segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Consumidor é consumidor, cidadão é cidadão


Queda de produção, indústrias fechadas
desemprego: mas, há quem diga que
não houve nem há desindustrialização...
O economista Paul Singer defende, em entrevista, o governo do Partido dos Trabalhadores, mas deixa escapar que a produção brasileira cai a cada ano. Será que ele acredita que o governo nada tem a ver com isso?

Tudo indica que ele acredita nisso, até porque inocenta o governo de praticar uma política de desindustrialização. Segundo ele, é exagero falar que haja desindustrialização, apesar de tudo.

Para mim, não parece exagerado, pois desde muito tempo que a indústria brasileira vem sofrendo ataques diretos, notadamente as médias e pequenas empresas, que são alvos da velha e corriqueira concorrência desleal promovida pelos grandes capitalistas. Na década de 1990, com a euforia da globalização financeira, o grande capital deitou e rolou e continua mandando.

O tempo passa, o tempo voa, e o lucro dos bancos continua numa boa
O governo tucano e o governo petista não diferiram fundamentalmente na subserviência aos banqueiros e grandes empresários. Dilma baixou a taxa de juros dos bancos públicos, forçou os privados a também descer os juros, dizem. Mas, na prática, o lucro dos bancos continua naquele ritmo acelerado de crescimento.

Certos “avanços” alardeados pelo pessoal da esquerda não parecem mais do que retrocessos disfarçados, pelo menos no que diz respeito à politização da população. Lula, principalmente, com sua inegável habilidade política, promoveu uma política na qual apenas o consumo, ou o consumismo, foi priorizado. E o que é incrível é que sempre que há críticas a esse modelo burro os governistas respondem do seguinte modo: “Pô, nunca o povão consumiu tanto!”. 

Tolo é quem acredita que isso é bom. 

Cidadãos e consumidores são seres diferentes
Trata-se da típica e pertinaz tendência a pensar com o bolso, característica dos novos ricos. Isso significa que o pessoal do PT teve, desde o início, um projeto falido de politização. Sob belas falas e discursos, nada havia além da mentalidade que mantém os olhos voltados para o próprio umbigo.

A pessoa politizada é cidadã e ativa, constrói o seu destino. A não politizada é consumidora e passiva, aceita o que lhe determinam. Simples assim. 

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