quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Liberais de todo o mundo, uni-vos para responder a estas críticas ao Liberalismo


A "dupla face" do liberal
Todo liberal que se preze deve defender o livre mercado, se for o caso, com o custo da própria vida. O livre mercado, o Mercado, é o Deus Todo-Poderoso e a tudo deve regular em torno de si. Fora isso, o que há é o caos, a servidão. Não é à toa que o livro que sustentou a proposta do neoliberalismo se chamou “O Caminho da Servidão”. A tal Servidão é imposta pelo Estado, notadamente o Estado keynesiano e, mais ainda, o socialista. É contra esse Estado forte que o liberal se levanta, bravamente. 

O Mercado é moral e eticamente divino, nessa perspectiva, pois encarna o conjunto de todos os cidadãos, ou de todos os humanos, ou, melhor ainda, de todos os consumidores, pois o liberalismo trabalha com a noção central do consumo gerando a circulação do dinheiro e sua distribuição. Quanto mais consumidores, quanto mais consumo, melhor, mais benefícios públicos gerados pelos vícios privados que geram o consumo. A ubiquidade do Deus Mercado é, assim, naturalmente reguladora e essencialmente benéfica para todos, ao distribuir, justamente, a riqueza. E, para o liberal, o justo é haver a desigualdade, que, usualmente, deve ser até mesmo incentivada para gerar a luta que aquece a dinâmica de circulação de mercadorias e riquezas.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

“Parabéns a Você”, hino dos aniversariantes, nasceu “Bom dia a todos”!

Good Morning to All!!!!
Dessa, você não sabia. Nem eu, na verdade, até ler, nesta manhã, as notícias. Descobri, assim, que o hit “Parabéns a Você”, aquela musiquinha que todo aniversariante ouve, foi composta no final do século XIX (dizem que em 1893), por duas irmãs Mildred e Patty Hill, que viviam no Kentucky, EUA.

As autoras não compuseram a canção para ser cantada diante de um bolo com velinhas. Elas batizaram a música “Bom dia a todos” (Good Morning to All), que somente depois de um tempo foi transformada no hino cantado repetidas vezes nas festas de aniversário, já com o título "Happy Birthday to You".

Direitos
Por estes dias, a Justiça estadunidense declarou a canção como sendo de “domínio público” e cortou a onda da Warner que, malandramente, desde 1988, tinha conseguido os direitos autorais sobre a música. Esta, que tinha sido registrada em 1935, não sei por quem, agora pode ser cantada, tocada e encenada em festas de aniversário, teatros, cinemas e até mesmo nas ruas. Liberou geral o "Happy Birthday to You".

No Brasil, porém, a música tem seus direitos em propriedade de Bertha Homem de Mello, que usou o pseudônimo “Lea Magalhães”, adaptou a música para o português e já desencarnou, sendo que seus felizardos herdeiros recebem parte dos direitos autorais da canção. Dizem por aí que o Ecad, entidade muito mal falada entre os compositores, fica com a maior parte. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A loucura da realidade invertida

Não é agradável dizer isso, muito menos ouvir, mas, claramente, a classe política brasileira não tem tempo ou energia a gastar com questões relativas à população. Em vez disso, olha para o próprio umbigo, luta pelos seus interesses, que são os interesses de seus patrocinadores. A população é, tudo indica, o populacho, o rebanho de escravos que entra em ação na eleição e, durante o intervalo de quatro anos, sustenta economicamente a elite econômica, a que financia (compra) os candidatos, e, é claro, a classe política. 

Em momentos como este, no qual os servidores públicos, servidores do Estado, não do governo, tentam negociar o justo reajuste de seus vencimentos, pode-se perceber que os políticos que ocupam o Executivo não parecem pensar na qualidade dos serviços oferecidos à população. A lógica é a de que o servidor tem estabilidade, tem salário garantido, enquanto o empregado da iniciativa privada não tem nada disso. A questão, porém, é que o servidor é quem mantém os serviços públicos funcionando, não os bambambans do Executivo, que, aliás, ganham polpudos vencimentos e, não raro, têm jogadas disponíveis para ganhar mais, com gratificações, diárias e jetons, quando é o caso. Mas, por manter a máquina funcionando, o servidor é punido e, por não fazer nada para que a máquina funcione, o dirigente é agraciado com vantagens. 

Mas, vamos aproveitar essa constatação para pensar mais sobre nossa louca condição de lidar com uma realidade que parece sempre ser o oposto do que aparenta. 

domingo, 20 de setembro de 2015

Certo, empresa não pode mais comprar político, mas e o Fundo Partidário, como fica?

Com o placar de 8 a 3, os ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF, acabaram com a farra da compra de políticos por empresas. Há quem conteste, mas isso é um bom sinal. Afinal, conforme se pode compreender facilmente, partido deve ser veículo da democracia e da formação política, de modo geral, e não é isso que acontece, na prática. 

Com o financiamento de campanhas por empresas que tínhamos até a decisão do STF, os fatos indicam que, claramente, as empresas não pareciam muito preocupadas com princípios democráticos. Empresa quer lucrar, não há outra compreensão possível e compra o político para lucrar com o dinheiro público, na maciota. Afinal, trata-se de investimento para a empresa, não para o público. 

O que se espera é que os partidos e seus políticos sejam partidários da sociedade, que não se elejam simplesmente para satisfazer os patrocinadores, que são coproprietários do mandato. Lembro, inclusive, do Cunha (o que, acima de presidente da Câmara, é um eficiente “homem do livre mercado”) ter dito, quando se falava em intensificar as consultas à sociedade acerca de temas de grande importância nacional, que ninguém ia lhe tirar o mandato”. 

Em 15 anos, 90% das notícias serão escritas por robôs, afirma cientista (do portal Comunique-se)

Publicado em 15 Setembro 2015 - Escrito por Redação 

Chefe-cientista da Narrative Science, Kristian Hammond prevê que em 15 anos 90% das notícias serão escritas por máquinas com conteúdo narrativo automatizado. Não é só o profissional que tem essa visão. Em reportagem para a BBC, a consultoria Boston Consulting Group afirmou que até 2025 um quarto dos empregos será substituído por robôs, incluindo a função dos jornalistas.

Leia Mais:
“Seja excelente ou você será substituído por um robô”, alerta colunista do TechRepublic

A reportagem da BBC reúne a previsão de diversos estudos sobre o futuro de algumas profissões. De modo geral, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que 35% dos atuais empregos no país correm o risco de serem automatizados nas próximas duas décadas. A BBC criou lista com as carreiras "ameaçadas" como motorista de táxi, operários de fábrica, médicos, barman e, claro, jornalistas.

"Os jornalistas não vão precisar escrever reportagens a partir de dados", diz o cientista. Vão fazer o que, então, perguntamos nós. 

A agonia do rádio no Brasil, por Alvaro Bufarah (do portal Comunique-se)

Alvaro Bufarah (*) - 17 Setembro 2015

Historicamente, o rádio no Brasil é um veículo de comunicação de grande audiência, mas pouco reconhecido pelo mercado publicitário, o que lhe rendeu o apelido de “primo pobre” entre as mídias, uma referência ao quadro com Brandão Filho e Paulo Gracindo, na Rádio Nacional do Rio (Primo pobre e Primo rico).

No dia 25 de setembro, é comemorado o “Dia do Rádio” em homenagem ao dia de nascimento do Edgard Roquete Pinto, professor que junto com Henrique Morize, trouxe o rádio para o país oficialmente. Porém o assustador é que o rádio, enquanto meio de comunicação, está em agonia profunda, sem verbas, sem criatividade e sem profissionais. Embora as pesquisas demonstrem que ainda é o veículo de maior audiência das oito da manhã as seis da tarde, a grande maioria das emissoras não consegue o mínimo de investimentos para manter suas programações.

A história do rádio no Brasil tem início com uma injustiça, pois o padre gaúcho Landel de Moura inventou o primeiro equipamento para a transmissão de voz humana a distância sem fio, mas acabou sem o reconhecimento devido, vindo a falecer sem que sua história fosse contada aos ouvintes brasileiros. Ou seja, de saída, o inventor já foi premiado com o ostracismo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Supremo diz que empresa não pode mais comprar políticos

Goleada de 8 a 3 deu a vitória à ação da OAB que propõe proibir o financiamento privado de campanhas políticas. Acabou a bandalheira, disseram, alguns, nas ruas. E vai ser com o dinheiro público? É piada?, falaram mais alguns. Pelo visto, não se sabe ao certo, ainda, o que será. Muitos comemoram a saída dos interesses privados do jogo político, outros tantos dizem que CPMF e financiamento público combinam, temendo um golpe petista. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, lembrou do mensalão e o comparou ao financiamento público. Parece que vale tudo nessa guerra. 

O fato é que as empresas elegem candidatos comprando-os para governar e/ou legislar de acordo com os interesses dessas mesmas empresas. Isso não é bom. Segundo a ministra Cármen Lúcia, do Supremo, o poder econômico faz suas “doações” e traz desequilíbrio ao processo democrático. “A influencia do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, que faz o eleitor um fantoche”, disse e lembrou, com lucidez, que os parlamentares são eleitos para representar o povo, não o interesse de algumas empresas. 

Há alguns dias, a Câmara Federal, liderada pelo Cunha, aquele que tem muitos amigos empresários, aprovou o financiamento privado, que já tinha sido barrado no Senado. E agora? Dilma deve seguir o Supremo, espera-se, ou vai haver nova batalha jurídica. No seu juízo normal, pode-se confiar na presidente, mas ela tem dado sinais de que não sabe bem acerca do que está acontecendo. Oscila com o vento e, quando fala, não é feliz. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Os pobres vão à praia! A Seletividade emplacada pela Polícia do Rio de janeiro nas praias cariocas!

“Nós gostamos de tudo, nós queremos é mais, Do alto da cidade até a beira do cais, Mais do que um bom bronzeado, Nós queremos estar do seu lado”  (Trecho da Música “Nós Vamos invadir a sua praia” do Ultraje a Rigor)
Eram por volta das 14h30m do dia 23 de agosto de 2015 (por coincidência o dia do meu aniversario) quando 15 jovens, a maioria da periferia do Rio, se revezavam em um banco para quatro lugares no corredor externo do Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Ciaca), em Laranjeiras, após terem sido recolhidos pela Polícia Militar. O motivo? Estavam indo para as praias da Zona Sul do Rio.

Do grupo que havia sido retirado de um ônibus que chegava a Copacabana, só um rapaz era branco. Os outros 14 tinham o mesmo perfil: negros e pobres. Todos os jovens que apenas estavam em linhas que saem da Zona Norte em direção à orla. Nenhum deles portava drogas ou armas.

Os novos ricos no poder sujaram o nome da esquerda

Nouveau richisme: uma praga que assola 
o governo que se diz "de esquerda" 
Na novela da crise brasileira o governo brasileiro está novamente em foco. Precisa cortar seus gastos e, entre comprar prataria para os regabofes palacianos e pagar os servidores do estado, prefere a primeira opção. É uma opção que diz muito mais do que aparenta. 

Curiosamente, a senhora presidente Dilma Rousseff, provavelmente o pior governante que já pisou o Planalto e certamente “a” pior governante que lá pôs seus pés, disse, há uma semana, que o governo já havia cortado tudo o que poderia ser cortado. Eis que, de surpresa, anuncia cortes que atingem o pessoal que trabalha não para ela, mas para o Estado, mas mantém a aquisição de prataria ao custo de alguns milhares de reais e, é claro, inúmeros outros privilégios para o pessoal que trabalha para ela. 

Há um interessante jogo no governo. Muitos ministros acumulam suas importantes funções com a participação nos conselhos de instituições públicas. Já não basta terem tanto para fazer nos seus cargos, ainda precisam dar uma contribuição na administração da casa dos colegas, me disse alguém, um governista, um dia, acrescentando que o governo petista é “um time integrado”. “Sei...”, lhe respondi. A integração governista se assemelha mais àquela boa vontade que os membros de uma família, uma seita, uma sociedade comercial ou uma quadrilha costumam cultivar entre si. Um ajuda o outro, mas quem financia esse amor fraternal somos nós, que não fazemos parte da família, da seita, da sociedade comercial ou da quadrilha. E isso não é justo. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A crise só existe para fazer a alegria de poucos (enxaguada pelas lágrimas de muitos)

Vermes financeiros: eles mantêm você
vivo para poder sugar sua vida (Atenção:
a imagem é meramente ilustrativa -
os parasitas das finanças têm aparência
bem mais terrível do que a destes aqui)
Se você pensa que crise é algo inesperado e que não foi programado, o provável é que você esteja sonhando. A realidade é bem diferente do que você imagina ser. 

Segundo o Ministro da Fazenda brasileiro, um tal de “Levy”, boa parte dos recursos que o governo brasileiro espera conseguir para enfrentar a crise econômica vai ser obtido com o corte de despesas. Certo, muito bom. 

O que não é bom é saber que os ganhos dos patrões do governo, os banqueiros, e, idem, os salários e jetons dos ilustres membros do executivo, legislativo e judiciário, não sofrerão perdas, pois ninguém vai dar um tiro no pé à toa. Os outros que paguem, pensam eles e que me repassem uns trocados de quebra. 

Veja que o salário de Levy é bom e permanecerá inalterado ou, quem sabe, até mesmo terá algum acréscimo. Afinal, no andar de cima, os relacionamentos sempre são lucrativos.