quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Bancos lamentam dar reajuste salarial de 10%, mas lucram muito mais

Legenda: Os patrões do Senado. Dispensa explicações, creio
Segundo o portal da Auditoria Cidadã da Dívida, o presidente do Bradesco está desolado. Ele se preocupa bastante com o rombo que o reajuste dos bancários vai causar no caixa da sua empresa bilionária. Os empregados dos banqueiros, levam 10% de reajuste, enquanto o miserável e paupérrimo Bradesco teve, só no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 18,4% no lucro líquido, em comparação com o mesmo período de 2014. Muito, muito, muito mais do que vai pagar de reajuste aos seus “colaboradores” (1). 

O pessoal da Auditoria Cidadã lembra que a Taxa Selic, aquela que é base para remunerar parte dos títulos da dívida pública, tem subido desde outubro de 2014, elevando-se significativamente. Aí, a gente fica com as barbas de molho porque alguém já disse que a Dilma bateu de frente com os bancos, acho que foi o André Singer. Como? Com tamanha generosidade? 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Se usasse seus poderes para o bem, Cunha seria um herói


Cunha tem inegável competência e, se quisesse, poderia
se tornar um herói nacional. Mas a descoberta de contas
secretas e denúncias mostram que ele não planejou isso
Certa vez, alguém me disse que se você tem uma dívida de R$ 1 mil é tratado como bandido e, se necessário, lhe dão uma surra ou chamam a polícia para fazer isso. Já se você deve R$ 1 milhão, te carregam no colo e servem cafezinho com cafuné, te ajudam até mesmo a pagar com desconto. Essa proporção é curiosa, pois, em tese, é fácil imaginar que quem deve pouco não deveria sofrer tanto, e mais fácil ainda imaginar que o grande devedor estaria passível de ser pendurado em uma árvore. Mas, a coisa não é assim. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Água em movimento


Um rosto na pedra


No passado, PT caía de pau nas barganhas, agora depende delas para sobreviver


O casal que viveu tantas alegrias nos últimos treze anos pode
morrer abraçado. Ela deve cair e Lula está na mira da justiça. 
O beijo da foto pode ser classificado como aqueles "de Judas",
já que a "herança maldita" que os petistas atribuíam aos
tucanos, foi multiplicada e engordada com fermento por 
Lula e seu partido, durante todo esse longo tempo de Planalto
Isolada, Dilma conta apenas com alguns fieis escudeiros. O resto é tudo inimigo. Lembra aquelas histórias de faroeste. A caravana cercada por índios ferozes, provavelmente porque os brancos chegaram para destruir tudo e impor sua civilização. E é assim que os petistas do governo se sentem.

A presidenta se elegeu com meias verdades e mentiras deslavadas, não se pode negar isso. A prova de que isso aconteceu está aí, diante de nossos olhos. Facilmente, logo após vencer nas urnas, Dilma esqueceu tudo o que dissera momentos antes e partiu para uma viagem, aparentemente sem volta, de declínio dos projetos petistas e de impopularidade, ao tirar direitos de trabalhadores, ao propor novos e maiores impostos e outras medidas lamentáveis para um governo que jurava que as finanças públicas estavam equilibradas. Em resumo, mostrou que todo o esquema estava montado tão firmemente quanto um débil castelo de cartas.

Caos na Educação: nos EUA, policial brutamontes agride uma menina negra e professor algema aluno para torturá-lo

Estava escrevendo um artigo, quando vi um vídeo de um brutamontes fardado agredir uma estudante negra com bastante violência, isso nos EUA. Tomando em conta o filme, alguém bem poderia chamar o policial de animal, se isso não fosse uma ofensa aos animais. Segundo informações, o policial justificou o ato dizendo que a estudante incomodava a aula e não obedeceu à voz de prisão. Ok, então está certo, mas não há justificativa para uma violência como a que está sendo exibida no filme que registrou a agressão. Não é justificável nem que se leve em consideração que a menina não obedeceu à voz de prisão, ainda mais que essa ordem foi dada por alguém que, tudo indica, não deveria estar usando uma farda. 

Corujas

A coruja tem hábitos crepusculares e noturnos e voo silencioso. Alimenta-se, principalmente, de pequenos mamíferos (especialmente roedores), insetos e aranhas. Engole a presa inteira e, posteriormente, vomita pelos e pedaços de ossos. Tão pequenininha e tão terrível...

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Piercy Island, Nova Zelândia


Pedra da Gávea


American way of life


Governo não pedalou pelos programas sociais

O governo petista repete, incansavelmente, o bordão dos programas sociais. E boa parte das pessoas acredita nisso, tem boa fé. E tem gente no governo com boa fé também e que está no governo porque acredita nos programas sociais. Mas, a boa fé tem limites.

Informações publicadas na imprensa – aquela que é chamada pelos governistas, e também por alguns não governistas, de PIG (Partido da Imprensa Golpista) – dão conta de que o governo usou as famosas "pedaladas" para ajudar, prioritariamente, empresas e produtores rurais e não exatamente para os nobres programas sociais, cujos dados mostram que receberam fatia bem menor, menos da metade do que receberão os ruralistas, conforme as informações.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Imagens imaginativas 1












           Viva a televisão! 





























































O óbvio está em tudo, mas nem tudo é óbvio

Tem dias que a gente acorda para ouvir ou ler o óbvio. Tudo bem, o óbvio é algo, muitas vezes, difícil de acreditar e/ou de entender, por incrível que pareça. Há situações em que ele está ali, diante de você, pulando, acenando e assobiando, mas você não o vê. Nelson Rodrigues cunhou, para casos como esse, o conceito do “óbvio ululante”, ou seja, aquele óbvio que está diante de nossos narizes, gritando, urrando, implorando para ser visto. 

Logo, embora a primeira reação diante da enunciação do óbvio seja a de enfado, acompanhado por alguma expressão do tipo “Nossa! Só contaram pra você!” ou “Não diga!”, é preciso lembrar que é absolutamente saudável a reiteração cansativa, obstinada e insistente do óbvio, como num mantra. 

"Saúde: a Folha esconde o que o Datafolha revela"

Por Ricardo Rodrigues Teixeira*, na Carta Maior | 20 de outubro de 2015 | Pesquisa demonstra: Medicina Privada é pior avaliada pela população que atendimento do SUS. Mas jornal — repleto de publicidade dos planos de saúde — procura disfarçar os dados…

Nova pesquisa DataFolha indica (publicada na Folha de São Paulo do dia 13 deste mês), mais uma vez, a péssima avaliação da saúde no país. Mas há aspectos importantes dessa pesquisa que, ao apresentar e analisar os dados, o jornal Folha de São Paulo faz contorcionismos para ocultar. Por exemplo, que a saúde privada é pior avaliada que o SUS. Vejamos.

Lendo os dados divulgados notamos que seis em cada dez brasileiros (ou seja, 60%), acham a saúde péssima. Quando só se avalia apenas o SUS, o numero cai para 54% de péssimo.

Quando se avalia a “saúde em geral”, 24% dá nota zero; quando se avalia apenas o SUS, 18% dá nota zero.

A matéria evita comentar (mas pode ser lido nos dados que disponibiliza) que 2% dá nota 10 para a “saúde em geral” e 3% dá nota 10 quando se avalia só o SUS.

E a diferença mais notável: 11% dá nota maior que 7 para a “saúde em geral” e 18% dá nota maior que 7 para o SUS.

Conclusão óbvia, cuidadosamente evitada pela Folha na análise dos resultados: a saúde privada puxa significativamente a avaliação da “saúde em geral” para baixo!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O bom e bem comportado rock’n’roll

Há jornais que publicam cadernos para “jovens”, essa faixa da população também conhecida como “teens” (depois que o inglês passou a ser língua oficial entre nós) e que, usualmente, tem o adolescente congelado Mick Jagger (minha gratidão a Beatriz Sarlo pela imagem) como uma de suas referências. Nessas publicações, sempre há espaço para o “bom e velho” rock’n’roll. 

Uma das matérias que li num desses “cadernos teens” tratava de rebeldias diversas na relação entre fãs e ídolos roqueiros. Havia um box com o título “Tudo nasceu com o rock’n’roll” e o jornalista responsável citava o livro “A Criação da Juventude”, de Jon Savage. 

Se a moda hoje é jogar pedras no Cunha, antes já foi atirar beijos


Construído para legisladores, o
Congresso Nacional cada vez mais
tem sido palco de dramalhões
políticos e, é claro, jornalísticos
No caso Cunha, os territórios vão se definindo. A oposição (leia-se DEM, PPS, PR e PSDB) de um lado, bombardeando o presidente da Câmara e pedindo seu cargo. Do outro, o governo, que não sabe bem o que faz (aquela história de Dilma como liderança foi retórica do Lula, apenas isso), mas parece prudente em relação a Cunha, tanto para o bem, quanto para o mal. Morde e sopra, morde e sopra. 

O PSOL tomou a iniciativa e quer não apenas o cargo do deputado carioca, mas sua cabeça, ou seja, o seu mandato. Esse partido tem demonstrado as melhores práticas e as melhores propostas, entre todos os demais, creio eu. 

O mundo como folhetim
Trata-se de mais uma telenovela, já que esse modelo é o hegemônico na cultura jornalística brasileira: as grandes empresas do ramo operam, simplesmente, com uma distribuição básica de conteúdos dramáticos diversos, objetivando evocar a emoção, não a razão. Trata-se do padrão criado pelo folhetim, uma mídia cultural que não quedava presa de formalidades próprias das manifestações culturais intelectualizadas, de elite. O folhetim não esperava o público, ia às ruas encontrá-lo com apelos diversos, sempre em torno de um centro: a trágica luta entre o bem e o mal. 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Em que cruz atiramos tantas pedras para ter que aturar isso?

A troca de farpas entre a presidenta e o presidente da Câmara é um tanto ou quanto ridícula, convenhamos. Não se trata de uma troca de acusações, bem se diga, pois as acusações ficam subentendidas, meio na fantasia, meio com vínculos em fatos reais. O que Cunha e Dilma fazem é um repente de mau gosto. 

A presidenta já demonstrou que não é boa de fala, mas imagino a tensão na qual deve viver a senhora. Isso desnorteia um pouco e, como não domina a retórica e não parece paciente o suficiente para pensar antes de falar, acaba dizendo o que não deve e dando margem a ouvir as malcriações do deputado carioca, que, pelo menos, sabe falar e consegue ser cínico como ninguém. 

Gilles Deleuze: Post-scriptum sobre as Sociedades de Controle (trechos selecionados)


Gilles Deleuze, que viveu de 1925 a 1975
Contam que Michel Foucault vaticinou que o mundo seria, um dia, deleuziano. Há quem afirme que foi uma maldição. 

Abaixo, dois parágrafos selecionados do texto "Post-scriptum sobre as Sociedades de Controle" de Gilles Deleuze. O sujeito que já foi incluído numa estúpida lista dos teóricos "mais imbecis" da história (tive esse livro em mãos, uma peça lastimável do qual, graças ao bom Deus, não sei o nome do autor, nem ganharei muito em saber), mostra, abaixo, que entendeu muito bem a sociedade contemporânea, a "de controle", com seus elementos, como a empresa, o gás que se espraia por todos os espaços da vida, subjetivos e físicos, e as cifras, que modulam e regulam as individualidades de massa (tratei desse tema em dissertação de mestrado, focando a quantificação característica da pós-modernidade). 

Fiz duas divisões de parágrafos, arbitrariamente, pensando naqueles que detestam longos parágrafos. Boa leitura.

Jornalismo agoniza por ingestão de veneno

Gene Policinski é jornalista e dirige um instituto chamado Newseum, na verdade um museu do jornalismo que fica em Washington DC. Ele veio ao Brasil falar sobre um tema que tem sido muito falado recentemente, o fim do jornalismo, notadamente o impresso, que com o acesso fácil de todos a informações curtas e rápidas parece realmente em dificuldades. Os jornalistas que o digam, pois muitos têm sido demitidos e não encontram outros empregos na área. 

O sujeito tem 45 anos de profissão, logo não é um foca, como se chamavam os jovens jornalistas no passado. Para mim, até hoje pela manhã era um ilustre desconhecido, mas devo dizer que conheço uma de suas obras, o jornal USA Today, que ajudou a fundar no início da década de 1980. 

Não me proponho a englobar, aqui, o que Policinski pensa sobre o jornalismo. Apenas aproveito o seu mote para uma breve reflexão sobre o jornalismo que conheci e conheço. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Finalmente os corruptores estão na linha de tiro

Uma das boas coisas que estão acontecendo no Brasil é o processo de responsabilização dos corruptores ativos, alguns grandes empresários. Até pouco tempo, esse pessoal estava claramente livre de qualquer incômodo, embora o corruptor ativo seja a peça chave para que haja a corrupção. 

O corrompido, o passivo, precisa de um corruptor para exercer o seu ofício nefasto, mas é o patrocinado. Já o ativo, precisa do passivo, mas é quem patrocina a corrupção, o verdadeiro autor intelectual do ato deplorável. Na prática, a perspectiva de punição e execração pública são desmotivações para o corruptor e funcionam como um bom conselho para que o corrompido pense melhor antes de aceitar patrocínios e propinas. 

Boas notícias não são notícia e o bem-estar não é lucrativo

A imprensa catastrofista quer fazer de sua vida um filme de horror
Paul Krugman, que escreve no New York Times e tem no curriculum um Prêmio Nobel em Economia, deu entrevista recente tranquilizando os brasileiros. Segundo ele, “apesar de o Brasil estar obviamente uma bagunça, do ponto de vista político, e mesmo que a economia tenha sofrido um retrocesso perto de todo aquele otimismo de alguns anos atrás, os fundamentos econômicos do país não chegam nem perto de estar tão ruins quanto em episódios anteriores”. Isso significa, em outras palavras, que a situação não é tão crítica quanto alguns dizem.

“A situação fiscal não é desesperadora e o país está longe de um momento em que precisaria imprimir dinheiro para pagar suas contas. A taxa de câmbio está alta, mas nada perto dos níveis que associamos a crises graves”, afirma Krugman. Não se pode, assim, fomentar o terror, como alguns vêm fazendo.

Dois tratamentos para crimes e delitos: um com foro especial, outro com julgamento, condenação e execução na rua


Tem gente que olha essa imagem, vê a silhueta de um
covil de ladrões e garante que não deveria ser assim.
Há quem jure que isso está mudando, cabe ver para crer
Há meses, quem sabe ano, alguém me disse que Eduardo Cunha, deputado federal pelo PMDB e, creia, presidente da Câmara dos Deputados, estaria no bico do corvo. Segundo minha preciosa fonte, não apenas ele, mas também Renan Calheiros e outros “homens públicos” de menor patente estariam irremediavelmente perdidos, condenados pelos próprios atos, que não podem ser listados como nobres, é claro. 

Esse fato tem lá seu lado bom, muito bom, pois possibilita a gente pensar que a impunidade característica dos “homens públicos” está saindo de moda, isto é, fica o registro de que também os “habitantes” de gabinetes do Congresso estão sujeitos à lei terrena do "aqui se faz, aqui se paga". Sim, pois, até pouco tempo, isso parecia impensável.

domingo, 18 de outubro de 2015

"O SUS é maior que o governo", por João Paulo Cunha no Brasil de Fato

O SUS é maior que o governo

Uma das formas mais usadas para atacar o SUS é dizer que é caro, que não justifica a criação de novos impostos, que falta apenas competência gerencial. Não é verdade.

Por João Paulo Cunha*; para o Brasil de Fato

Entre os vários avanços da Constituição Federal, um dos mais importantes é o princípio que define a saúde como um direito de todos e um dever do Estado. O que é uma afirmação generosa no primeiro momento, quando vista em perspectiva revela uma construção histórica para a qual contribuíram pessoas, instituições, ideias, universidades, entidades de classe, movimento popular e uma imensa arquitetura de participação social.

Nesse angu tem caroço...

Se a internet nos traz uma grande vantagem, é no que diz respeito à rapidez da busca e da pesquisa. Não para temas que exigem maior profundidade e desenvolvimento de estudos, mas para captar informações com celeridade.

Olhando aqui e ali, descubro matéria publicada no G1, da Globo, na editoria de Economia. No texto, fico atualizado em relação à dívida pública brasileira, que sobe e consome o caixa do governo com vigor e velocidade espantosa. Aparenta mesmo algo como um parasita que arranca sua vida do hospedeiro até o limite de forças deste.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Quem paga a conta recolhe e fica com as migalhas


A coisa é sempre assim, o boleto sempre
chega muito antes de qualquer benefício
O governo de Dilma acumula insucessos. Na última semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) andou com a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo impetrada pelo PSDB. Isso significa que Dilma e Temer podem perder os mandatos. Enquanto isso acontecia, o Superior Tribunal Federal (STF) indeferia o mandado de segurança governista contra o Tribunal de Contas da União (TCU) e este pôde julgar as contas de Dilma em 2014. Resultado: 8 a 0 contra a presidente e o TCU, assim, recomenda aos parlamentares que acompanhem a decisão do Tribunal e rejeitem as contas do governo. Os vetos da presidente também correm perigo no Congresso, pois o governo não tem maioria.

A solução em relação a tantos problemas? Comprar votos no Congresso e é isso que Dilma & Cia vêm fazendo. É um expediente, afinal. Nada nobre, é certo, mas um expediente válido. Vergonhoso, mas é o que o governo vem podendo fazer para salvar a própria pele. Nomeando ministros, diretores et caterva Dilma espera jogar água no fogo que vem lhe fritando desde a posse.

Hora de perder a inocência, hora de deixar de acreditar no inacreditável


Para Lula, somente o amor de Cunha salva Dilma.
Ontem, inimigos. Hoje, amigos que se abraçam por
conveniência para, desesperados, se afogar juntos. 
Respirar o ar da vida pública parece fazer mal a muita gente. Os primeiros sintomas desse contato nefasto são a falta de escrúpulos e a famosa “cara-de-pau”. A pessoa, que anteriormente apresentava até certos traços de formação moral e apreço pela ética, começa a sentir impulsos de imoralidade e sem-vergonhice. 

Veja o que acontece agora, no Governo Federal. Acontece que um tal deputado Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, homem que gente bem informada no Rio de Janeiro me disse ser um pilantra (eu não o conheço e não sou bem informado, logo reproduzo minhas fontes confiáveis), ontem mesmo era contra o governo petista e disse estar em confronto direto com a presidente Dilma & Cia. 

Nem tão egoístas, nem tão altruístas, assim somos

A questão do “egoísmo humano”, se é algo nato e hereditário e, essencialmente, se predomina no comporta-mento humano, está posta de forma perene. Uns dizem que o ser humano é, acima de tudo, egoísta, ou seja, olha para seu próprio rabo e quer levar vantagem sempre, ou quase sempre. Outros juram que não, que os valores altruístas estão em alta na alma humana e que essa história de egoísmo nato é coisa de vilões capitalistas. 

Para mim, nem uma coisa, nem outra. 

Em primeiro lugar, é claro que há aquilo que chamamos de egoísmo e que é algo forte no humano. Afinal, prezar a própria pele, acima de muitas outras coisas, é algo que bem podemos entender. A dor dói em nós e só nós podemos dizer o quanto dói. Digamos que pensar na própria sorte antes da dos outros é algo saudável, até. Veja que, nas viagens aéreas, há a instrução para que o passageiro cuide primeiro de si em casos de despressurização. Se não o fizer, possivelmente não poderá ajudar crianças e pessoas com deficiências, o que significa tragédia total e absoluta, já que crianças e pessoas deficientes provavelmente não conseguirão cuidar nem de si próprios, quanto mais do passageiro "adulto e eficiente". Em suma: ou este cuida de si primeiro, ou morrem todos. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A culpa é dos outros, sempre


Nada como um bom bode expiatório 
Certa vez, li num livro que uma das soluções mais atraentes quando se tem um problema é pôr a culpa em alguém. Ao fazer isso, o sujeito se sente mais leve, pois pode experimentar a certeza de que o que lhe está acontecendo de mal não é culpa sua, mas de algum (ou alguma) filho (ou filha) da puta que está empatando a sua vida. Assim, se você sente tristeza, cabe acusar alguém por isso. Da mesma forma, se algo deu errado em algum de seus projetos de vida, procure, longe de si, um culpado. Isso lhe fará sentir melhor. Não resolverá o problema, é claro, mas fará com que você se sinta mais tranquilo em relação a si próprio. Afinal, você é uma vítima de alguém ou mesmo das circunstâncias (criadas por algum canalha, é claro).

Veja que o senhor ministro do Desenvolvimento Agrário, um cidadão chamado Patrus Ananias, disse, recentemente, que a situação catastrófica da economia brasileira é culpa da imprensa, que a está inflando. Sim, é claro. O PIB caiu, coisa estapafúrdia, por culpa do O Globo, assim como todas as bandidagens que o juiz Moro e seu time andam investigando (e confirmando) foram certamente culpa de uma articulação entre o Estadão e a Folha, os maiores culpados pela bandalheira que é o governo brasileiro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O TCU rejeitou as contas de Dilma, relativas a 2014, por unanimidade. E agora?


Acuada, Dilma não surpreenderá se renunciar até o final do ano. 
Do meu lado esquerdo, o diabo diz que Dilma renuncia e isso não demora muito. Já o anjinho, à direita, garante que a entrega de ministérios, como o da Saúde, garantirá o valioso apoio do PMDB. O fato é que a presidenta está em maus lençóis, como nunca esteve antes. Difícil negar. 

Todos os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) votaram pela rejeição das contas. Nem um golzinho de honra. Oito a zero, pior que a goleada da Alemanha. Inapelável. 

sábado, 3 de outubro de 2015

Ecológico é ser humano

O militante ambiental é, muitas vezes, definido como um potencial chato, ou, outras vezes, declaradamente um chato. Não à toa, segundo observo e descubro que outros também o fazem. É que, não raro, a “campanha” pela consciência ambiental passa pelo terror, pelo anúncio dramático do apocalipse e coisas do gênero. 

O objetivo, tudo indica, é causar medo e, principalmente, culpa, não exatamente gerar uma nova consciência. Pelo que diz Ricardo Abramovay, em artigo publicado no portal Outras Palavras, a culpa e o medo acabam sendo um tiro pela culatra, pois, se “todos agem assim”, nada muda, ou seja, a culpa e o medo emocionam, mas se diluem na falta de pensamento característica da vida urbana. E, assim, segue o barco. 

Se há algo a fazer no campo ecológico é tentar melhorar o predador humano e, antes de tudo, agir sobre o modo de vida baseado no consumo. O “homem massa”, o “homem medíocre”, não costuma pensar, apenas seguir os padrões do rebanho, que quer sempre mais e mais na fantasia de realização artificial gerada no ambiente publicitário de nosso tempo. 

Segundo os lides, a pilantragem non stop


Para boa parte da população, o vilão
Dick Vigarista personifica o político na
sua face mais real, sem aquela máscara
jovial e sorridente da campanha
Pode ser que estejamos enganados, mas a nossa percepção do que é o Brasil hoje se torna cada dia mais preocupante. No que diz respeito à administração pública, isso fica bem claro. A ponto de haver gente nas ruas pedindo, veja só, a volta da ditadura militar, tempo negro e sórdido da política nacional, no qual tudo corria por baixo dos panos. E, se é verdade que os generais presidentes não parecem ter enriquecido naquele período, outros tantos o fizeram. Boa parte do câncer no qual se transformou o poder público nos anos correntes, criou-se e desenvolveu-se naquele tempo, que durou do dia da mentira de 1964 até 1985, quando os fardados, que primavam, infelizmente, por festivais de arrogância, entregaram a rapadura a um civil que nem sequer tomou posse, pois adoeceu e faleceu antes de receber a faixa.

É claro que o governo petista contribuiu sobremaneira para essa impressão de pilantragem e bandalheira generalizada, tudo por trás do belo discurso da distribuição de riquezas, da retirada de milhões da miséria e coisa e tal. As descobertas da operação Lava Jato vão desmontando o castelo de cartas.