sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A linguagem politicamente correta é o idioma falado no inferno

Leio no Facebook postagem de um amigo que dá conta do seguinte: a expressão “taca-lhe pau”, que está sendo usada no Paraná pelos simpatizantes do candidato a governador Roberto Requião (taca-lhe pau, Requião!) é considerada machista por alguns (ou algumas).

Bem, a princípio, o uso do termo "expressão machista" parece coisa dos "politicamente corretos", os mesmos que denominam o feio como "cosmeticamente alternativo" e o careca como "Indivíduo desprovido de capilaridade em sua superfície superior" ou, pior, chamam o popular doce chamado "nega maluca" de "mulher de descendência afro-brasileira com distúrbio de comportamento" (que sabor terá isso?). 

Além disso, parece haver uma contradição anatômico/morfológica na suposta expressão na "versão feminista" de tacar o "pau". Pela identidade fálica entre um porrete e o pênis, é compreensível, por motivos um tanto lógicos e óbvios equiparar analogicamente um a outro. No entanto, dar uma bucetada (ou bocetada, ou xoxotada, ou vaginada, ou algo que o valha) não faz qualquer sentido.

A expressão não é exatamente machista, mas de referência masculina, o que é muito diferente. Dizer que é machista (que me perdoem os que dizem assim) é mera burrice ou ignorância do que seja "ser machista".

Machismo é, literalmente, como qualquer dicionário pode elucidar, algo como a crença de que os homens, os “machos” são superiores às mulheres, as “fêmeas”; o inverso disso, com os mesmos defeitos, é o "feminismo", aparentemente tão burro quanto.

O politicamente correto é uma forma de origem fascista de reformulação do vocabulário, uma espécie de “Novilíngua”, aquele idioma “em transformação” do livro 1984, de George Orwell, feito para controlar o pensamento: se você não pode se referir a algo, se não tem palavras para tal, a ideia é que isso passe e não existir, assim como a criação de uma palavra pode fazer algo existir do nada, magicamente.

O objetivo parece ser retirar da pessoa comum a autonomia sobre os conceitos, termos e nomes que utiliza para se expressar. É um dos melhores exemplos das intervenções autoritárias de controle subjetivo que agem como se estivessem fundamentadas pelas melhores intenções do mundo. Coisas assim acabam por comprovar que deve realmente ser verdade que o inferno está cheio de boas intenções. No reino de Satã, certamente há um guia do politicamente correto em cada esquina. 


Assim, taca-lhe pau, burrice! - ou, na versão politicamente correta, “Agrida-o(-a) com um objeto fálico, inteligência alternativa!”.

PS: Taca-lhe pau, Requião!, com machismo ou não, que ninguém aguenta mais o Richinha no governo!!!

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