segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dois tratamentos para crimes e delitos: um com foro especial, outro com julgamento, condenação e execução na rua


Tem gente que olha essa imagem, vê a silhueta de um
covil de ladrões e garante que não deveria ser assim.
Há quem jure que isso está mudando, cabe ver para crer
Há meses, quem sabe ano, alguém me disse que Eduardo Cunha, deputado federal pelo PMDB e, creia, presidente da Câmara dos Deputados, estaria no bico do corvo. Segundo minha preciosa fonte, não apenas ele, mas também Renan Calheiros e outros “homens públicos” de menor patente estariam irremediavelmente perdidos, condenados pelos próprios atos, que não podem ser listados como nobres, é claro. 

Esse fato tem lá seu lado bom, muito bom, pois possibilita a gente pensar que a impunidade característica dos “homens públicos” está saindo de moda, isto é, fica o registro de que também os “habitantes” de gabinetes do Congresso estão sujeitos à lei terrena do "aqui se faz, aqui se paga". Sim, pois, até pouco tempo, isso parecia impensável.


Caça aos “pequenos pilantras”?
Essa mesma fonte que previu, há tempo, a desgraça de Cunha & Cia, me disse que esse fato não estaria isolado, mas faria parte de uma tendência ou movimento que estaria empenhado em fazer uma caça aos “pequenos pilantras” (sic) da política brasileira. Com relação aos grandes, a gente não sabe dizer, pois se os presidentes de Câmara e Senado são qualificados assim por alguém, imagine os postos que os “grandes pilantras” ocupam. 

Essa informação bate com outra, que obtive de um amigo. Ele me deu conta, referindo boas fontes, de que efetivamente há grupos fortes se mobilizando para “fazer uma limpeza” na política e que esses grupos são formados por pessoas com boa conduta, cansados da bagunça que os “pequenos pilantras” levam para a vida pública. Em tese, essa tal “vida pública” deveria ser vivida por pessoas ilibadas, com exemplar comportamento ético e moral, mas, na prática, ética e moral são, para boa parte dos que estão nessa vida, apenas elementos de retórica. 

De outro lado, apesar do esperneio do governo, a rejeição das contas de Dilma pelo Tribunal de Contas por unanimidade pode representar mais um passo no sentido de tentar impor um princípio ético e moral à política, quem sabe. O governo, na verdade, somente se defende dizendo que as irregularidades são corriqueiras e que todos os governos as fazem e, mais, que foram feitas com boas intenções. 



A afirmação contida no cartaz não é retórica ou metafórica,
quando se trata de um contraventor ou criminoso pobre...
Mas, há os que gozam de privilégios, como foros especiais
Dois tratamentos: um com foro especial, outro com julgamento, condenação e execução na rua
Pois é, nas comunidades pobres há muita gente que comete delitos e é classificada como criminosa por conta da necessidade de cometer esses atos, com realmente boas intenções, muitas vezes. E mais, essa gente também faz o que todo mundo faz, inclusive os governos. Isso, porém, não evita que a polícia as alveje sem dó nem piedade e as classifique como “bandidos”. 

Para essas pessoas, que não têm foro especial, sendo muitas vezes julgadas, condenadas e executadas na rua mesmo, por agentes públicos sem capacidade para julgar e condenar, mas com muita habilidade para matar. Lula, Dilma e seu grupo têm sorte de não estar entre esses pobres diabos. 

É preciso que haja tratamento justo e igualitário. A Justiça precisa ajeitar a venda que traz frente aos olhos e não fazer distinções, deixando de tratar com blandícia a uns e com punições cruéis a outros. 

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