terça-feira, 1 de julho de 2014

Em Sampa, cai Padilha e sobe Skaf

Padilha, o “petista com cara de tucano” escolhido por Lula como o novo “poste” a ser eleito em São Paulo, ficou órfão. O partido, leia-se Lula, o padrinho de Padilha, vai descambando para outros arraiais e parece ter montado acampamento na candidatura de Paulo Skaf, do PMDB. Se isso for confirmado, pode significar a morte precoce da candidatura do “PTucano”. Somente o PC do B e o PR ainda estariam fieis. Nem o próprio PT estaria bancando a candidatura. 

O partido de Paulo Maluf, o PP, já foi abraçar Skaf, embora aproximadamente um mês antes tivesse jurado amor eterno a Padilha. Parece que tem muita gente indo atrás do tal Skaf. Mas, quem é esse cara?

Raio X

Paulo Antônio Skaf é paulistano nascido em 1955 e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e Instituto Roberto Simonsen (IRS), além de compor o conselho da Febraban. Não é qualquer um e, tudo indica, quer ir longe na vida pública. Sua maior luta é, parece, contra os impostos abusivos e foi um dos maiores opositores da CPMF. 

Segundo se conta, Skaf busca costumeiramente um tom conciliador e se diz um militante em defesa da indústria nacional. Trata-se, há quem diga, de um capitalista nacionalista e aposta na industrialização como receita para o desenvolvimento econômico. O Brasil tem, há muito, seguido o rumo oposto e a desindustrialização parece tema acerca do qual não há discussão ou controvérsias. Nesse sentido, você encontrará, em São Paulo, muita gente que o considera útil para a economia nacional, ainda mais que se trata de um ricaço que não passou a vida na praia ou na balada enquanto jovem: foi escoteiro e serviu o exército, pratica equitação e nada diariamente. 

Com relação ao governo petista, admite qualidades, como todos, mas não se conforma com a condução econômica de Lula e Dilma. Parece ter razão no tom crítico, pois, na prática, a economia brasileira parece estar descendo a ladeira, assim como a candidatura de Padilha e, dizem as línguas viperinas, também a de Dilma. 

Se o PT é esquerda, quem precisa de direita?

Olho nele, pois se for bem, tem tudo para ocupar espaço na política brasileira. Se os sindicalistas do PT provaram que estão mais para novos ricos do que para revolucionários, quem sabe um empresário escoteiro pode nos surpreender na reta oposta. É o caso de dizer que, na política brasileira, parece que é de onde se menos se espera que surgem as novidades. Lula se elegeu com pinta de presidente dos pobres e distribuiu, na prática, mais carinho aos ricos. 

Só este ano, o placar tende claramente para estes: "bolsa banqueiros" R$ 1 trilhão X "bolsa família" R$ 30 bilhões (acho que é menos que isso, mas...).

Ou seja, se tomarmos em conta que a nossa esquerda está representada pelo PT, talvez a direita comece a defender a ditadura do proletariado...

Nada é garantido, nada é certo, porém. Afinal, temos sempre suficientes e fortes indícios de que há muito mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor a teoria política tradicional. 

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