segunda-feira, 5 de maio de 2014

Barões das finanças podem estar abandonando o barco petista


Apesar de fazerem tudo o que pode para agradar aos barões das finanças,
Dilma e seus companheiros veem, não sem desespero, que os
banqueiros começam a roer a corda. O motivo? Esses sujeitos,
como bons parasitas, precisam que o organismo que os sustenta
seja mantido vivo e em relativas boas condições, por motivos óbvios.
E o governo parece ter falhado na construção de uma economia sustentável.
Eis aqui, bem no fundo do texto, os links para uma matéria do Financial Times que, mais uma vez, alerta para o fato de que o governo brasileiro não é mais tão bem visto pelo pessoal do mercado financeiro. Desta vez, a crítica vai para a medida eleitoreira de Dilma, que reajusta o Bolsa Família de forma oportunista, agora, a meses da eleição, em 10%.  

Há quem diga que o jornal, que funciona como porta-voz das elites financeiras e, assim, termômetro político importante, anda dizendo que as tais elites não estão mais tão satisfeitas com a síndica que apoiaram aqui. 

Isso, se confirmado, não é uma notícia boa para o governo. Já nós, cidadãos comuns, assalariados e pobres (com ou sem bolsa), perdemos de qualquer maneira, ganhe quem ganhar. 

Possivelmente, a sofrível condução da economia (que não parece ser sustentável, pois fundada simploriamente no consumo e, aparentemente, condenada pelo Deus Mercado) pode ser o motivo do desagrado dos chefões. Resta saber quem será o novo síndico. É bom lembrar que George Soros garantiu, em 2002, que o brasileiro, apesar de acreditar que estava escolhendo um presidente, não fazia isso, simplesmente porque forças maiores operam em relação a tão importante definição. Com urnas eletrônicas ainda, verdadeiras caixas pretas... hum, sei não...

Vamos relaxar, aturar a dona FIFA fazer o que bem entende durante os próximos meses, aguentar calados ou apanhar da polícia e ver o que acontece. Pelo menos, serão muitas emoções na telenovela eleitoral (Já na Copa, não há emoção, ao menos para mim: foda-se a Copa e foda-se a merda da seleção, que perca já na fase de grupos ou, pior, que seja derrotada na final pela Argentina).

É a melhor eleição desde 2002, que, aliás, foi a eleição em relação à qual o Soros disse o que disse e que Lula ganhou. 

Tenho um infinito material jornalístico sobre a eleição daquele ano e, inclusive no Financial Times, bem se pode dizer que Lula obteve muita simpatia dos financistas... Já era um mau sinal naquela época e a Reforma da Previdência veio selar e confirmar que algo estava muito errado com o tal "partido dos trabalhadores", que no poder, rapidamente se tornou "partido dos banqueiros", ou, para rimar, "partido dos especuladores".

Leia a matéria do FT em http://www.ft.com/intl/cms/s/0/77e432c6-d0d6-11e3-9a81-00144feabdc0.html?siteedition=intl#axzz30ZQpDaEu (se o veículo já não a transformou em matéria de acesso exclusivo de assiantes). 

A repercussão da matéria no sítio Folha Política você acessa aqui: http://www.folhapolitica.org/2014/05/aumento-de-10-do-bolsa-familia-e-passo.html


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