terça-feira, 27 de outubro de 2015

Caos na Educação: nos EUA, policial brutamontes agride uma menina negra e professor algema aluno para torturá-lo

Estava escrevendo um artigo, quando vi um vídeo de um brutamontes fardado agredir uma estudante negra com bastante violência, isso nos EUA. Tomando em conta o filme, alguém bem poderia chamar o policial de animal, se isso não fosse uma ofensa aos animais. Segundo informações, o policial justificou o ato dizendo que a estudante incomodava a aula e não obedeceu à voz de prisão. Ok, então está certo, mas não há justificativa para uma violência como a que está sendo exibida no filme que registrou a agressão. Não é justificável nem que se leve em consideração que a menina não obedeceu à voz de prisão, ainda mais que essa ordem foi dada por alguém que, tudo indica, não deveria estar usando uma farda. 

Sublimação não funcionou, no caso
É claro que há exceções, mas parte dos agentes policiais parecem ser pessoas que nada mais poderiam fazer de útil na vida além de agredir os outros. Aí a gente lembra daquela história da sublimação, conceito psicanalítico que explica uma estratégia mental para fazer com que elementos emocionais e comportamentais anti-sociais possam ser adaptados para uso profícuo na realidade, tornando-se aceitáveis socialmente. Por exemplo: o cirurgião seria um sujeito que, em vez de sair por aí atacando com uma faca, canaliza a agressividade para um ato social de grande valor humano. Outro sujeito, em vez de se tornar um brigão de rua, um bandido agressivo e violento, torna-se policial e pode continuar a ser agressivo e violento, mas contra pessoas também agressivas e violentas que cometeram atos lesivos a outros seres humanos e/ou à sociedade. Sua truculência acabaria vindo por ser útil à sociedade.


Há um ou dois anos, o Brasil inteiro assistiu a esse covarde
de farda, armado até os dentes e claramente mais forte que
a vítima, agredir uma estudante negra. A covardia não 
é certamente "privilégio" da polícia estadunidense. 
O policial do vídeo, segundo informações de um telejornal, já foi denunciado outras vezes pelo mesmo motivo: violência acima da necessária e aceitável. No caso, a sublimação não está funcionando, ele continua sendo agressivo e violento de forma perigosa, não apenas ou exatamente contra bandidos, mas contra seja lá quem for, no caso uma menina desarmada. E ainda há quem diga que, talvez, se ela não tivesse nascido com a pele escura, tudo seria diferente. O policial é branco e os EUA têm um histórico manifestamente violento no trato dos brancos com negros. 

O caso é que, provavelmente, o senhor policial é um caso perdido, sem recuperação. E o chefe dele, que é negro, se disse perturbado com as imagens, embora, é claro, queira saber bem direitinho como tudo aconteceu, antes de agir. Mas, o agressor foi, para o bem da sociedade, afastado do convívio com humanos não fardados. Talvez seja uma boa ideia pô-lo numa jaula.

Tortura didática
O pior, no entanto, foi um vídeo que acompanhou esse e que mostra um menino pequeno algemado pelas costas, com as algemas não pelos pulsos, mas nos braços, o que lhe causava nítida dor e sofrimento. O menino teria desobedecido alguém e sofria um castigo, ou, mais precisamente, uma tortura, para mim inaceitável. Parece que a tortura não foi patrocinada por algum agente policial sádico, como o que agrediu a menina negra, mas por um professor!

Nos Irmãos Karamazov, Dostoievsky põe na boca de um dos irmãos a seguinte afirmação: “Nem toda a ciência do mundo vale o choro de uma criança”. Concordo com isso. Embora não se possa evitar que uma criança chore, não devemos, em hipótese alguma, fazer com que uma criança chore por pura maldade ou pelo recalque de alguém covarde e idiota, como os algozes dos filmes.


Essa foi também no Brasil, em Curitiba.
Policial indefeso agride moça fortemente
armada, conforme a imagem pode mostrar,

e, ainda, sem qualquer pudor, encoxa ela.
O colega ao lado estava a postos, para, se
necessário, conter a perigosa terrorista. 
Coleira e focinheira neles!

Criaturas como o policial agressor ou o professor torturador, além de outros do mesmo calibre, deveriam andar com coleira e focinheira, controladas por algum ser humano, já que criaturas como o policial agressor e o tal professor, na verdade, não parecem passíveis de ser classificadas como seres humanos.

O mais terrível é pensar que o policial certamente foi chamado por algum professor que, não deveria chamar um policial para resolver um problema que ele deveria resolver sozinho, ou com a ajuda do pessoal de apoio pedagógico. Por mais que seja saudável investigar exatamente o que aconteceu naquela sala de aula, para não cometer injustiças, as imagens são claras: é um brutamontes covarde agredindo uma mulher, uma menina, que nem sequer reagiu, nem poderia. Muito didático. 

Alguém deveria conseguir um brutamontes mais brutamontes que o policial agressor para lhe fazer igual, segundo a velha Lei de Talião. 

Dizem que psicopatas adoram fardas
Na verdade, tudo isso é, infelizmente, muito comum. O sujeito bota a farda não para sublimar seus maus instintos, mas, para poder expressá-los sem censura, graças à farda. A isso se pode chamar mais propriamente de "psicopatia", que é quando o sujeito se coloca acima da lei e, assim, pode fazer o que bem entender, na hora que quiser. 

Last, but not least, ainda cabe lembrar que um policial brasileiro, se bem me lembro um oficial, a quem se deve cobrar mais ética e moral, respondeu, a um jornalista que lhe perguntou porque jogou uma profusão de gás de pimenta em manifestantes, que fez o que fez "porque quis". A farda, infelizmente, é um incentivo para que o psicopata realize seus instintos baixos, em prejuízo de toda a sociedade. 

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