sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sem palavras, senhora presidente

A senhora "presidenta" disse que a “Violência de black blocs é “uma barbárie” e que ficou muito triste ao ver um coronel da PM ser “barbaramente agredido”. 

Sem palavras, senhora, sem palavras. Só lamento que haja suficientes pessoas ignorantes ou de má-fé neste país prontos para apoiar as estultices que diz e, pior, para reelegê-la. Pois, senhora "presidenta", após acompanhar o seu governo, não vejo, sinceramente, como alguém que pensa, reflete e age com boa-fé possa apoiá-la e lhe dar um voto. 

Saiba que também lamento pela agressão ao coronel, mas lamento em igual medida, ou em maior medida até, pelos milhares de pessoas barbaramente agredidas pela PM, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em tantos outros lugares. Mas, para esses, a senhora reservou um solene “fodam-se”. Como não lhe rendem homenagens, a senhora e os de sua corte, os chamam de fascistas, anti-democráticos ou coisas piores - como se estivessem olhando diretamente para a própria imagem no espelho... 

Desculpe, presidente, mas sinto vergonha pela senhora e pelo país que elege gente como a senhora e trata dessa maneira quem está na rua enfrentando o terrorismo de Estado e os governos corruptos. 

Isso é indício, quase uma prova, que o seu compromisso não é com o Brasil ou com os brasileiros. Não é com a ética ou com a moralidade, parece claro. Aliás, o vergonhoso leilão do campo de petróleo de Libra, com o exército na rua para ferir quem se manifestou contra esse acinte, indica que não é de jeito nenhum pela democracia que a senhora luta. Muito, muito mesmo, pelo contrário. A democracia lhe dá ódio, horror e certamente medo. 

Mas, vergonha... A senhora sabe o que é isso? No fundo, não deve saber, infelizmente. Se soubesse, provavelmente não usaria a máscara de maquiagem que usa, tanto no rosto, quanto para disfarçar a tragédia econômica que está arquitetando para o nosso futuro. 

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