quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Se achar “a” melhor é tolice, mas tentar imbecilizar o eleitor é outra conversa


Há pouco, ouvi alguém dizer que o governo é socialista pois socializa
entre si as riquezas nacionais e a Petrobras parece ser um bom exemplo disso
Em entrevista recente, dada durante o seminário "Brazil Infrastructure Summit", no Rio, a presidente respondeu aos que criticam a estratégia de seu partido para reelegê-la, que consiste em utilizar o velho mote fascista do “comigo tudo estará bem, mas com os outros virá o caos”. 

Ela disse o seguinte: "Qualquer ser humano pode raciocinar comigo, eu integrei o governo, coordenei os programas de governo, participei diretamente de todos os grandes projetos do governo Lula, então não há terrorismo nenhum em acharmos que quem representa melhor a continuidade somos nós"

Não, dona presidente, claro que o fato de a senhora, ou quem mais vier, acreditar que é a melhor opção parece realmente humano, embora geralmente deva ser considerado tolo, aquele que se acha “o” ou “a” melhor. Mas, o problema não é esse. 

O problema, claramente, é a tentativa de imbecilização do eleitor, ou seja, do cidadão por esse discurso fascistoide. Usualmente, quem utiliza esse recurso espúrio o faz por imbecilidade, desespero ou canalhice mesmo. 

De certo modo, considerando os escândalos que envolvem a Petrobras, a tática parece destinada claramente a certificar o governo como daqueles que, mesmo praticando suas falcatruas, mesmo enriquecendo meia dúzia no mesmo movimento em que diz retirar milhões da pobreza, ainda é digno de confiança. 

Para um partido que tanto criticou, no passado, o "rouba mas faz", parece haver, no presente, demasiada intimidade com essa lógica. 

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