segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Boas notícias não são notícia e o bem-estar não é lucrativo

A imprensa catastrofista quer fazer de sua vida um filme de horror
Paul Krugman, que escreve no New York Times e tem no curriculum um Prêmio Nobel em Economia, deu entrevista recente tranquilizando os brasileiros. Segundo ele, “apesar de o Brasil estar obviamente uma bagunça, do ponto de vista político, e mesmo que a economia tenha sofrido um retrocesso perto de todo aquele otimismo de alguns anos atrás, os fundamentos econômicos do país não chegam nem perto de estar tão ruins quanto em episódios anteriores”. Isso significa, em outras palavras, que a situação não é tão crítica quanto alguns dizem.

“A situação fiscal não é desesperadora e o país está longe de um momento em que precisaria imprimir dinheiro para pagar suas contas. A taxa de câmbio está alta, mas nada perto dos níveis que associamos a crises graves”, afirma Krugman. Não se pode, assim, fomentar o terror, como alguns vêm fazendo.

Boas notícias não são notícia
Na verdade, alimentar o medo e difundir o terror não é coisa que se faça. A imprensa o faz, na prática, porque é da natureza de seu ofício quando o que quer é vender a mercadoria “notícia” e não informar. Segundo a mentalidade mercadológica, quanto mais aterrorizante for a notícia, mais se venderá. Já no caso de boas notícias, o tom usualmente é comedido, pois, afinal, “good news, no news".  

Tudo isso não quer dizer que a situação econômica é tranquila, que fique claro. Mas, há os catastrofistas militantes, você sabe, que gostam de exagerar o que é ruim, por diversos motivos, todos relativos a “se dar bem”. Não à toa, um telejornal estadunidense anunciou, certa vez, que em uma determinada rodovia os acidentes já haviam crescido 100% no ano. Sim, é verdade. No caso, o número de acidentes pulou de um para dois, o que, efetivamente, representa o dobro, mas, não é, definitivamente, um número alarmante.

O bem-estar não é lucrativo
A sociedade contemporânea faz com que seus cidadãos vivam um estresse constante. Isso ajuda o consumo, incentiva que se comprem drogas e cria uma instabilidade propícia para a imbecilidade consumista. O bem-estar não está definitivamente na pauta da sociedade pós-moderna. Muito pelo contrário: a pessoa que se sente bem consome menos e é preciso evitar esse bem-estar a todo custo. Tudo isso pelo bem da sociedade, dizem. 

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