terça-feira, 30 de junho de 2015

O parto de novembro


Na imagem, comemoração da vitória de Eduardo Cunha na
eleição para a presidência da Câmara. Horas mais tarde, na
festa peemedebista realizada na casa do eleito, muitos deputados
brindaram à queda de Dilma, que deveria, segundo eles, acontecer
em aproximadamente nove meses. Isso tudo em fevereiro.
Novembro vem aí e os últimos fatos levantados na Lava Jato
podem efetivamente resultar na queda do governo petista... 
No início do ano, quando comemoravam a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, alguns peemedebistas brindaram à queda de Dilma, que deveria, segundo se conta, acontecer no período de uma gestação, ou seja, aproximadamente nove meses. Como a dita eleição se deu no início de fevereiro, some nove meses e terá novembro. 

Recentemente, ocorreu o que se esperava há muito. As águas da operação policial, denominada genericamente como “Lava Jato”, subiram a ponto de chegar às portas do Palácio do Planalto, umedecendo os fundilhos da atual presidente e, pior, do anterior, o “grande” Lula, o blindado, aquele que nunca soube de nada, nunca ouviu nada etc. 

Lava Jato
A operação Lava Jato começou com investigações acerca de uma rede de postos de combustíveis utilizada por uma quadrilha para movimentar grana de origem duvidosa, que, no fim das contas, parece ter vindo prioritariamente da Petrobras. Segundo se sabe, inicialmente se compreendeu que a data de suposto início do esquema podia ser localizada em 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, na administração tucana, e se estendeu pelos governos petistas. Durante esse tempo, claramente o partido do governo se beneficiou da grana movimentada e cada vez mais isso fica claro e as provas não param de se multiplicar. 

Veja que Ricardo Pessôa, ex-presidente da UTC, empreiteira envolvida no esquema, disse que repassou R$ 3,6 milhões aos tesoureiros de Dilma e do PT em 2010 e 2014.  Cabe salientar que o tesoureiro de Dilma na campanha de 2010 era nada menos do que José de Filippi, atual secretário municipal de Saúde de São Paulo, e amigo próximo de Luiz Inácio da Silva, o Lula, do qual foi tesoureiro na campanha de 2006. 

A planilha do caixa 2
Pessôa entregou à polícia uma planilha intitulada “pagamentos ao PT por caixa dois” e tenta se beneficiar do status de delator premiado, ou seja, conta o que sabe, acusa, com provas, quem participou do esquema e, com isso, tem pena mais branda. Segundo informação do site UCHO.INFO, 
De acordo com a planilha, quando era tesoureiro da campanha de Dilma, em 2010, José de Filippi teria recebido de caixa dois R$ 250 mil. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há registro de repasse de R$ 1 milhão da UTC para a direção nacional do PT. Na prestação da campanha de Dilma, não há registro de doação da empreiteira nem do seu braço Constran. Nos demais anos, a planilha do “caixa dois” indica repasses nos valores de: 2012 (R$ 200 mil); 2013 (R$ 100 mil) e 2014 (R$ 100 mil). 
(...) 
A planilha apresentada por Pessoa no processo de delação premiada ainda relaciona João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. O petista está preso acusado de ser o operador do PT no esquema de corrupção e de ter lavado dinheiro para o partido. Na relação apresentada pelo empreiteiro, ele aparece relacionado a suposto pagamento de caixa dois no valor de R$ 2,9 milhões que teriam sido efetuados entre 2011 e 2013, período em que ele respondia pelo caixa do PT. Em fevereiro de 2011, ele teria recebido R$ 500 mil para o partido; em março de 2011, R$ 500 mil; em março de 2012, R$ 220 mil. Em 2013 foram quatro pagamentos: em abril (R$ 350 mil), em julho foram dois pagamentos de R$ 350 mil e R$ 500 mil e em agosto, de R$ 500 mil. 

Lula e Dilma já estiveram na cadeia, mas foram
presos políticos, na época. Mas, agora, podem
encarar novamente problemas com a justiça,
desta vez não exatamente por motivos
políticos...  É nesses casos que se costuma
dizer que o mundo dá muitas, muitas voltas
O Brahma
A situação ficou preta para o partido da estrela vermelha e seu líder, Lula, já parece ter sido identificado como sendo o “Brahma”) (nome citado em conversas de membros da quadrilha), apelido que recebeu para que seu nome não fosse falado assim, por qualquer mortal. Tudo indica que a Polícia Federal já tem provas do envolvimento do carismático ex-metalúrgico e ex-Presidente da República. 

Pior: a atual presidente também está no rolo e, imprudentemente, declarou ontem que odeia delatores e que a ditadura tentou transformá-la em delatora, mas não conseguiu e coisa e tal. Ora, dona Dilma, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Os delatores do esquema da Petrobras estão delatando uma quadrilha que pratica atos criminosos stricto sensu, não se trata de um grupo político com ideais de transformação da realidade. Irônico é perceber que uma heroína do combate à ditadura aparentemente defenda, hoje, os atos de uma quadrilha de criminosos comuns. 

O parto
Estamos em julho e, pelo andar da carruagem, nada impede que a chapa esquente muito mais para Lula e Dilma até novembro, o mês do “parto” que pode levar o PMDB ao comando do governo. Comando oficial, não oficioso como ocorre hoje. 

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