sábado, 3 de outubro de 2015

Segundo os lides, a pilantragem non stop


Para boa parte da população, o vilão
Dick Vigarista personifica o político na
sua face mais real, sem aquela máscara
jovial e sorridente da campanha
Pode ser que estejamos enganados, mas a nossa percepção do que é o Brasil hoje se torna cada dia mais preocupante. No que diz respeito à administração pública, isso fica bem claro. A ponto de haver gente nas ruas pedindo, veja só, a volta da ditadura militar, tempo negro e sórdido da política nacional, no qual tudo corria por baixo dos panos. E, se é verdade que os generais presidentes não parecem ter enriquecido naquele período, outros tantos o fizeram. Boa parte do câncer no qual se transformou o poder público nos anos correntes, criou-se e desenvolveu-se naquele tempo, que durou do dia da mentira de 1964 até 1985, quando os fardados, que primavam, infelizmente, por festivais de arrogância, entregaram a rapadura a um civil que nem sequer tomou posse, pois adoeceu e faleceu antes de receber a faixa.

É claro que o governo petista contribuiu sobremaneira para essa impressão de pilantragem e bandalheira generalizada, tudo por trás do belo discurso da distribuição de riquezas, da retirada de milhões da miséria e coisa e tal. As descobertas da operação Lava Jato vão desmontando o castelo de cartas.

Uma dívida impagável sem auditoria
Se foi FHC que fez crescer a dívida pública, Lula a quintuplicou, tornando o que já parecia difícil pagar em um montante absoluta e completamente impagável. Desde FHC já se “pagou” de dívida mais de R$15 trilhões. E só devemos três, no máximo, logo há algo errado.

A estratégia da dívida pública deve funcionar para financiar o Estado, não o governo, mas, como estamos vendo, não é o caso, nunca foi, na verdade. Principalmente, porque nesse endividamento há, tudo indica, “esquemas” que precisam ser conhecidos e desmontados. A maquiagem das contas tem limite.  


Carlos Imperial, que era chamado
o "Rei da Pilantragem", ia ficar
tonto com a concorrência desleal 
O governo arrecada e gasta, mas não investe... e você paga a conta
Mas, se a dívida pública parece infestada de pilantragem, mas é preciso auditá-la para ter certeza, há outras situações que só podem ser incluídas nesse rol, não há outro. Leia o lide de uma matéria do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.
Para cada R$ 19 do caixa do governo do Paraná frutos do ajuste fiscal, R$ 18 saíram do bolso da população e apenas R$ 1 foi resultado da redução de despesas da máquina pública. A análise pode ser feita a partir da prestação de contas do Executivo até o segundo quadrimestre deste ano (de janeiro a agosto). Apesar da entrada maciça de receita graças ao aumento de impostos, o ritmo de investimentos está 60% menor que no mesmo período de 2014.
Como enquadrar essa realidade a não ser como pilantragem? Se um governo, ainda que seus integrantes não possam ser assim grosseiramente classificados como “pilantras” a torto e a direito, resolve fazer caixa e tira da população, está fazendo o quê? Investe menos? Faz caixa para o quê? Para onde vão os reais da população? A impressão que dá é que o Estado é governado para manter uma casta. Será impressão?

Ações patrióticas
Do lado federal, fico sabendo que a empresa Odebrecht cultivava ligações aparentemente incestuosas com o Palácio do Planalto. Eis o lide de matéria da Agência O Globo.   
E-mails apreendidos pela Polícia Federal (PF) nas buscas realizadas na sede da Odebrecht em junho deste ano, em São Paulo, mostram uma relação de influência e intimidade da empresa junto ao Palácio do Planalto, durante os governos Dilma e Lula. Nas mensagens, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, tenta influenciar diretamente o que o será dito pelos presidentes a chefes de estados de outros países em agendas oficiais, sugerindo a postura presidencial nos encontros. A pressão surte efeito. Em mensagem para executivos da construtora, o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, escreveu que Lula fez lobby pela empresa em um dos encontros com líderes estrangeiros, em 2007.
Ainda que os amigos petistas possam argumentar que a imprensa burguesa distorce os fatos, é o tipo de caso em que há fumaça demais para que se ignore o fogo. A gente ouve coisas, sabe de coisas e, no fim, essas coisas parecem existir mesmo. A “amizade” lulista com alguns empresários sempre pareceu íntima demais. Lula é um sindicalista com mentalidade estadunidense, não um socialista, e faz o jogo que deve ser feito por um líder de uma union. Ou o jogo que ele e outros imaginam deva ser feito por qualquer um.

Do lado dos empresários envolvidos, a transcrição das mensagens trocadas, sob o cobertor, com gente do governo, mostra claros crimes, que bem devem ser considerados hediondos, pois lesam o Estado que, em tese, pode ser para servir ao todo, não a uma pequena parte.

Ah, a nota da assessoria do Instituto Lula classifica o lobby lulista de atuação “lícita, ética e patriótica”, defendendo interesses de empresas brasileiras no exterior. Só que, tudo indica, que não eram “empresas”, logo a nota não diz muita coisa de importante e a gente perde a confiança.

Mais lobbies
Outro lide, bem mais quente, já que um parente do ex-presidente já disse que gerará processo contra o jornal:
Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo indicam que uma medida provisória editada em 2009 pelo governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido “comprada” por meio de lobby e de corrupção para favorecer montadoras de veículos. Empresas do setor negociaram pagamentos de até R$ 36 milhões a lobistas para conseguir do Executivo um “ato normativo” que prorrogasse incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano. Mensagens trocadas entre os envolvidos mencionam a oferta de propina a agentes públicos para viabilizar o texto, em vigor até o fim deste ano.
Vai ser uma batalha bonita de ver. Os tais documentos da “imprensa burguesa” contra os argumentos de que a coisa não foi bem assim do lado lulista. Além de fumaça, vai ter fogo.  

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