segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Terroristas atacam em Costa Barros, Rio de Janeiro


Terrorismo de Estado é comum nos subúrbios cariocas
Na noite do último sábado, cinco rapazes com idades entre 16 e 20 foram fuzilados por policiais militares do Rio de Janeiro, em Costa Barros, bairro carioca. Estavam voltando de um passeio no Parque de Madureira, Zona Norte da cidade, e iam lanchar, quando foram mortos de forma bárbara e covarde.

Os quatro policiais que participaram da chacina estão presos e são acusados por homicídio doloso e fraude processual, pois tentaram adulterar a cena do crime, “plantando” uma pistola e jurando que foram alvejados pelos rapazes. Tudo mentira. E os rapazes, claramente, não eram bandidos, muito menos estavam armados.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Mexeu na lama petista, surgem os podres tucanos (e vice-versa)


Serra & Delcidio: PSDB & PT mostram que bebem da mesma fonte 

e, como os irmãos corsos, o que atinge a um ameaça o outro
O senador Delcidio foi “entregue” em troca do relaxamento da prisão de Nestor Cerveró. O filho deste teria montado o esquema no qual o parlamentar entrou como pato. Isso parece claro. Tudo leva a crer que Delcidio temia o desdobramento de uma delação de Cerveró. Delcidio é homem de Lula e Dilma, no bom sentido, claro. Dizem que teria um encontro com Lula no dia em que foi preso e outro com Dilma programado para depois. Há quem conte que o sujeito era como um meio-campo do time do governo, um volante que defende e ataca, distribuindo o jogo. Se é verdade, trata-se de uma baixa importante e representa um cerco ao Planalto, pode levar a uma espécie de arrombamento do gabinete das maiores autoridades do país. A água bateu na bunda de Lula, Dilma & Cia. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Justiça põe as mãos em banqueiro com mais de U$ 2 bi de patrimônio!


O banqueiro Esteves costuma ser bajulado pela grande imprensa, o
que não é surpresa. Agora, a alcunha de "O Homem do risco" chega
a ser engraçada. Em finanças, não há riscos para "gênios" como ele.
No centro, o senador Delcídio do Amaral, do partido do governo. 
André Esteves, o banqueiro preso pela Polícia Federal, é dono do banco BTG Pactual e a 13º pessoa mais rica do Brasil (628ª no mundo, segundo a Forbes), com fortuna estimada em US$ 2,5 bilhões. A presença de uma figura assim “ilustre” na cadeia é, por um lado, uma resposta a todos os que, perene e repetitivamente, mas com razão, reclamam que só o pobre é preso. E, se confirmados os fatos que o levaram ao xilindró, devemos entender que o sujeito é um indivíduo perigoso, com grande poder e que sabe demais, podendo melar a carreira política de muita, muita gente quente. Ou seja: é perigoso e corre perigo. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Um câncer difícil de extirpar


Uma força militar e fortemente
armada contra a população
Matéria do Portal Outras Palavras trata de um tema gravíssimo: as Polícias Militares estão fora de controle e, segundo Rafael Alcadipani, (especialista em segurança pública), as PMs já desrespeitam até os governos estaduais e são um grave perigo para a população. 

É um massacre, promovido por uma instituição que deveria proteger, mas se especializou em matar. Segundo a matéria, 11.358 pessoas foram assassinadas, nos últimos 20 anos, por policiais militares em São Paulo, mas o dado é do Centro de Inteligência da Polícia Militar paulista e, dizem, há outros números mais arrepiantes. 

Pior: parte desses assassinatos foi enquadrada como “Auto de Resistência”, o que inclui as famigeradas execuções. Pior ainda: tanto a imprensa como a Justiça, não raro aceitam a palavra dos policiais de que o assassinado era bandido e resistiu à prisão. Com certeza, com absoluta certeza, algumas das vítimas jamais poderiam ser classificadas como bandidos e, mesmo que o fossem, não poderiam ser executados, sem qualquer defesa.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Na América Latina, “governos progressistas” dão lugar a “governos conservadores” e tudo parece ser muito parecido


Substituição na América Latina: saem os pontas-esquerdas,
entram os pontas-direitas, mas o jogo parece sempre o mesmo 
Segundo Alejandro Mantilla Quijano, tudo indica que um colombiano com pensamento e práxis voltada a causas populares, a América Latina chega ao fim de um ciclo. O que termina, segundo ele, é o ciclo de ascensão de governos populares no continente. O fato que lhe induz a essa tese é a vitória de Maurício Macri nas eleições presidenciais argentinas. Mas, o contexto em que isso ocorre é que importa e, segundo Quijano, o projeto político que elevou os governos populares foi débil e, mais uma vez, lemos que a esquerda tem que se reinventar. Outros teóricos, como Maristella Svampa e Raul Zibechi, dizem o mesmo.

domingo, 22 de novembro de 2015

Algumas reflexões e pensamentos em torno do tema do sentido da vida proposto pelo “Homem Deus” de Luc Ferry


Luc Ferry
Ler o livro de Luc Ferry, "O Homem Deus ou O Sentido da Vida", foi uma experiência, acima de tudo, agradável. Trata-se de um humanista e os humanistas andam raros, como se diz. Melhor: é um humanista crítico, daqueles que corta a própria carne, se for preciso, para refazer um caminho teórico ou mesmo para procurar um novo sentido. 

Para ler seu livro, não é preciso concordar com suas ideias, com aquilo que propõe como caminhos a seguir no plano humano. E é basicamente do humano que fala, todo o tempo, com aquela intimidade de quem pode chegar na sua frente e te olhar nos olhos, pois sabe que somos feitos da mesma massa. Não é preciso, nem se deve concordar, pois a mera concordância nada nos ensina. Mas ler suas palavras, perceber a conexão de suas ideias, é algo prazeroso e, na medida em que as questionamos no processo de leitura, vamos aprendendo novamente a pensar sobre isso que chamamos de “o” ser humano. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Desídia, improbidade, anomia, caos e estruturas de poder: o que uma coisa tem a ver com outra?


Quando valores e ideais são tratados como
entulhos que atrapalham a vida, algo
está errado e um meio social que transmita
essa mensagem é dito como anômico
É possível afirmar que a Administração Pública não exige do servidor público mais do que uma conduta correta no exercício de suas funções como agente público. De certo modo, o Administrador não deseja nada além de que o servidor cumpra com suas funções de forma zelosa e dedicada, conforme previsto no Inciso I do Artigo 116 da Lei 8112/90.

É possível, ainda assim, que um servidor apresente conduta exemplar durante toda a sua vida funcional e, inadvertidamente, tenha cometido algum ato que, embora não invalide todo o seu histórico na função pública, deva, após investigação, ser indiciado como passível de punição. No caso, o bom histórico do servidor servirá, assim, como um atenuante que deverá ser levado em conta na aplicação de uma possível penalização.

O oposto disso está caracterizado no Artigo 117, no seu Inciso XV, que refere o “proceder de forma desidiosa. O conceito de desídia, segundo Delgado (2003, p. 1184), “(...) remete à ideia de trabalhador negligente, relapso, culposamente improdutivo. A desídia é a desatenção reiterada, o desinteresse contínuo, o desleixo contumaz com as obrigações contratuais”.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Despindo a Vênus Platinada

Segue um texto muito instrutivo e divertido, apesar da tragicidade do tema. A autora, Vanessa Bárbara, consegue tratar de forma até algumas vezes cômica a dura realidade das transmissões da maior e, provavelmente, a pior televisão da América Latina (ou uma das piores, com certeza, em conteúdos). 

Em termos precisos, Bárbara despe a "Vênus Platinada" (*) e o que se vê são eczemas morais e uma escandalosa esqualidez ética. 

Foi publicado no New York Times, na seção "International Opinion | Contributing Op-Ed Writer". Os respectivos links estão no final dos textos em português e em inglês. 

Boa leitura
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(*) Vênus Platinada foi o apelido da emissora durante muito tempo. Alguns dizem que graças ao prédio administrativo da Rua Lopes Quintas (Jardim Botânico, Rio), que ganhou essa alcunha em 1976. 

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Rede Globo, a “TV irrealidade” que ilude o Brasil 
Vanessa Barbara, no International New York Times, via UOL - Em São Paulo 

Gigante da mídia cativa os telespectadores com novelas vazias e comentários ineptos no noticiário. 

No ano passado, a revista “The Economist” publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que “91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol americano”.

Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Peixes






Índia


Fernando Jasper, da Gazeta do Povo: “Bolsa Empresário” bate recorde e já custa dez vezes o Bolsa Família

Renúncias fiscais vão tirar mais de R$ 280 bilhões dos cofres da União neste ano, quase 5% do PIB  

Fernando Jasper – Texto publicado na edição impressa de 09 de novembro de 2015

Entre as sugestões do governo e do Congresso para tapar o rombo do Orçamento de 2016, apareceram ideias como a recriação da CPMF, que renderia R$ 32 bilhões, e um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família, que encolheria o programa em um terço. Mas são bem mais tímidas as propostas para atacar um dos maiores escoadouros de recursos públicos: as desonerações tributárias.

Pressão
Por mais que haja motivos para reduzir os gastos tributários, a história recente mostra que é difícil derrubá-los no Congresso. Prova disso foi a dificuldade do governo em reverter a desoneração da folha de salários, que vai tirar mais de R$ 22 bilhões dos cofres públicos apenas em 2015, segundo a Receita. Uma vez criados, os benefícios quase sempre se tornam perenes, devido à pressão dos grupos de interesse sobre o Executivo e o Legislativo. Uma pressão nem sempre lícita: no mês passado, vieram à tona documentos que sugerem que montadoras pagaram propinas milionárias para garantir a prorrogação do desconto de IPI a carros produzidos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“Bolsa Empresário” denuncia falácia da distribuição de riquezas

Um governo de esquerda, ou seja, segundo a conceituação proposta por Norberto Bobbio, um governo que deve, ou deveria, agir segundo a lógica da distribuição de riquezas, deve, ou deveria, agir segundo a lógica da distribuição de riquezas. Ou não? 

O governo brasileiro está nas mãos de um partido que se intitula dos trabalhadores, todos nós sabemos disso muito bem. Como tudo na vida, esse governo tem coisas boas, realizou maravilhas, acertou em muita coisa, mas, por outro lado, também tem seu lado mau, fez muitas besteiras e errou em demasia. Isso também ocorreu com os governos anteriores e, numa comparação rápida, ainda podemos classificar o governo petista de um pouco melhor do que o dos tucanos, embora as diferenças entre um e outro sejam milimétricas, pois fundamentalmente e estruturalmente ambos os governos procederam de forma muito semelhante. 

Mesmo rumo
Foram os tucanos que criaram as “bolsas” que o governo petista popularizou, por exemplo, e medidas estruturalmente nefastas, como a isenção de imposto para o montante que as empresas distribuem aos seus sócios e acionistas, foram criadas no tempo do tucanato e mantidas no governo petista. A dívida pública, elevada durante o tempo de FHC, foi quintuplicada por Lula e, aparentemente, se transformou num rombo no casco que depaupera o Estado brasileiro, além de, segundo denúncias, abrigar, sob sua rubrica, um esquema propício a vazar o tesouro. 

Em resumo, desde 1995, ano da posse de FHC, que o Brasil está no mesmo rumo, embora com variações de percurso, é claro. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Consumidor é consumidor, cidadão é cidadão


Queda de produção, indústrias fechadas
desemprego: mas, há quem diga que
não houve nem há desindustrialização...
O economista Paul Singer defende, em entrevista, o governo do Partido dos Trabalhadores, mas deixa escapar que a produção brasileira cai a cada ano. Será que ele acredita que o governo nada tem a ver com isso?

Tudo indica que ele acredita nisso, até porque inocenta o governo de praticar uma política de desindustrialização. Segundo ele, é exagero falar que haja desindustrialização, apesar de tudo.

Para mim, não parece exagerado, pois desde muito tempo que a indústria brasileira vem sofrendo ataques diretos, notadamente as médias e pequenas empresas, que são alvos da velha e corriqueira concorrência desleal promovida pelos grandes capitalistas. Na década de 1990, com a euforia da globalização financeira, o grande capital deitou e rolou e continua mandando.

Muitas opções para nenhuma escolha

Você vai ao mercado e fica feliz porque tem à disposição uma série considerável de marcas para escolher. “Isso, graças à livre concorrência”, diz o seu amigo economista, com sorriso de sabe tudo. Esqueça. Ele é um idiota ou um canalha, nada mais que isso. Um idiota: se acreditar no que diz; um canalha: se disser isso sem acreditar tentando lhe convencer do absurdo. 

Não há escolhas, ou, mais precisamente, há muito poucas escolhas. Você olha as prateleiras ou gôndolas do mercado e, se for investigar, descobre que boa parte das marcas disponíveis são apenas rótulos diferentes para produtos do mesmo fabricante. 

Os robôs já estão entre nós

Os robôs estão tomando o lugar dos humanos e, é claro, inúmeros humanos passam a ser dispensáveis, cada vez mais. Isso parece coisa de filme de ficção científica, mas não é. Há muito a tecnologia representa a desgraça para um monte de gente e vai expulsando trabalhadores de baixa qualificação com velocidade crescente. Não apenas os de baixa qualificação, claro, mas esses são os primeiros na lista de degola. 

Texto de Antonio Martins, o editor do portal Outras Palavras, datado de 5 de novembro de 2015 (1), diz que está próximo o dia em que chapeiros, cuidadores de idosos, analistas de crédito e outras profissões ou funções penosas, subalternas ou maçantes, serão substituídos por robôs. Um cuidador de idosos, ou seja, um ser humano que se dedica a minorar o sofrimento de outro ser humano, ser um robô me parece estranho, mas tudo é possível. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

No DF, emissora e jornalista são condenados por divulgar informação incorreta

Informa o portal Comunique-se que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou um jornalista e sua emissora a desembolsar R$ 10 mil por conta de uma reportagem infeliz. Nela, provavelmente a título de apimentar o fato, ou por informação inadequada (ou por ambos os motivos), o jornalista afirmou que um sujeito que se envolveu em um acidente de trânsito teria fugido do local do acidente sem prestar socorro. Isso, segundo os autos do processo, não aconteceu e o sujeito entrou com uma ação contra a Record e o seu apresentador. 

A reportagem apareceu num telejornal chamado “Balanço Geral DF”. Não conheço o programa, mas parece ser um daqueles produtores, reprodutores e emissores de fait divers com ênfase nos acontecimentos do cotidiano, quem sabe com reportagens policiais sensacionais e, quase com certeza, tendendo a dar espaço ao bizarro. É praxe. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O problema não é comer bacon, é só comer bacon


Se você sente vontade de mergulhar neste mar de bacon, cuidado. 

 “Não podemos criar neuras. A questão é balancear a dieta. Nada é tão bom que possa ser comido muito nem tão ruim que nunca deve ser comido. O legal da nutrição é comer de tudo um pouco, ter equilíbrio e comer alimentos de todos os grupos sem exagerar nem deixar de lado”.
Presidente do CRN-8, Mila Daudt Von Der Heyde




A Organização Mundial da Saúde, no começo da semana, incluiu o bacon, a salsicha, linguiça, presunto e outros embutidos na relação de produtos que podem causar câncer. Segundo matéria jornalística de jornal paranaense, o pessoal que vive de comer isso ficou alerta. Sim, o objetivo parece ser esse, mas é preciso ponderar algo.