sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Deve haver muita serragem no banheiro de Beto Richa


Beto Richa é um janota clássico. Se veste como um príncipe, mas age como a ralé.
Mente tanto que deve acreditar nas mentiras que conta. O recorde de mentiras
foi batido na última campanha e a imagem acima ilustra isso. Observe que os
manifestantes que seguram as faixas de apoio a Richa são, na realidade,
cargos comissionados do governo, isto é, algo como capangas dele.
Inacreditável a entrevista do governador do Paraná, que atende pela alcunha de Beto Richa, agora, no Bom Dia Paraná, telejornal da Globo local. 

O moço se veste como um autêntico janota e delira sem eira, nem beira. É um mitomaníaco ou um mentiroso crônico, decerto. Durante a campanha jurou ajoelhado que o estado tinha dinheiro, muito dinheiro, mas logo que se elegeu mudou o tom da fala e uma tal crise surgiu do nada, tão significativa que virou notícia e acabou resultando em um “pacotão” de medidas econômicas que cobram a conta da crise de quem não a fez, os servidores públicos.

E mais: ele disse, quando em campanha, que havia muito dinheiro em caixa, mas os fatos diziam exatamente o contrário. Há imagens e depoimentos de servidores públicos comprovando que o governador não dizia a verdade.

Dada a entrevista delirante, na qual ele volta a jurar que tudo está bem e que, em seis meses, os cofres estarão novamente cheios, é possível tirar algumas conclusões acerca do moço. Ele se mostrou como um sujeito bem intencionado, vítima das circunstâncias e a culpa foi colocada sobre o seu antecessor (a síndrome da herança maldita) e sobre a “queda da atividade econômica”.

Em determinados momentos, a gente podia até sentir muita pena do coitado, atingido pelas circunstâncias nefastas...

É cara de pau

Se não fosse o político da péssima estirpe da qual mostra ser (vide a situação das finanças públicas), bem se poderia deduzir que não tem tomado seu haloperidol. Seria apenas um caso de distúrbio psíquico, coisa de doido ou algo assim. Não percebe a realidade e troca o que existe de forma concreta e real por algo que apenas existe na sua imaginação doentia.

Mas, Richa é político e, assim sendo, bem se pode imaginar a quantidade de serragem que o barbeador deixa no chão. Tudo indica que ele mente e mente e mente para enganar a você e a mim, logo pode, creio eu, ser enquadrado no perfil adequado a um estelionatário.

Por quê?

Há indícios. O primeiro vem do fato de que a Globo local pôs no ar um vídeo no qual, na campanha, ele diz, com todas as letras, que havia muito dinheiro em caixa e que, sarcasticamente, o melhor estaria por vir. É no mínimo curioso que tão pouco tempo depois o dinheiro tenha sumido. Nem eu acreditei nisso, nem os jornalistas da Globo.

O estelionatário, esse salafrário tão querido

O estelionatário é alguém que pode ser entendido como um sedutor. Sedução é a habilidade de conseguir fazer outra pessoa (ou outras pessoas) faça exatamente o que ele quer. Conforme se sabe, uma das estratégias mais comuns de um sedutor é despertar a pena, o dó, a caridade ou piedade.

O segundo indício vem do fato de que, na entrevista, o governador faz cara de coitadinho e acusa os manifestantes que lhe pressionam de ser algo como baderneiros que apunhalam a Democracia. Eles, que não têm outra forma de pressão senão a ação coletiva na ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná, são os bandidos e ele tenta dizer que é um mocinho desconsolado. Eles são do mal, ele, é claro, do bem.

É bem verdade que um psicopata jamais pode aparecer como mau, assim como o diabo deve ocultar tanto o rabo quanto os chifres.

O governador esperto faz a despesa, mas conta é cobrada dos eleitores otários

O problema maior, o que incomoda muita gente, não são as medidas injustas. Elas devem ser afrontadas e combatidas – e os manifestantes fizeram isso e venceram, com a retirada do “pacotão” pelo próprio governador. Parabéns a eles, cidadãos e cidadãs dignas do Paraná. Mostraram que são de luta. 

O mais contundente para a autoestima do eleitor, é que Richa cobra de nós a conta por uma crise que ele produziu, pois, como detalha matéria de André Gonçalves, correspondente da Gazeta do Povo (jornal curitibano) em Brasília (para acessar o texto de André, clique aqui), teve uma boa herança e arrecadou muito bem, mas não investiu. De forma clara, o governador trata os paranaenses, principalmente os eleitores que caíram em sua lábia, como otários.

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