sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sobre as causas e sentidos do adoecimento


Na alimentação, os maiores perigos
Interessante trecho do texto “Humanização na Saúde e Cidadania: o Caminho para o SUS”, de Maria Beatriz Kunkel (Conselho Estadual de Saúde/RS; Conselho Regional de Saúde da 6ª Região de Saúde do RS) e de Alcindo Antônio Ferla (do Grupo Hospitalar Conceição): 
Os profissionais de saúde costumam “enganar” os doentes não somente sobre a gravidade da sua doença e sobre os procedimentos realizados. Enganam também quando não informam sobre as causas das doenças e dos sintomas que as pessoas apresentam. Nós sabemos que o uso de defensivos agrícolas causam problemas de saúde: problemas de pele, problemas renais, malformações congênitas. Os agricultores são orientados a se proteger com capas, luvas e máscaras quando usam defensivos agrícolas na lavoura. Mas, e os efeitos que esses defensivos causam por meio das frutas, legumes, verduras e outros produtos “tratados” que consumimos?
Quando um doente procura o médico com feridas na pele, recebe antibióticos e outros remédios para tratar a infecção. Depois de receber o remédio, volta para o local onde vive ou consome novamente os produtos que lhe causaram a reação. Sofre novos problemas, recebe outros remédios. Para humanizar o atendimento, também é preciso aprender sobre os danos que agrotóxicos, defensivos e outros produtos utilizados na agricultura causam à saúde e por que devem ser evitados. Os profissionais devem aprender esses efeitos e “desenganar” os doentes, que também são enganados sobre isso pelas propagandas desses produtos nos jornais, revistas e na televisão e pelo efeito aparente que eles têm sobre a produção, deixando-a maior, mais colorida e resistente. Precisam preocupar-se também com as questões que vêm destruindo o meio ambiente. De pouco adianta tratar infecções na pele das crianças, quando a causa desses problemas é o esgoto a céu aberto que passa pelo lado da sua casa e onde elas brincam antes de ir para a escola. As pessoas precisam ser informadas que o lixo e o esgoto causam problemas para a sua saúde e que têm direito de viver em situações em que esses problemas estejam resolvidos pela prefeitura e por outros órgãos do governo. Senão o que acontece é que ela é “enganada”, que o que tem é uma infecção na pele e que, para resolver, basta usar os remédios que o médico prescreveu.
Muitos médicos não tratam a pessoa doente, mas uma entidade imaginária chamada "doença". Isso significa que esses "profissionais" enxergam o doente fora de todo e qualquer contexto real, tomando em conta apenas a realidade imaginária dos tratados médicos. Confundem a representação da coisa com a coisa e reforçam a doença ao invés de produzir saúde. 

Texto disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/CadernoVER_SUS.pdf.  

Se o diabo tiver rabo e chifres, não é o diabo

Há petistas que não fazem outra coisa além de dar porrada no PSDB. Com toda sinceridade, não sei se é alguma estratégia engenhosa cuja lógica não tenho capacidade para captar, mas parece que quem realmente ameaça o PT no governo é o PMDB.

Acho que a pancada no PSDB já é regimental, algo como se benzer diante da imagem do diabo (com rabo e chifres, é claro). Só que é o tipo do ato obsessivo compulsivo: não leva a nada a não ser a um alívio mágico de um incômodo virtual, não exatamente real.

Na prática, PT e PSDB governaram do mesmo modo, com valores bastante semelhantes e práticas quase indistinguíveis, e tudo indica que se usam mutuamente em um curioso ritual de purificação: a fantasia do capeta rabudo e chifrudo é posta ora num, ora n’outro, conforme a vez de quem vitupera. Parece um suposto casal, no qual os cônjuges não se suportam, mas não sabem viver um sem o outro. 

Assim, entre tapas e beijos (tapas públicos, beijos secretos), a política brasileira se afunda nessa polaridade falseada e doentia. 

Enquanto eles se amam cheios de ódio e se odeiam com tanto amor, o PMDB de Temer e Cunha (não exatamente unido em torno dos dois ou de qualquer um dos dois) vai comendo o governo pelas beiradas, com insuspeita mestria.

Fica a lição: toda vez que você vir o diabo, repare se tem rabo e chifres; se tiver, não é o diabo, mas a imagem na qual Belzebu (o diabo tem inúmeros nomes) quer que você acredite ser a dele. Enquanto você admira a caricatura diabólica, o tal faz o que bem entende protegido pela sombra. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Não, você não é um(a) esquizofrênico(a), mas há os psicopatas que tentam fazer você acreditar nisso


Só mesmo no cinema o
psicopata tem cara de louco
Por trás de tudo, há sempre o lucro, sempre o "eu hoje vou me dar bem". Antigamente, o malandro de rua era quem agia assim. Mas ele foi perseguido e exterminado. Os que restaram, como o Chico Buarque já cantou há muito, hoje trabalham e chacoalham no trem da Central. O novo malandro usa terno bacana e gravata de seda. É muito mais nocivo à sociedade do que o antigo, mas é idolatrado como empreendedor, é chamado de doutor e sai na coluna social.

Aliás, falando em esquizofrenia e em mudanças no tempo, pense que, antanho, o esquizofrênico, o doido de pedra, era um problema, só um problema. Por isso, era jogado em depósitos e trancado com malfeitores e leprosos.

O tempo passou e se descobriu que o maluco podia ser uma boa fonte de poder e de renda e inventou-se a Psiquiatria, com seus manicômios, que, apesar de diferirem pouco dos depósitos, se diziam revolucionários, porque objetivavam curar a maluquice. Faziam isso com torturas, drogas e banhos de água gelada, mas faziam e tudo o que se faz pela cura é nobre ou pelo menos parece ser. Ainda que a cura não seja cura, quem diz trabalhar por ela sempre terá crédito.


Na vida real, o psicopata se assemelha mais ao
padrão dos modelos da imagem acima: é o tipo
pelo qual você se apaixonaria e para o qual daria,
quem sabe, tudo o que tem em troca de atenção
e carinho (foto meramente ilustrativa)
Doideira controlada

Mais um tempo passou e o poder entendeu que não cabe tratar o esquizofrênico, mas dirigir seus delírios para objetos aceitáveis, de modo que o sistema de compra e venda, ou seja, de consumo, pudesse incorporar esses doidos e lucrar com eles. E, sob essa ótica, cabe, mais ainda, agir para que todos possam ser esquizofrênicos, pois que a esquizofrenia deve ser democrática como a posse de televisores e telefones celulares.

Tudo isso para a felicidade geral das empresas, essas entidades abstratas que emitem o gás venenoso que transforma cidadãos em consumidores, e do Mercado, esse ícone deificado mantido vivo, em grande parte, por aqueles a quem serve, ou seja, uma pequena e genial quadrilha que consegue dominar a mão invisível e dirigi-la sempre para o bolso dos outros.

Assim, modelou-se a sociedade para a esquizofrenia e a personalidade fragmentada pós-moderna não passa de um projeto de esquizofrenização controlada. Vivem-se os papéis mais diversos e mesmo contraditórios, pois quanto menos integrada a personalidade, creem os atacadistas e varejistas do consumo, mais produtos diferentes serão desejados e adquiridos. Foi Beatriz Sarlo que disse que por trás dos fragmentos da pós-modernidade está o Mercado.

Pense que a mente singular e integrada é saudável e pode conseguir prazer através do improviso – e é por isso que o improviso está vedado na sociedade de consumo, assim como todo e qualquer tipo de liberdade e singularidade. Tudo que há nessa sociedade é pensado e dado previamente, como os produtos diversos oferecidos em supermercados, lojas e camelôs. Adorno e Horkheimer já disseram isso bem antes de mim.


Arthur Schopenhauer (1788-1860)
Demônios atormentadores e almas atormentadas se entendem bem

A psicopatia, por sua vez, classicamente conhecida como “distúrbio de comportamento”, é entendida por muitos como uma radical defesa contra a fragmentação esquizoide. Assim, parte de nós descobre que pode escapar da esquizofrenia cultivando a esperteza e a referência total e absoluta centrada no eu, que não deve aceitar ou cumprir regras e leis coletivas. E, com essa mentalidade, muitos passam a agir referidos apenas nos interesses próprios e tentam, para melhor conseguir seus objetivos, fazer com que mais pessoas funcionem para servir aos seus (deles, psicopatas) interesses próprios.

Sob esse ponto de vista, o psicopata pode ser visto como aquele que ascendeu do poço da esquizofrenia mas, como, apesar disso, mantém a pobreza subjetiva que caracteriza o esquizofrênico clássico, só pode enxergar esquizofrênicos em sua volta, como se o mundo fosse feito à sua imagem e semelhança. Assim, como não tem acuidade visual ou sensitiva para perceber que muitos de nós não são esquizofrênicos, ou não são apenas esquizofrênicos, age como se todos estivéssemos naquele mesmo poço. E como os que lá estão são considerados inferiores pelo esperto psicopata, este age como se pudessem ser transformados em objetos cuja existência é satisfazer os superiores, ou seja, a classe dos psicopatas, que, por motivos óbvios, é desunida, mas consegue se integrar no objetivo de escravizar os otários esquizofrênicos.

Assim se configura parte do enredo deste inferno que é a sociedade de consumo. Como sugeria Schopenhauer, falando do mundo de forma geral, um enredo formado por demônios atormentadores e almas atormentadas – creio que no livro “As dores do mundo”, logo no início.


Psicopatas e esquizofrênicos, uni-vos! 

Deve haver muita serragem no banheiro de Beto Richa


Beto Richa é um janota clássico. Se veste como um príncipe, mas age como a ralé.
Mente tanto que deve acreditar nas mentiras que conta. O recorde de mentiras
foi batido na última campanha e a imagem acima ilustra isso. Observe que os
manifestantes que seguram as faixas de apoio a Richa são, na realidade,
cargos comissionados do governo, isto é, algo como capangas dele.
Inacreditável a entrevista do governador do Paraná, que atende pela alcunha de Beto Richa, agora, no Bom Dia Paraná, telejornal da Globo local. 

O moço se veste como um autêntico janota e delira sem eira, nem beira. É um mitomaníaco ou um mentiroso crônico, decerto. Durante a campanha jurou ajoelhado que o estado tinha dinheiro, muito dinheiro, mas logo que se elegeu mudou o tom da fala e uma tal crise surgiu do nada, tão significativa que virou notícia e acabou resultando em um “pacotão” de medidas econômicas que cobram a conta da crise de quem não a fez, os servidores públicos.

E mais: ele disse, quando em campanha, que havia muito dinheiro em caixa, mas os fatos diziam exatamente o contrário. Há imagens e depoimentos de servidores públicos comprovando que o governador não dizia a verdade.

Dada a entrevista delirante, na qual ele volta a jurar que tudo está bem e que, em seis meses, os cofres estarão novamente cheios, é possível tirar algumas conclusões acerca do moço. Ele se mostrou como um sujeito bem intencionado, vítima das circunstâncias e a culpa foi colocada sobre o seu antecessor (a síndrome da herança maldita) e sobre a “queda da atividade econômica”.

Em determinados momentos, a gente podia até sentir muita pena do coitado, atingido pelas circunstâncias nefastas...

É cara de pau

Se não fosse o político da péssima estirpe da qual mostra ser (vide a situação das finanças públicas), bem se poderia deduzir que não tem tomado seu haloperidol. Seria apenas um caso de distúrbio psíquico, coisa de doido ou algo assim. Não percebe a realidade e troca o que existe de forma concreta e real por algo que apenas existe na sua imaginação doentia.

Mas, Richa é político e, assim sendo, bem se pode imaginar a quantidade de serragem que o barbeador deixa no chão. Tudo indica que ele mente e mente e mente para enganar a você e a mim, logo pode, creio eu, ser enquadrado no perfil adequado a um estelionatário.

Por quê?

Há indícios. O primeiro vem do fato de que a Globo local pôs no ar um vídeo no qual, na campanha, ele diz, com todas as letras, que havia muito dinheiro em caixa e que, sarcasticamente, o melhor estaria por vir. É no mínimo curioso que tão pouco tempo depois o dinheiro tenha sumido. Nem eu acreditei nisso, nem os jornalistas da Globo.

O estelionatário, esse salafrário tão querido

O estelionatário é alguém que pode ser entendido como um sedutor. Sedução é a habilidade de conseguir fazer outra pessoa (ou outras pessoas) faça exatamente o que ele quer. Conforme se sabe, uma das estratégias mais comuns de um sedutor é despertar a pena, o dó, a caridade ou piedade.

O segundo indício vem do fato de que, na entrevista, o governador faz cara de coitadinho e acusa os manifestantes que lhe pressionam de ser algo como baderneiros que apunhalam a Democracia. Eles, que não têm outra forma de pressão senão a ação coletiva na ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná, são os bandidos e ele tenta dizer que é um mocinho desconsolado. Eles são do mal, ele, é claro, do bem.

É bem verdade que um psicopata jamais pode aparecer como mau, assim como o diabo deve ocultar tanto o rabo quanto os chifres.

O governador esperto faz a despesa, mas conta é cobrada dos eleitores otários

O problema maior, o que incomoda muita gente, não são as medidas injustas. Elas devem ser afrontadas e combatidas – e os manifestantes fizeram isso e venceram, com a retirada do “pacotão” pelo próprio governador. Parabéns a eles, cidadãos e cidadãs dignas do Paraná. Mostraram que são de luta. 

O mais contundente para a autoestima do eleitor, é que Richa cobra de nós a conta por uma crise que ele produziu, pois, como detalha matéria de André Gonçalves, correspondente da Gazeta do Povo (jornal curitibano) em Brasília (para acessar o texto de André, clique aqui), teve uma boa herança e arrecadou muito bem, mas não investiu. De forma clara, o governador trata os paranaenses, principalmente os eleitores que caíram em sua lábia, como otários.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Estelionato eleitoral não é estelionato? Isso é anomia

Hoje, a Globo paranaense mostrou vídeo no qual o atual governador Richa - quando em campanha, em 2014 - dizia que a saúde financeira do estado era ma-ra-vi-lho-sa, corada e bonita de se ver... Corte, na matéria, para o deputado Romanelli, a voz de Richa na Assembleia Legislativa, dizendo radicalmente o contrário, isso recentemente - depois da campanha, com a posse tomada. 

As medidas propostas pelo governo para votação dos deputados confirmam Romanelli: fundamentadas em uma suposta crise financeira (a saúde financeira não era boa, então!), atingem em cheio direitos dos trabalhadores, que não causaram a crise, mas devem, como já se tornou usual, pagar por ela. 

Tudo isso cheira a estelionato, tem aparência de estelionato e soa como estelionato, o popular 171. 

Se é estelionato, aparentemente comprovado pela gravação de Beto Richa em campanha, é crime e deve ser julgado, com direito à defesa, claro. Se condenado, o governador deve sofrer sanção, punição, como qualquer outro cidadão. No caso, aparentemente, deve renunciar ao cargo ou ser posto para fora. 

"Aplicar o 171", como parece ser o caso, é crime com pena prevista no Código Penal e é preciso dar o bom exemplo punindo os criminosos de colarinho branco, os que têm poder, os que, dada a magnitude real e relativa de seus atos lesivos à sociedade, podem ser considerados os criminosos mais perigosos. 

Não fazendo isso, não há como pedir ao cidadão comum que seja honesto e aja corretamente. É a oficialização do estado durkheimiano de "anomia".


Os verdadeiros inimigos públicos contam com forças policiais
para calar, oprimir, agredir e mesmo exterminar o cidadão.
Isso é anomia. Na imagem, PM paulistano usa spray de pimenta
em jornalista, enquanto outros, atrás, agridem um cidadão. 
Mas, o que é “anomia”? 

Na perspectiva de Émile Durkheim, o criador do conceito de "fato social", quando uma sociedade deixa de se orientar por normas éticas, quando a ausência de regras e normas de civilidade impera, é possível dizer que há a anomia. Nesses casos, o desvio passa a ser padrão e, curiosamente, o ético passa a ser entendido como desvio. 

Segundo o pensamento de Durkheim, no estado de anomia torna-se difícil ou impossível saber o que é certo ou errado, justo ou injusto, bom ou mau, legítimo ou ilegítimo, verdadeiro ou mentiroso. 

É o caso da sociedade brasileira contemporânea, na qual um político (ou uma política - pois a presidente Dilma se reelegeu usando a mesma estratégia) pode mentir livremente durante a campanha eleitoral, se aproveitando dos privilégios que os poderes político e econômico lhe conferem, enquanto um cidadão comum pode, inclusive, ser morto pela polícia caso cometa crime semelhante ou até mesmo de menor gravidade para a sociedade. 

Todos são, assim, iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais que outros e a existência dessa lógica de conduta lesa irreparavelmente o tecido social. 

A corrupção (no sentido de degeneração e/ou apodrecimento, que vai além do significado restrito de suborno, propina ou coisas afins) passa a ser a regra e quando isso ocorre o bandido usa manto e cetro, farda ou terno engomado. É tratado com deferência e chamado de Vossa Excelência... Já o cidadão honesto é apontado na rua como otário ou babaca. O vício é elogiável e a virtude erro irreparável. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Minúsculas e Maiúsculas no Novo Acordo Ortográfico (emprego de iniciais maiúsculas e minúsculas)

Situações em que o emprego da letra minúscula é utilizado:

1) Nos nomes dos dias, meses, estações do ano. Exemplos: novembro, outono, quarta-feira etc.

2) Nos nomes de livros e filmes, depois da letra inicial maiúscula ser empregada no primeiro elemento. Exemplos: O caçador de pipas, A lição final, Na sala de aula com a sétima arte etc.

3) Nas utilizações de fulano, sicrano, beltrano. Exemplos: Ele disse que o fulano não quer mais falar sobre este assunto.

4) Nos pontos cardeais, porém suas abreviaturas devem ser em maiúsculas. Exemplos: norte, sul, leste etc.


Quando a letra maiúscula é indispensável:

1) Nos nomes próprios de pessoas reais ou fictícias. Exemplos: João Antônio; Chapeuzinho Vermelho, Dom Quixote etc.

2) Nos nomes próprios de lugar real ou fictício. Exemplos: São Paulo, Rio de Janeiro, Maputo, Atlântida etc.

3) Nos nomes de seres que recebem ou adquirem nomes humanos ou mitológicos. Exemplos: Adamastor, Netuno, entre outros.

4) Nos nomes que designam instituições. Exemplos: Instituto Ayrton Senna, Instituto Paulo Freire, entre outros.

5) Nos nomes de festas e festividades. Exemplos: Natal, Páscoa, Todos os Santos, entre outros.

6) Nos títulos de periódicos, que não apresentam itálico. Exemplos: O Estado de São Paulo, Vale Paraibano, entre outros.

7) Nos pontos cardeais quando empregados sozinhos. Exemplos: Norte, por norte de Portugal; Meio-Dia, pelo sul da França ou de outros países; Ocidente, por ocidente europeu; Oriente, por oriente asiático, entre outros.

8) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com maiúsculas, iniciais, mediais, finais ou o todo em maiúsculas. Exemplos: FAO, NATO, ONU; H­2O, Sr., V. Ex.ª, entre outros.

Palavras que aceitam tanto iniciações com letras maiúsculas como minúsculas. Veja-as a seguir:

1) Nas formas de tratamento de cortesias, expressões de reverência, títulos honoríficos e palavras sagradas, estas opcionalmente também com maiúscula. Exemplos: doutor, bacharel, cardeal, santa Maria, entre outros.

2) Nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas, opcionalmente, também com maiúscula. Exemplos: português, Matemática, línguas e literaturas modernas, entre outros.

3) Em palavras usadas com reverência, palácios ou que denota hierarquia e nomes de ruas. Exemplos: rua ou Rua da Liberdade, igreja ou Igreja do Bonfim, palácio ou Palácio da Cultura, edifício ou Edifício Azevedo Cunha, entre outros.

No Novo Acordo Ortográfico, a letra maiúscula também pode ser empregada para dar destaque às sentenças que se desejar, tal como ocorre em nomes de filmes, livros e títulos de artigos e afins.

Fontes: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=acordo&version=1990

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Para FHC, Serra e Cia, “chegou a hora” de mudar para manter tudo na mesma

Aécio, FHC e Serra prontos para o golpe fatal no segundo mandato de Dilma
Veja que situação: FHC, o ex-presidente, escreveu artigo “Chegou a hora”, bastante preocupado com “as dificuldades que o povo enfrentará e com a perda de oportunidades históricas” do país. Ele, que se pôs em decúbito ventral diante do capital, que entregou o país adernado em 2002 a Lula, que chamou genericamente os aposentados de “vagabundos”, embora tenha se aposentado bem jovem, hoje, em 2015, encontra moral para criticar o atual governo. 

Interessante observar que o que FHC critica no atual governo petista, pode, da mesma forma, servir como crítica ao seu próprio governo e, não é bom esquecer, a governos de companheiros seus: 

  • Ele fala que a “falta de água e seus desdobramentos energéticos continuarão a ocupar as manchetes”. Sim, é verdade, aliás, ocupam as manchetes desde 2000, se não me falha a memória, quando seu governo promoveu um racionamento de energia, com limites de consumo e multas para quem descumprisse as metas. Depois, não custa dizer que é um partidário do PSDB o atual governador de São Paulo e que a péssima política energética do governo FHC foi mantida e prestigiada por Lula e Dilma.
  • Diz que a dívida interna chega a R$ 3 trilhões, quando foi em seu governo que o desequilíbrio começou. É verdade que, com Lula, a situação se agravou muito, com a dívida sendo quintuplicada e com Dilma o drama continua. No total, desde FHC, o Brasil já rasgou e jogou no ralo algo em torno de R$ 13 trilhões (em cálculo rápido, sujeito a pequenas correções para cima), sendo que no tempo tucano, foram algo em torno de R$ 3 trilhões de “amortizações” e pagamentos de juros. O motivo de pôr amortizações entre aspas é que essa tal dívida é anualmente amortizada, mas só cresce e cresce, consumindo quase 50% da arrecadação federal. Só em 2015, mais de R$ 1,5 trilhão será queimado com essa dívida. Com o aumento dos juros, a coisa pode ficar pior ainda, pois se Lula diz ter quitado a conta com o FMI, o fez com a engorda da dívida pública, que trabalha com esses juros. E, na verdade, a conta com o FMI não foi quitada, embora o pessoal que fez campanha para a Dilma tenha usado esse fato inexistente como bordão. 
  • Lembra dos “desequilíbrios dos balanços da Petrobrás e das empresas elétricas, a diminuição da arrecadação federal, o início de desemprego, especialmente nas manufaturas, o aumento das taxas de juros, as tarifas subindo, as metas de inflação sendo ultrapassadas” e usa esses dados para falar dos “prognósticos negativos do crescimento da economia”, como se não tivesse nada a ver com isso. Está certo que a memória anda cada vez mais curta, mas assim já é demais. 

A proposta de FHC, Serra et caterva parece ser tirar Dilma do poder, ou melhor, tirar o PT do poder. A questão complicadora é que quem ocupará o Planalto será o PMDB de Temer, um partido forte, grande e razoavelmente organizado em todo o país. Eminência parda há décadas, desde a saída de Sarney, o PMDB pode voltar a ocupar o Estado brasileiro e se lá entrar, pode não sair tão cedo, dizem alguns, que completam lembrando que isso não está sendo debatido claramente, embora esteja “na cara”. 

Oposição conta com "fogo amigo" das hostes governistas

Certamente muitas coisas estão acontecendo por trás dos tapumes que isolam os gabinetes da Capital Federal do resto do Brasil. Parece claro, no entanto, que, como enuncia o artigo de FHC, há um grupo entendendo que “chegou a hora” de agir. Entre eles, dizem, está até mesmo outro ex-presidente, o Lula, que parece avaliar que a continuar como está, o destino das eleições de 2018 será indesejável para o seu partido. Aos que dizem que com a queda de Dilma o PT naufragará junto, cabe lembrar que Lula é maior do que o PT e pode ser a locomotiva que, para a opinião pública, puxará o partido para fora da lama na qual mergulhará caso o "golpe branco" tenha sucesso. 

De certo modo, a saída de Dilma e seu grupo seria benéfica para muita gente que tem muito poder, inclusive para alguns “companheiros”. Com a “Lava-Jato” espirrando sujeira para todos os lados, mas principalmente para os lados petistas, depois da denúncia recente de que o partido teria embolsado R$ 200 milhões no esquema da Petrobras, está afastada a necessidade de um golpe militar, com a inevitável vitimização dos governistas. 


Durante 2014, foi frequente ver o adesivo
contra Dilma e o PT em carros e residências,
ajudando a "criar o clima" para o golpe;
muitos chegaram a sair às ruas conclamando
as Forças Armadas a agir, reeditando, como
farsa, a marcha da família com Deus de 1964
Mensagem clara

Golpe, se houver, será branco, ou seja, oficial, lavrado em cartório e votado pelo Congresso. Há quem aposte que ainda este ano. Vamos ver. Parece improvável, não impossível. E leia, para concluir esta conversa, o que diz FHC, quase ao final de seu artigo: 
Nada se consertará sem uma profunda revisão do sistema político e mais especificamente do sistema partidário e eleitoral. Com uma base fragmentada e alimentando os que o sustentam com partes do orçamento, o Governo atual não tem condições para liderar tal mudança. E ninguém em sã consciência acredita no sistema prevalecente. Daí minha insistência: ou há uma regeneração “por dentro”, Governo e partidos reagem e alteram o que se sabe que deve ser alterado nas leis eleitorais e partidárias, ou a mudança virá “de fora”. No passado, seriam golpes militares. Não é o caso, não é desejável nem se vêm sinais.
A mensagem parece clara e as declarações de Serra falando em impeachment, além do parecer de Ives Gandra, fundamentando a medida extrema completam o mosaico. Teremos um ano de muitas emoções, pois a condução da politica econômica do governo petista chegou à saturação e o edifício financeiro começa a desmoronar. 

A situação chegou a um nível tal que até FHC, mesmo sem muita moral para criticar o atual governo (ou você pensa que o esquema "petrolão" começou ontem?), começa a mostrar as garras. Ele, Serra, Gandra e tantos outros tentam um "golpe de sorte" que não necessariamente tem a ver com os discursos de combate à corrupção. De certo modo, propõem mudar para que tudo fique na mesma, com outros personagens, que não farão nada muito diferente do que a presidente atual está fazendo. 

Sempre lembro uma frase escrita por Paulo Francis na década de 1980: "O Brasil é uma republiqueta governada por um jeca". O jeca da vez era Sarney, mas os que o sucederam não fizeram muito para escapar da pecha. Na prática, porém, somos nós os jecas. Nós que, por medo, conveniência ou preguiça, ficamos "deitados em berço esplêndido" assistindo a banda passar, enquanto governo e Congresso ditam as regras que interessam a eles e aos seus patrões. 

Há 50 anos, o Brasil perdeu o trem

No Brasil, o meio de transporte mais utilizado é o rodoviário, tanto para viagens como para transporte de produto. Esse tipo de transporte tem alto custo e gera mais despesas para a população e para os governos do que a ferrovia.  

A priorização da rodovia em detrimento da ferrovia é indício de que a política de Transportes dos governos brasileiros foi conduzida, nos últimos 50 anos, com base em interesses lesivos à população e ao Estado, que, em tese, deveria servir à população, lhe oferecendo bons serviços em troca dos impostos pagos. 

Desde a década de 1960, o desmonte das ferrovias é ensejado sem sinais de retorno. Há exceções, como a Ferroeste paranaense, que, apesar de exceção, parece só ter recebido atenção adequada durante os governos de Roberto Requião, que a criou, e carrega apenas cargas. 

Há alguns anos, soube de um projeto também paranaense de extensão da malha forroviária, a Ferrosul, que parece ter descarrilado. A RFFSA, antiga empresa brasileira de transportes ferroviários, chegou a ser a maior empresa do país, acima da Petrobras, mas hoje sequer existe.

Cá entre nós, tudo leva a crer que o governante que prioriza o meio de transporte que tem maiores custos atende a interesses que absolutamente não são os nossos. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O afogamento em um tempo líquido

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman dá entrevista à MGMagazine e sugere que esta situação instável na qual estamos vivendo pode ser parte de uma grande transformação revolucionária. 

Melhor que seja assim. Ao menos podemos nos consolar dizendo que a burrice crônica e a canalhice deslavada de nossos tempos têm um aroma menos sórdido e até mesmo algo nobre. Afinal, se é para mudar, para melhorar, dá para aturar tudo, ou quase. O problema é que no meio do turbilhão dessa tal “revolução” não é possível saber exatamente o que vai melhorar e o que vai piorar. 

Bauman, que tem 89 anos, concorda conosco que a coisa tá bem complicada do que se poderia imaginar, mas que há vantagens no processo: nos sentimos mais impotentes do que nunca, mas temos maior liberdade, por mais contraditório que isso possa ser. “Todos sentimos a desagradável experiência de ser incapazes de mudar qualquer coisa. Somos um conjunto de indivíduos com boas intenções, mas entre as intenções e os projetos e a realidade tem muita distância. Todos sofremos agora mais do que em qualquer outro momento pela falta total de agentes, de instituições coletivas capazes de atuar efetivamente”, diz.

O sociólogo lembra que os governantes se mostram completamente incapazes de melhorar as coisas, ou, pior, "nunca cumprem o que prometem". Dizem os experts no assunto que a última eleição presidencial brasileira pode muito bem confirmar isso. É que parece que a vencedora reeleita acabou fazendo exatamente o que dizia que o candidato da oposição iria fazer, numa ilustração típica do que é estelionato, vide o texto do famoso Artigo 171: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Esse crime, conforme previsto no Código Penal, determina, como pena, reclusão, de 1 a 5 anos e multa. Mas, parece que nestes tempos é exatamente o crime que compensa e quem o comete acaba recebendo comenda polpuda e medalha de ouro. 


O importante é pontuar que vivemos numa instabilidade constante e enervante ou, pior, desesperadora para muitos. Nada parece sólido e é por isso que Bauman gosta do termo “líquido” e o aplica a tudo: “modernidade líquida”, “cultura líquida”, “realidade líquida”, “amor líquido” etc. Outros usam outros conceitos parecidos, como o de pós-modernidade (Lyotard e outros), hipermodernidade (Lipovetsky) e modernidade tardia (Giddens). 

Nada mau para quem reclamava da rigidez dos tempos modernos, mas muito terrificante para quem reclamava e descobriu que se era ruim com toda repressão, sem ela a coisa é pior ainda. “Que saudade do ‘papai sabe tudo’”, dizem alguns. Hoje, os papais costumam ser eternos filhos e sabem tanto quanto nós a respeito de sexo, drogas, rock'n'roll e sobre como viver "forever young". Tanto pais como filhos se tornaram estereótipos do "Homem Medíocre" de Jose Ingenieros ou clones do "Zé Ninguém" de Wilhelm Reich. 

Tudo é incerto e nada será como sonhávamos

Tomara que Bauman esteja certo e nós, que estamos nesta esbórnia, sejamos lembrados como heróis que viveram tempos difíceis, mas profícuos para o futuro. Tempos revolucionários, decerto, é o que esperamos, mas há quem jure que é um momento não exatamente de revolução, mas do estabelecimento de uma nova ordem, mais reacionária do que todas as outras na história humana. 

Há os que falam do “governo mundial”, que reivindicam uma revisão histórica de inúmeros fatos passados, que, segundo esse pessoal, foram interpretados com base em uma versão única e deturpada. Há os que falam de um Império e de uma Multidão, sendo que esta substitui o antigo “povo”, que não existe mais a não ser em discursos de políticos jecas. O povo supõe a Nação e esta é algo tão fora de moda quanto espartilhos ou anáguas. Não existe Nação, há, isso sim, o Mercado, peça icônica que serve para ocultar as ações de um grupo pequeno, muito pequeno em relação ao todo da humanidade. Uma personagem do romance Arlequim, de Morris West, descreveu esse grupelho como “uma quadrilha”. 

Revolucionários ou reacionários? Já não sabemos bem que tempos são estes e a instabilidade é grande, muito grande. A sociedade humana se assemelha, cada vez mais, a um espelho: tudo é visto de forma invertida e o que está de um lado aparece, subitamente, do outro lado. O bem aparece como o mal, o mal como o bem e a esquerda e a direita política trocam de lugar de acordo com a oportunidade. Homem vira mulher, mulher vira homem e o que está em cima deve ser posto abaixo. Não adianta usar bússola nesses casos. 

Tudo indica que estamos em um moinho, que, com certeza, está triturando nossos sonhos mais mesquinhos. Torçamos para que tudo isso valha a pena no futuro. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Com amigos assim, Dilma e o PT não precisam de inimigos

Casamento desfeito: conta-se por aí que Dilma e Cunha não
sorrirão nas próximas fotos em que aparecerem juntos
Já não é de ontem ou de hoje que digo: nas conversas triviais e midiáticas, o governo petista sempre escolhe como alvo as diatribes dos tucanos para bombardear, mas, se observamos bem, não é o PSDB o inimigo, muito pelo contrário. De certo modo, pela continuidade dos governos de FHC, Lula e Dilma na manutenção da mesma estrutura política e econômica, os tucanos são, na prática, aliados do PT (Por isso, não é absurdo classificar o período que iniciou em 1995 e segue até hoje como “PTucano”). Além disso, todos bem sabemos o quanto ter um inimigo em quer botar todas as culpas e malvadezas é algo muito útil em política. Se o mal está com o outro, comigo só há o bem – e foi isso o que assistimos ser encenado na última campanha política. O bem contra o mal: os “avanços sociais” contra as medidas contra os trabalhadores. 

No discurso petista posto em evidência na campanha, o PSDB parece algo como uma manifestação terrena do inferno, com seus demônios (os políticos “de direita”, sempre tramando contra o “povo sofrido”) ameaçadores. Durante a campanha de 2014, o governo se aprimorou no discurso do terror e o terrorismo fanático dos militantes “de esquerda” acabou convencendo muitos eleitores, que, no frigir dos ovos, viram a candidata vitoriosa pôr em prática todo o terrorismo que foi imputado aos seus adversários durante a campanha. 

Resumindo: as medidas contra os trabalhadores foram implementadas pela própria presidente reeleita, que jurou jamais fazer tal coisa. Disse, ou alguém disse oficialmente por ela, que não mexeria em direitos trabalhistas nem que a vaca tossisse. E a vaca não somente tossiu, mas tosse repetidamente e ruidosamente, tal como um tuberculoso clássico. 

Conquistando espaços

O PMDB tem o vice e tem, agora, o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. De aliado querido, pode passar a algoz odiento e o PT se mostra quase que completamente impotente para impedir o avanço do “maior partido do Brasil”. O vice é o típico “come quieto”, figura de mármore que, ao menor descuido, pode atacar com garras de aço, quem o conhece garante que vive “na tocaia”. Cunha é um daqueles sujeitos que podem ser entendidos de duas formas, pelo menos: 1. os que gostam dele, o entendem como um líder nato e um articulador hábil que usualmente consegue o que quer; 2. os que não gostam, o classificam como um simples lobista, um empregadinho de alguns empresários, ou mesmo como um “chefe de quadrilha”, que consegue o que quer, custe o que custar. Quem tem razão, não se sabe ao certo. 

O golpe 

Veja você que matéria do Estadão, publicada em http://m.estadao.com.br/noticias/politica,festa-surpresa-de-cunha-teve-improperios-contra-dilma-e-comentario-sobre-impeachment,1628383,0.htm e que tem o título “Festa 'surpresa' de Cunha teve impropérios contra Dilma e comentário sobre impeachment”, deixa claro que a frigideira já está no fogo para acolher a presidente, que já sente o calor da fritura há tempo e tenta esfriar a situação fazendo a vaca tossir desesperadamente, o que é e será inútil no caso. 

Na festa, muito luxo e sorrisos de orelha a orelha foram misturados a uísque, champanhe e palavras nada simpáticas contra Dilma e seu partido. Parece certo que o álcool afrouxa a língua, mas, segundo quem trabalha no Congresso Nacional, não seria preciso tanto estímulo para liberar a ira e o desprezo que têm caracterizado as relações entre PMDB e PT. Ainda mais que o Planalto trabalhou, segundo se conta, arduamente para derrotar Cunha. 

Parece que até mesmo já foi estabelecido um prazo provável para o golpe: deve acontecer aí por setembro ou outubro deste ano. Se isso acontecer, ninguém pode dizer que não foi avisado. Afinal, até mesmo eu, que não vejo nada, não ouço nada e, quando consigo, não digo nada, já avisei. Basta ler o texto “Cria corvos e poderás ficar sem olhos... ou sem mandato”, publicado em http://luizgeremias.blogspot.com.br/2014/11/cria-corvos-e-poderas-ficar-sem-olhos.html