segunda-feira, 28 de abril de 2014

Rodrigo Vianna: "Padilha e o 'diálogo' com a imprensa: até onde vão as ilusões petistas?"

Padilha & Dilma são líderes e referências de uma
ala do PT que se especializa em dar tiros no pé
Interessante texto que mostra uma contradição fundamental dos petistas: insistem em tentar ingressar no "seleto" clube daqueles que eles mesmos (pelo menos os militantes e tropa-de-choque de "formadores de opinião") dizem combater, acusando-os de reacionários, coxinhas, sonegadores etc. etc. etc. 

Repito mais uma vez e não me cansarei de repetir o dito atribuído a Florestan Fernandes, que foi fundador e deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores. Ele disse algo assim: "Eles não são de esquerda, são sindicalistas tentando melhorar de vida". Isso parece explicar a postura subserviente dos petistas de alto escalão em relação àquilo que genericamente eles e outros chamam de Partido da Imprensa Golpista (o famigerado PIG). E, quem sabe, explique também a traição de Lula e Dilma aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do tal "Mensalão". Afinal, você já viu um ex-pé-rapado lembrar dos amigos depois que enrica? 

É a mentalidade do nouveau richismo no poder. E se você sabe o que significa isso, também sabe que o "novo rico" costuma ser amoral e aético. O que vale são os números da conta bancária. 

Apesar de ouvir e ler tantos apelos a que se observem os "avanços sociais" do país, não creio que esses "avanços" sejam sustentáveis e tenho a certeza de que são sustentados por quem não os deveria sustentar: os assalariados. Basta observar quem paga imposto sobre a renda neste país. 

Em resumo: os ricos festejam e os pobres (quando não surrados e/ou assassinados pela polícia) têm mais migalhas sobre a mesa. 

O assalariado paga a festa e as migalhas.

Essas contradições podem custar aos petistas a eleição de 2014. 

Leia, na sequência, o texto de Rodrigo Vianna.

"Perdendo o respeito", texto de Valdo Cruz

O tempo anda fechado, mas o clima está quente, com cheiro de fritura, para Dilma
Texto aparentemente de apoio ao "volta Lula", pelo teor. Repercute uma clara insatisfação interna ao partido e externa a ele, acerca da postura da senhora presidente. Tempo fechado para dona Dilmaquiada... Vamos ver o que acontece daqui para a frente. 

Se o PT perder esta eleição, isso ocorrerá por conta do "fogo amigo". Cabe lembrar que um dos capítulos mais interessantes do livro "Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Júnior, é aquele que trata da campanha de Dilma, em 2010. Ali, está exposto um dos mais graves dramas internos daquele que já se disse Partido dos Trabalhadores (cuja gestão no poder parece desmentir essa alcunha e propor, mais acertadamente, outra, a de "Partido dos Banqueiros" - com um trilhão de reais enviados a eles, só neste ano de 2014). 

Leia, na sequência, o texto de Valdo Cruz

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O ego, senhor de si

Veja o corpo. 

É nosso? Não. 

Dizer que sim é ilusão. 

Então porque tanto fetiche, malhação, maromba, maquiagens, piercings, tatuagens em profusão? 

O corpo é o que nos une e nos expõe a realidade de que não somos donos de nossa embalagem. Aquilo que chamamos natureza o é. 

Mas, o ego, esse burro puxador da pesada carroça que se chama arrogância, o ego teima em nos soprar, todo o tempo: 

"Sois eterno, não morrerás e o corpo é somente teu. Faz com ele o que eu quero, pois que assim esquecerás a tragédia de ser o que és. Esquecerás as penas, as dores e até mesmo a morte, que, no fim das contas, nada é mais do que falta de sorte." 

O ego é tolo e mais tolo ainda quem acredita nele.

terça-feira, 1 de abril de 2014

É de chorar de raiva e de tristeza...

Carro alegórico do carnaval alemão, mostrando a parceria entre o governo brasileiro e a FIFA
contra nós, o povo brasileiro, e, principalmente, contra os  que não têm voz nem vez,
representados na maquete de uma comunidade pobre arrasada pelo rolo compressor.
No jogo "de abertura" ou "teste", no estádio do Atlético Paranaense, no último dia 29 de março, sem qualquer comunicação aos moradores do entorno, foram postos policiais cercando a área do estádio, com a ordem de barrar os carros ou exigir comprovante de residência a quem ali passasse se dirigindo à própria residência. 

SEM QUALQUER AVISO, SEM QUALQUER COMUNICAÇÃO, SEM QUALQUER CONVERSA com os moradores. 

O próprio policial militar que me pediu o comprovante estava completamente sem jeito. Ele expressou o mal-estar que as autoridades de alto escalão não sentiram, notadamente a prefeitura e o comando da Polícia Militar. Aliás, a insatisfação com o acontecimento era generalizado entre moradores e mesmo entre alguns policiais, os que têm noção do que seja respeito ao outro, respeito ao cidadão.

Cidadania, aliás, é aparentemente história da carochinha para as autoridades do governo do estado do Paraná e da prefeitura da cidade de Curitiba. Se é assim no "teste", imagine você na Copa. Em torno do estádio, será provavelmente instalado um real e verdadeiro "estado de exceção", portanto cuidado a todos os moradores, visitantes e frequentadores do local. Já se fala em revistas, inclusive para quem habita pacificamente a área. 

"Ordens de dona Fifa", disse uma policial a um conhecido. 

Há quem sugira que é o Estado brasileiro a serviço da FIFA e nós sendo mais uma vez ultrajados e coagidos, como se o objetivo fosse mostrar que nada valemos para as autoridades que sustentamos, nós mesmos, com o pagamento de inúmeros impostos. 

A Copa parece estar mostrando a nós próprios e ao mundo o quanto somos tratados com desprezo e total e absoluto desrespeito, nesse e noutros campos e áreas da vida. 

É o caso de pensar e repensar o quanto os representantes que elegemos para ser a nossa voz acabam se voltando contra nós para nos calar e, tantas vezes, falar em nosso nome coisas que jamais pronunciaríamos. 

É triste, é lamentável, é de chorar de raiva e de tristeza.