sexta-feira, 18 de julho de 2014

PEC em tramitação cria gratificação para magistrados: R$ 3 bilhões a mais de despesas

O cidadão comum vive sua vida cotidiana, cumprindo horários e fazendo contas, além de sonhar com este e aquele produto de consumo. Enquanto faz isso, muitas coisas acontecem no mundo, tanto perto quanto longe dele, e o coitado nem imagina o quanto algumas dessas coisas podem influenciar sua vida. 

Agora mesmo, você veja, está tramitando no Senado Federal, lá em Brasília, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria uma gratificação por tempo de serviço para os magistrados. Segundo informações colhidas, trata-se de um acréscimo de R$ 3 bilhões para os cofres do Tesouro. Se a gratificação for retroativa, custará R$ 30 bilhões, mais do que o governo gasta anualmente com o Bolsa Família. E, convenhamos, os “bolsistas” precisam muito mais de uma graninha extra do que os magistrados, que já estão claramente entre os profissionais mais bem pagos do país. 

Pelo que se conta, o governo está conduzindo mal, bem mal, o processo. Afinal, a negociação política e o cuidado com os gastos públicos não são o forte da gestão da atual “comandante da Nação”. 

Logo, possivelmente em pouco tempo o Estado brasileiro terá mais uma grossa despesa. Junte isso ao que já existe para ser pago, notadamente o trilhão de juros da dívida (que já tinha sido paga, disse Lula) e você terá menos serviços, pois o governo já gasta pouco com isso e certamente gastará menos ainda. 

Então, é preciso dizer ao tal “cidadão comum” que pague seus impostos, trabalhando cinco meses ao ano somente para isso. E também é importante lhe informar que o dinheiro que pagou provavelmente não retornará, jamais. 

Claro, não vamos também crucificar ninguém, muito menos os magistrados. Mas, é preciso que se criem mecanismos de distribuição de riquezas e isso não está acontecendo, apesar do que os ferrenhos defensores do governo atual bradam. 

Há, sim, uma elevação do crédito, não uma elevação da riqueza do cidadão. Há uma elevação do endividamento, levando a um enredamento cada vez maior do "cidadão comum" com o mundo de exploração do trabalho, comandado, lá do alto, pelos deuses do capital financeiro. 

E, pior: pelo que a grande imprensa financeira internacional vem indicando, nem sequer essa elevação nefasta tem futuro. Para que tivesse, seria necessário um crescimento econômico de pelo menos 10%, o que não acontece. 

Tudo indica que aquelas nuvens negras que vemos lá longe estão chegando perto. 

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(1) Vide a tal refinaria comprada pela bagatela de R$ 1 bilhão e que não oferece perspectiva de retorno desse “investimento”. Tudo porque a senhora presidenta não leu sequer o parecer preparado para decidir a compra da refinaria. Ela própria reconheceu isso. Não caberia um Processo Administrativo Disciplinar nesse caso? 

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