sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Os bárbaros vândalos baderneiros estão entre nós e ameaçam nossos templos!

Precisamos nos unir para defender nossos templos sagrados,
ameaçados por vândalos baderneiros bárbaros feios e pobres
Anda acontecendo por aí um fenômeno que tem sido quase ignorado pela mídia. Também pudera, trata-se de acontecimento que mobiliza alta carga emocional e sentimentos de profundo terror. Aliás, se você tem estômago fraco e frequenta shopping centers não deve ler isto aqui. Para sua segurança, pare de ler, desvie o olhar e procure outra página, por favor. Mas, de todo modo, não precisa sorrir porque você não está sendo filmado... ao menos não por mim. 

Esse fenômeno tem, durante a história, recebido diversos nomes. Os antigos gregos, por exemplo, chamavam coisas assim de “barbárie”, os romanos preferiam o termo "vandalismo" e os capachos da ditadura militar brasileira costumavam se referir a uma tal "baderna". Em nossos dias, em Terras Brasilis, esses nomes também são usados, mas o termo que se tornou mais popular para designar essa barbárie vândala e baderneira é “rolezinho”. Acho que o termo foi inventado pelos bárbaros vândalos baderneiros, mas já se tornou posse dos civilizados.

Em todos os casos, é útil saber que na perspectiva histórica, quando falamos de “civilizados”, falamos de povos que se achavam e/ou acham a última batata do pacote e que interpretavam e/ou interpretam os estrangeiros como perigosos, sujos e feios. 

Nesses casos não se aplica o adágio do "se olhar no espelho" para relativizar as maledicências, pois parece que o problema é justamente que esses civilizados viviam e vivem fazendo isso. Com toda certeza, como Narciso na mitologia e na música de Caetano Veloso, achavam e/ou acham feio o que não é espelho. 

E, ora, o tal rolezinho acontece onde? Nos shoppings centers, lugar onde o que há mais são espelhos e, com certeza, espelhos mágicos, pois que sempre devem refletir pessoas belas e bem vestidas. 



Os baderneiros bárbaros vândalos tomam
conta de shoppings centers e lá realizam
rituais de magia pagã como sorrir uns
para os outros, olhar as vitrines e sentar
no chão quando estão cansados
de ficar em pé
Ama a ti mesmo

Segundo um marroquino amigo meu, o problema está no tocante dito cristão do "amai o próximo como a ti mesmo". Para o herege norte-africano, se você ama alguém "como a ti mesmo", então você não ama ninguém a não ser de "a ti mesmo". Logo, oculta nessa eloquente mensagem de paz está uma guerra declarada: se você não for como eu, não lhe amarei. Na verdade, será meu inimigo por isso. 

Bem, vamos lembrar que, há menos de um século, menos de cem anos, houve na Europa manifestações de determinados povos que, esteticamente, parecem ter se achado o modelo ideal de Deus e amaram intensamente a si mesmos a ponto de jogar pedras nos telhados de todos os vizinhos que não eram “como a ti mesmo”. 


Os selvagens (outro nome usado para designá-los) conseguem
até mesmo, com suas presenças maltrapilhas e sem bom gosto,
macular o visual de marcas sagradas como a do McDonald's
O engraçado é que se tornou hábito no Ocidente retornar as pedras junto com perorações de condenação ética e moral, quando, na prática, os vitoriosos na guerra contra esses povos costumam fazer exatamente a mesma coisa ou até muito pior com muito maior frequência.

O direito a um tranquilo Big Mac na praça de alimentação está ameaçado

Bem, como dizem os simples, uma imagem vale mais do que mil palavras. Logo, convido você a observar o vídeo no link lá embaixo, bem no fim deste escrito, e aprender mais sobre como os baderneiros bárbaros e vândalos agem contra a civilização. No caso, como um vídeo tem muito mais de uma imagem, você terá em mãos um material que vale mais do que um trilhão de palavras sobre o tema. Acredite nisso. 

De todo modo, como as imagens são tão impactantes que podem deixar você sem palavras, ofereço algumas, importantes para decodificar o fenômeno. Na falta de coisa melhor, repito as que estão no título, lá em cima: 

“Os bárbaros vândalos baderneiros estão entre nós e ameaçam nossos templos!”. 

Oh, horror, horror, horror. 

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Aqui, no final do final, o prometido vídeo documentário sobre as barbaridades cometidas em nossos templos. É só clicar no link http://www.youtube.com/watch?v=UHJmUPeDYdg.

Mas, repito: 

Cuidado, as imagens são chocantes. 

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