infelizmente, repito. O mundo financeiro incentiva a psicopatia e psicopatas não têm ética, têm gana de se dar bem, sempre e sempre. 

Os opostos se atraem para nos distrair 
Soube que os governistas ficaram preocupadíssimos com a prisão do senador petista Delcídio do Amaral. Alguns chegaram a argumentar o seguinte: “Foram presas várias pessoas no mesmo dia, mas a imprensa só fala do senador do PT!”. Ora, não é todo dia, não é todo ano, nem toda década que prendem um senador, isso é notícia. Logo, para ofuscar a prisão do senador, seria necessário que a própria presidente, ou um de seus antecessores, ou um ministro do STF, fossem presos. Assim, não é porque o Delcídio pertence a tal ou qual partido que a mídia gostou tanto de noticiar sua prisão. 

Isso não impede que se pense nos motivos que levaram a instituição financeira BTG Pactual a pagar passagens e diárias em hotel cinco estrelas em Nova York para um tucano de plumagem vistosa curtir uma lua de mel há alguns anos, aquele que concorreu à presidência ano passado. Afinal, na noite escura do poder político brasileiro todo gato é pardo e a oposição entre PT e PSDB é artificial e fictícia. O “debate” entre petistas e tucanos serve, apenas, para distrair o vulgo, para vender notícias que distraem o público. 

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