terça-feira, 6 de maio de 2014

Roteiro para a abertura das Olimpíadas de 2016, por Mateus Araújo

A "intelectual" Waleska Popozuda tem papel
destacado no roteiro de Mateus:
em determinado momento, ela grita
"é tiro porrada e bomba"!!!
Esta seria a melhor e mais autêntica abertura de um grande evento esportivo no Brasil, neste momento histórico. Mateus Araújo está se superando. Jogou tudo no caldeirão e saiu um belo caldo cultural, como o pessoal da Academia (1) gosta de chamar isso. 

Trabalhei com Mateus em Brasília, quando ele editava os programas que o Escritório do Paraná na Capital Federal produzia, como o "Falando Francamente", com o jornalista Carlos Chagas, que entrevistava personalidades políticas de projeção nacional. 

O cara é guitarrista e vocalista de uma banda de rock chamada Optical Faze, que costuma ser muito elogiada pelos que entendem do assunto. Não tive oportunidade de ouvir, ainda.

Ultimamente, Mateus vem escrevendo ótimos textos no Facebook. Este é, provavelmente, o melhor deles. 


===================================================
(1) Atenção: o termo "academia" não se refere, neste caso, ao local no qual se faz ginástica olhando no espelho.
===================================================


Com a tradicional "cara de mau " dos roqueiros,
eis o grupo de Mateus Araújo, o Optical Faze
Roteiro que eu fiz para a abertura das Olimpíadas de 2016.

Mateus O. Araújo

Tudo escuro. Ouvimos um beatbox com ritmo de funk "tum tcha tcha tum tum tcha, tum tcha tcha tum tum tcha" vários adultos analfabetos funcionais estão posicionados no centro do Estádio e começam a acender cachimbos de crack um a um, no centro vemos que as luzes dos cachimbos formam a figura de um gigante que vai acordando. Nisso, entram 10 caveirões da polícia e jogam água até apagarem todos os cachimbos. No meio da arena se forma uma grande piscina, do meio da piscina vem subindo uma estátua viva da pensadora Valeska Popozuda de quatro, os crackeiros começam a nadar em volta num nado sincronoiado. A estátua para de subir e então Valeska Grita "é tiro porrada e bomba". Entram várias pessoas de preto, são black blocks que começam a quebrar tudo, eles destroem a piscina o que forma uma grande enchente, várias pessoas correm dizendo que perderam tudo. A luzes se apagam. Ouvimos um choro de uma velha morrendo na fila do SUS. As delegações começam a entrar, primeiro a delegação dos sem-terra, marcha das vadias, do movimento passe livre, depois a marcha da família com Deus, depois uma grande parada gay, torcidas organizadas. Elas vão rodeando dando um grande rolezinho pelo estádio ostentando bonés da quicksilver e aparelhos coloridos nos dentes, vão passando por mendigos pedindo esmola, sempre sob o olhar de policiais sem identificação. Eis que surge a voz aveludada de de Luan Santana cantando o hino do Brasil, logo depois entra Vanusa no contratempo e então surge um playboy numa tirolesa e passa jogando gasolina em Luan, vimos que a tinta some e não era Luan, era um índio, o playboy arremessa um zippo e acerta no índio, que pega fogo. Então a populacão entra e começa a linchar pessoas que foram acusadas de crimes mas sem provas. A chacina vai enchendo o Estádio de sangue, que seria utilizado depois para bancos de sangue que não têm freezers para armazenar. Um coro de prostitutas de 12 anos começa a cantar, então entra um padre cavalgando um coroinha sodomizado e anuncia "Que entre o fogueteiro" Entra um moleque negro, magro, sem camisa, correndo com um rojão, ele vai desviando dos corpos, sobe na estátua do índio que pega fogo, acende o rojão e mira na tocha olímpica, o rojão dispara e acende a tocha. As pessoas batem palmas, pegam o moleque e amarram num poste, nessa hora vários helicópteros aparecem e despejam privadas nas pessoas sem distinção. Várias famílias saqueiam os mortos no estádio e todo mundo vai embora antes de começar o último capítulo da novela das 8. Fim

Nenhum comentário:

Postar um comentário