terça-feira, 1 de abril de 2014

É de chorar de raiva e de tristeza...

Carro alegórico do carnaval alemão, mostrando a parceria entre o governo brasileiro e a FIFA
contra nós, o povo brasileiro, e, principalmente, contra os  que não têm voz nem vez,
representados na maquete de uma comunidade pobre arrasada pelo rolo compressor.
No jogo "de abertura" ou "teste", no estádio do Atlético Paranaense, no último dia 29 de março, sem qualquer comunicação aos moradores do entorno, foram postos policiais cercando a área do estádio, com a ordem de barrar os carros ou exigir comprovante de residência a quem ali passasse se dirigindo à própria residência. 

SEM QUALQUER AVISO, SEM QUALQUER COMUNICAÇÃO, SEM QUALQUER CONVERSA com os moradores. 

O próprio policial militar que me pediu o comprovante estava completamente sem jeito. Ele expressou o mal-estar que as autoridades de alto escalão não sentiram, notadamente a prefeitura e o comando da Polícia Militar. Aliás, a insatisfação com o acontecimento era generalizado entre moradores e mesmo entre alguns policiais, os que têm noção do que seja respeito ao outro, respeito ao cidadão.

Cidadania, aliás, é aparentemente história da carochinha para as autoridades do governo do estado do Paraná e da prefeitura da cidade de Curitiba. Se é assim no "teste", imagine você na Copa. Em torno do estádio, será provavelmente instalado um real e verdadeiro "estado de exceção", portanto cuidado a todos os moradores, visitantes e frequentadores do local. Já se fala em revistas, inclusive para quem habita pacificamente a área. 

"Ordens de dona Fifa", disse uma policial a um conhecido. 

Há quem sugira que é o Estado brasileiro a serviço da FIFA e nós sendo mais uma vez ultrajados e coagidos, como se o objetivo fosse mostrar que nada valemos para as autoridades que sustentamos, nós mesmos, com o pagamento de inúmeros impostos. 

A Copa parece estar mostrando a nós próprios e ao mundo o quanto somos tratados com desprezo e total e absoluto desrespeito, nesse e noutros campos e áreas da vida. 

É o caso de pensar e repensar o quanto os representantes que elegemos para ser a nossa voz acabam se voltando contra nós para nos calar e, tantas vezes, falar em nosso nome coisas que jamais pronunciaríamos. 

É triste, é lamentável, é de chorar de raiva e de tristeza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário