segunda-feira, 8 de junho de 2015

O ajuste fiscal do governo Dilma - A nova economia que pretende afundar ainda mais o Brasil

Com a ajuda do governo brasileiro, os
parasitas financeiros sugam o seu sangue
É difícil crer que o que o governo tem proposto na economia será bom para nós e para o país de modo geral. Trata-se da velha fórmula que pune a produção, o progresso, o investimento no trabalho, a vida, em favor da especulação financeira, que rescende a morte, pois ceifa a disposição, promove a injustiça e mata a esperança. 

O governo petista, assim como seu antecessor, tucano, escolheu seu lado e este é o dos parasitas financeiros. Não parece haver descontinuidade administrativo-financeira nos últimos 20 anos. 

Este texto, publicado no JusBrasil, aparentemente de autoria de Anne Silva, trata sucintamente do tema. Com a sugestão de pequenos reparos, é possível dizer que trata do essencial: as medidas econômicas são contra a população e a favor dos agentes financeiros, os banqueiros. 

Claramente, é uma forma de nos fazer pagar uma conta que não fizemos a credores que não devíamos alimentar.

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O ajuste fiscal do governo Dilma

A nova economia que pretende afundar ainda mais o Brasil - Anne Silva

Foi anunciado um novo ajuste fiscal que a presidenta Dilma pretende fazer para equacionar as contas do governo. Ora, como estudante e cidadã brasileira eu jamais poderia deixar de compartilhar a minha opinião acerca disso.

No final do primeiro mandato, ainda na campanha eleitoral, a presidenta Dilma Rousseff prometeu que não mexeria absolutamente em nenhum ganho da classe trabalhadora e em nenhum tipo de ganho social. Prometeu que não causaria um retrocesso na história, e que esse retrocesso estava representado no candidato Aécio Neves.

Para a surpresa de muitos dos seus eleitores a presidenta da república, reeleita de forma democrática, anuncia um ajuste fiscal. Que nada mais é do que uma tentativa desesperada do governo de equacionar as contas, pois nos últimos quatros anos foram gastos rios e mais rios de dinheiro com o que não poderia gastar de forma irresponsável e inconsequente: apadrinhamento político, concessão de cargos a beneficiados e concessão de benefícios o que ajudou a acabar com as finanças do estado. Ou seja, um retrocesso econômico que ela tanto disse que era Aécio que representava e que ela não iria fazer.

Foram cortados do Plano de Aceleramento do Crescimento 56 bilhões de reais. Ao invés de cortar ministérios, até porque qual a necessidade do Brasil ter 40 ministérios? Isso significa dizer que quem estava esperando crescimento econômico no Brasil por investimentos em infraestrutura como em hidrelétricas, termoelétricas, e tantos outros setores vai ter que esperar, e muito. Não sabemos quanto o governo paga as centenas de cargos que foram contratados sem concursos públicos, mas certamente não é pouco dinheiro, e os cortes deveriam ser aí.

O governo também está gerando as maiores taxas de desemprego dos últimos anos em função dos cortes em benefícios sociais.

O trabalhador não pode mais ter acesso ao seguro desemprego, por exemplo. E podemos observar que os outros benefícios sociais também estão decaindo, um exemplo são os financiamentos estudantis.

A energia subiu 49% em 4 meses. O combustível, no momento em que o mundo está vivendo uma queda no preço do barril do petróleo, no Brasil está subindo. O que resulta no aumento dos preços dos transportes e menos vendas de automóveis. Ou seja, uma bola de neve que resultará em perdas salariais concretas.

Como se não bastasse, a presidenta do Partido dos Trabalhadores está cortando 10 bilhões de reais em direitos trabalhistas. Não existe mais auxilio pensão. A justificativa é que temos que policiar a concessão de pensões, mas que isso seja dos grandes “Marajás”, e certamente não são os professores.

A presidente mentiu na campanha, prometeu fazer o que
não está fazendo e jurou não fazer exatamente o que
está fazendo... A tal "valentia" do seu coração vai contra os
eleitores que a elegeram, o que significa, claramente,
covardia, ou, pior, a popular chamada "falta de caráter"

O ajuste fiscal está arrecadando 7.4 bilhões em operações financeiras. Isso significa que o crédito do Brasil tornou-se definitivamente o mais caro do mundo. Fazer empréstimo hoje em banco é um suicídio. O poder de consumo principalmente da classe média vai desabar e em consequência haverá uma retração do comércio... E a indústria? Também. Isso é comprovado com o aumento da taxa de desemprego.

Podemos falar também do IPI, imposto sobre os produtos industrializados, o IPI sobre os automóveis sofreu aumento. Isso significa que os automóveis vão ficar mais caros, um dos setores mais estratégicos da economia. Sabendo que as construções civis já estão paradas. E aí, eu insisto: porque não corta os benefícios dos cargos convencionados? Cargos sem concurso públicos? Por que não corta os cargos dos privilegiados, daqueles que tem estrelinha vermelha no peito?

E por fim, essa semana a presidenta anunciou um corte dos ministérios das cidades de 17.2 bilhões de reais. Ou seja, vai morrer mais gente na chuva. Não só em Salvador, mas em todo o Brasil. Houveram cortes na saúde também. E 9.4 bilhões na educação brasileira. Ela que disse ser a presidenta da pátria educadora. Esqueçam o Fies, estudantes. Já esse assunto eu não tenho estômago para debater... Cortar investimento na educação é acabar com a educação.

Nesse cenário, qual empresa do exterior deseja investir no Brasil? Nenhuma. O pior é que eles têm razão.

Enfim, JusBrasileiros onde chegaremos nesse ritmo? Espero que todos estejam percebendo isso.

http://annekls.jusbrasil.com.br/artigos/194944449/o-ajuste-fiscal-do-governo-dilma?utm_campaign=newsletter-daily_20150604_1259&utm_medium=email&utm_source=newsletter

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