quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Supremo diz que empresa não pode mais comprar políticos

Goleada de 8 a 3 deu a vitória à ação da OAB que propõe proibir o financiamento privado de campanhas políticas. Acabou a bandalheira, disseram, alguns, nas ruas. E vai ser com o dinheiro público? É piada?, falaram mais alguns. Pelo visto, não se sabe ao certo, ainda, o que será. Muitos comemoram a saída dos interesses privados do jogo político, outros tantos dizem que CPMF e financiamento público combinam, temendo um golpe petista. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, lembrou do mensalão e o comparou ao financiamento público. Parece que vale tudo nessa guerra. 

O fato é que as empresas elegem candidatos comprando-os para governar e/ou legislar de acordo com os interesses dessas mesmas empresas. Isso não é bom. Segundo a ministra Cármen Lúcia, do Supremo, o poder econômico faz suas “doações” e traz desequilíbrio ao processo democrático. “A influencia do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, que faz o eleitor um fantoche”, disse e lembrou, com lucidez, que os parlamentares são eleitos para representar o povo, não o interesse de algumas empresas. 

Há alguns dias, a Câmara Federal, liderada pelo Cunha, aquele que tem muitos amigos empresários, aprovou o financiamento privado, que já tinha sido barrado no Senado. E agora? Dilma deve seguir o Supremo, espera-se, ou vai haver nova batalha jurídica. No seu juízo normal, pode-se confiar na presidente, mas ela tem dado sinais de que não sabe bem acerca do que está acontecendo. Oscila com o vento e, quando fala, não é feliz. 

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