sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Transportar 500 kg de pó não é coisa que se faça por conta própria, assim, sem ninguém saber

E assim foge a humanidade
A novidade é que o piloto do helicóptero que carregava 500 kg de cocaína ia faturar algo em torno de R$ 50 milhões com a carga. Coitado, ia virar patrão, mas a polícia estragou tudo. Dizem que ia, inclusive, deixar uma gorjeta para os Perrella, que andam em dificuldades financeiras, mas, é claro, não se envolveriam em negócios escusos. E há quem jure que o novo milionário também ia conseguir financiar uns reforços para o time dos patrões, o atual campeão brasileiro Cruzeiro Esporte Clube, que também anda precisando de uma força. 

Outra nova é que o piloto quase milionário resolveu dizer que não tem nada a ver com esse negócio de pó. A culpa agora é do copiloto, que, por sua vez, afirma que podia jurar que transportava “muamba”, não cocaína. Pelo menos ele admite que algo não muito legal estava sendo transportado.  

Falta, porém, uma informação importante, que bem poderia ser divulgada. Parece que o helicóptero estava em terras de alguém quando foi apreendido. De quem? Será possível responder sem melindres? Se quebraram o sigilo telefônico dos patrões e do piloto, se é que isso aconteceu, dá para saber se eles se falaram ou exatamente com quem falaram antes da polícia dar o bote? 

Vai um delicioso hambúrguer de comida para cães com molho de amônia num pão com gergelim? Acompanha brinquedo...

Se a justiça fosse realmente cega,
esta cena seria real. 
O chef Jamie Oliver é persona non grata para a rede de junk food McDonald’s. "An unwelcome person", devem dizer os executivos e acionistas dessa fábrica de lixo alimentar. 

Ele mostrou como são feitos os hambúrgueres que recheiam o pão com gergelim e acompanham os picles dos sanduíches vendidos pelo palhaço Ronnie McDonald’s. 

Se você tem coragem e estômago forte, continue. Senão, pare aqui, pois vai saber o que você e seus filhos ingeriram quando comeram aquele McLanche Feliz.

Para começar, a carne é originalmente alimento para cães, mas tudo bem, isso não é nada. O ruim mesmo vem depois: é lavada com hidróxido de amônia (ou "de amônio", tanto faz).

E para que serve o hidróxido de amônia? Tem certeza de que quer saber?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dizem que Dirceu anda chamando Lula de traíra... e quem disse que não se deve saber das fofocas?

Além de segurar o BO, Dirceu ficou com
a fama de Chefão da Máfia e sofreu
todo o apedrejamento moral
Se você quer conhecer bem alguém, não ouça apenas os amigos, mas, principalmente, o que os inimigos dizem desse alguém. Você deve, estar preparado para cortar excessos das partes: corte parte das qualidades apontadas pelos amigos e outra parte dos defeitos que os inimigos veem. Pronto. Não raro você conseguiu construir uma imagem mais real do que a que teria se ouvisse apenas um lado. 

Para conhecer o governo petista, por exemplo, cabe observar o que seus defensores dizem, é claro. Parece óbvio que há qualidades no que diz respeito aos programas sociais, embora estes possam e claramente devam receber também críticas. Aliás, há muitos pontos críticos no governo petista, mas tudo indica que a subserviência aos banqueiros é o problema maior e é responsável, ainda que não diretamente, pela maior parte das justas críticas que o governo recebe. 

Mas, lembre-se, mesmo que você seja um crítico mordaz, mesmo que babe de ódio sempre que ouve falar de Lula e do PT, admita que sempre há pontos positivos. Em tudo você encontra coisas boas. Como canta Mano Brown do Racionais MCs, “até no lixão nasce flor”. 

No entanto, é preciso buscar o contrapeso dos críticos e nisso a revista Veja é muito útil. Talvez o maior problema da Veja e de outros veículos seja o seguinte: são ótimos em criticar, sabem falar mal com mestria, mas quando apontam um caminho, a gente observa que a proposta é trocar seis por meia dúzia. Em outros termos, falar mal e achar defeitos é algo relativamente fácil, mas as alternativas apresentadas são muitas vezes piores. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro

Segue alerta sobre o uso de drogas como a ritalina, uma bomba, conforme trecho do texto: 
O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.
A coisa parece grave. Vale saber mais sobre isso. 

Reproduzido do Outras Palavras, que reproduziu do Diário do Centro do Mundo, com links no final.

Helicóptero de senador e deputado era usado para transportar pó, mas a culpa é do piloto

No último sábado, um helicóptero da empresa de propriedade do deputado estadual Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrella, foi apreendido com quase 500 quilos de cocaína em uma operação da Polícia Militar de Afonso Cláudio (ES). Ambos são políticos mineiros, mais precisamente do PDT, aquele partido que Brizola criou e que serviu, no Paraná, para abrigar gente como Jaime Lerner, enquanto no Rio de Janeiro alimentou gente como Cesar Maia e sua tropa. 

Como costuma acontecer nesses casos, os Perrella estão pondo a culpa no piloto, que teria furtado a aeronave para fazer o transporte da droga. Pode até ser, pois tudo é possível neste mundo louco, mas eu e você vamos concordar que é algo improvável. O mais provável, porém, é que não se prove nada contra os políticos e o piloto acabe assinando o BO, quem sabe mesmo para livrar os patrões, pois ir contra eles provavelmente não é saudável e ficar do lado deles, ainda que na jaula, pode ser muito útil nesses casos. 

Não parece plausível, porém, supor que os verdadeiros donos do helicóptero não tenham nada a ver com a história. Pode ser, repito, mas não é plausível. Em outros termos: é possível, mas não é provável e a culpa pode ter sido mesmo do piloto, mas com certeza será e não haverá muita discussão sobre o assunto. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Na sociedade do consumo e do prazer, somos cadáveres obcecados por sexo

"(...) Gente sem moral normalmente se considera mais livre,
mas a maioria carece da capacidade de sentir,
de amar. Então, viram swingers, num troca-troca
incessante de parceiro. Morto fodendo morto.
Nenhum senso de humor, nada de brincadeira no jogo deles
– cadáver fodendo cadáver. (...)" - Bukowski.
Segue, no fim do texto, um interessantíssimo trecho de texto de Charles Bukowski no livro “Mulheres”. 

Ninguém pode dizer que Bukowski tenha sido um puritano, pelo contrário. Ele gostava de sexo, parece que bastante. No entanto, o trecho selecionado descreve um certo “nojo” das práticas sexuais mecânicas que encontramos não apenas nos locais citados (Los Angeles, Hollywood, Bel Air, Malibu, Laguna Beach), mas em todo lugar nas últimas décadas, marcadas pela tal “revolução dos costumes”, “revolução sexual” ou outra definição semelhante. 

Na prática, o proibido anda supostamente desaparecido. Você pode tudo. Se você tem algum desejo, tem que realizá-lo. “Tem que” realizá-lo. Não “pode” simplesmente realizá-lo. Não. A realização é obrigatória, a satisfação idem. 

Dizem, então, que não há proibições, que os cerceamentos proibitivos caíram, foram derrubados como o foi a Bastilha e o muro de Berlim. Tolice. Se a realização dos desejos é obrigatória, incisivamente recomendada, a proibição só mudou de lado e, provavelmente, agora se torna mais forte, pois tudo o que se disfarça ganha força extra. 

Na prática, quando os jovens franceses de 1968 diziam que "é proibido proibir", estavam lançando uma maldição contra si próprios e contra as gerações subsequentes.  

Problemas de Curitiba se repetem na Virada/Corrente Cultural

Evento reuniu milhares de pessoas
Problemas apresentados são, na verdade, clássicos e recorrentes

O amigo Bernardo Pilotto faz análise do evento “Virada Cultural/Corrente Cultural”, acontecido em Curitiba há duas semanas. Segundo ele, ocorreram problemas estruturais, alguns graves, outros menos, que já se repetem ano após ano. 

Destaco três tópicos, analisados abaixo: 1. a dupla mensagem do "se beber não dirija", mas não há ônibus; 2. a famigerada dificuldade do policial militar entender que precisa aprender a lidar com cidadãos; 3. as drogas lícitas, no caso a cerveja. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Generalidades do dia 21 de novembro de 2013

“Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre marcados pelo exercício da brutalidade sobre aqueles homens, mulheres e crianças. Esta é a mais terrível de nossas heranças. Mas nossa crescente indignação contra esta herança maldita nos dará forças para, amanhã, conter os possessos e criar aqui, neste país, uma sociedade solidária”. 

Darcy Ribeiro 

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Quer peidar? Peide sem artifícios



O que é um morteiro ou um rojão senão um peido simbólico? Para que peidar desse modo? Quer fazer isso? Vá ao banheiro agora ou, se quiser fazer em público, tudo bem. Só aguente as consequências depois. Mas, morteiros e rojões enlouquecem cães e mesmo algumas pessoas. Mas, temo que de nada adiante dizer isso, pois o fascínio que principalmente os homens associam ao ato de peidar em público é completamente inexplicável e, tudo indica, irresistível para eles.







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Só ele sofre?


Faz sentido... Por que só quando é o Genoíno que sofre a senhora presidente se incomoda? E os outros? Mais um péssimo exemplo da dona Dilma. Ê, como é ruim de jogo essa dona... Sensibilidade e simpatia não são definitivamente os seus pontos fortes. Taí uma coisa que a maquiagem não esconde.

Não queremos que Genoíno sofra, mas olhe pelos outros, dona presidenta!


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H. L. Mencken e sua ácida perspicácia

"O pior governo é o mais moral. Um governo composto de cínicos é frequentemente mais tolerante e humano. Mas, quando os fanáticos tomam o poder, não há limite para a opressão."

"Imoralidade é a moralidade daqueles que se estão a divertir mais do que nós."

"Toda a pessoa normal se sente tentada, de vez em quando, a cuspir nas mãos, içar a bandeira negra e sair por aí cortando gargantas."

"Idealista é quem, notando que uma rosa cheira melhor que um repolho, conclui que é também mais nutritiva."

"Se a experiência pode ensinar-nos seja o que for, ensina-nos isto: um político criterioso, numa democracia, é tão inconcebível quanto um assaltante honesto."

"Bebo para tornar os outros interessantes."


Sobre a práxis contraditória

Sob um vértice, a contradição na práxis pode ser pensada pela dialética no modelo usado por Walter Benjamin no “A obra de arte no tempo de sua reprodutibilidade técnica”: a estetização da política X politização da arte. O primeiro movimento, que é também o de praticamente todas as iniciativas fascistas (como Benjamin parece sugerir), ou seja o de tornar algo (no caso do texto a “obra de arte”) imóvel, petrificado, claramente morto para o pensamento. Já o segundo movimento propõe o oposto como alternativa revolucionária: é preciso fazer das coisas algo vivo, dinâmico, em permanente (ou quase) conflito e luta. 

A estrutura dessa fórmula está explicitada em Lefebvre, no livro “Lógica formal/Lógica dialética”, como a essência da dialética (se é que isso existe). A proposta do fascista é nos fazer crer na aparência como circuito fechado, como imagem pronta. O projeto do comunista, para ambos, seria a de ler as aparências. Para o fascista, uma imagem tem que valer mais que mil palavras e é preciso te convencer disso. A resposta de Benjamin e Lefebvre é a que propõe entender que sem uma palavra, mil imagens são absolutamente inúteis. 

E, que fique claro: fascistas não são exatamente apenas aqueles sujeitos de bigodes e fardas militares, conforme a mídia do século XX estereotipou. O fascismo é uma práxis. Não há roupas ou aparências adequadas para definir um fascista, até porque, sendo uma práxis, pode ser remetida a uma lógica subjetiva (fundante de uma pessoa, um sujeito, de uma sujeição a uma ideologia) que, não raro, assume diferentes formas, muitas vezes objetivamente contraditórias e até mesmo embrulhadas por uma suposta e simpática amistosidade e cheias de boas intenções. 

O lado negro da contratação de serviços e compra de produtos

Contratou serviço? Parabéns, você ganhou de brinde pelo menos um problema. Isso se o serviço for bom. Se não for, vai ter vários problemas. 

Toda empresa tem uma tal “missão” definida sempre como algo nobre e de interesse público. Algo bonito de ver, bonito de ler. Na prática, o cliente (também chamado consumidor), se acreditar piamente nessa missão, poderá estar claramente comprando gato por lebre. Muitos clientes entendem que a verdadeira missão da maior parte das empresas é faturar em cima deles, do jeito que for, o mais que puder. 

Meio engraçado é ler que a “missão” é algo como a razão pela qual foi criada e, mais: é mesmo motivo de sua existência. Na prática, embora haja exceções, o empresário cria a empresa com o motivo de ganhar dinheiro para aumentar seu capital e ganhar mais dinheiro. Dizem por aí que, como desafortunadamente tem que realizar alguma tarefa para isso e, para desviar a atenção daquele motivo primordial, oferece uma mercadoria ou serviço, ou ambos. Não raro, o empresário não conhece muito (às vezes nada) do produto que oferece e foca apenas na perspectiva de um bom negócio. Seu métier parece ser faturar em primeiro, segundo e terceiro lugar. Depois, bem depois, a gente pensa no serviço ou no produto. 

Vícios privados, benefícios públicos

Em um dia que já se perde no tempo, uma pessoa me disse o seguinte: se um empresário puder oferecer um serviço sofrível, tanto melhor; se não puder, tem que investir na tal “qualidade”. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Banalidades do dia 20 de novembro de 2013




Coisa de homem

Homens costumam fazer coisas assim. 

Se você é homem, sabe bem disso; se não é, já deve ter percebido. 






Morar no Rio...

Saudade, mas com aquelas "coisas" de prefeito e governador... com aquela polícia militar... bem, saí do Rio em parte por conta de não querer mais lidar com esses problemas. Fora o calor de 50º com umidade de 100%. O preço dos imóveis também não é convidativo, mas teve elevação irreal a partir dos governos de Cesar Maia, "filho" de Brizola (esse era o maior problema do homem: não escolhia bem as companhias) e "pai" disso aí que é prefeito hoje, aliado da elite torpe da cidade, de gente da pior qualidade e mentalidade de nouveau riche, que, cá entre nós, costuma ser o tipo de pessoa mais tosca e destrutiva que há.




Sabedoria

Quando eu era criança, década de 1960, havia aquela coisa "contracultural", rock'n'roll, uh, liberação sexual etc. Um dos principais hits musicais da época era a música "Com mais de 30", de Marcos Valle, baseada numa mitológica palavra de ordem em voga: "Não confie em ninguém com mais de 30 anos". Hoje, sei que essa proposição é uma estupidez inimaginável. 

Ser jovem é bom, mas, como lembrava o sábio Nelson Rodrigues, "O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência". 



Com referência a uma certa pornografia

Pornografia jornalística: exposição, com justificativa informativa ou formativa, de fatos, acompanhados ou não de imagens, que objetivam prioritariamente a estimulação instintiva como isca para prender a atenção. Parte fundamental do que ficou conhecido como "jornalismo sensacionalista". 


Originalmente, porém, o termo "pornografia" deriva da descrição escrita da vida das prostitutas. Combinação das palavras gregas porni (prostituta) e graphein (escrita). 

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E, em Curitiba, dizem que, para evitar "prejuízos", o sindicato dos comerciantes conseguiu barrar o feriado da Consciência Negra. Resultado: hoje, muita gente se recusa a gastar sequer um centavo no comércio. Elas por elas. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sakamoto denuncia a criação de um "apartheid" digital

Eduardo Cunha (PMDB-RJ): aliado das teles, nosso inimigo
Leia o texto enquanto o seu acesso à internet ainda permite. Mais um pouco e nada mais será como antes. Não esqueça o nome do deputado que representa as "teles": Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. E não deixe de saber como cada deputado votará no projeto de lei do Marco Civil da internet. 

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Marco Civil: Estão querendo criar “gente diferenciada” na internet

Leonardo Sakamoto 12/11/2013

Pode ser votado, nesta semana, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que tende a ser um divisor de águas entre a internet que hoje conhecemos e o que querem fazer dela as operadoras de telecomunicações no Brasil. Construído ao longo de anos, num processo com participação da sociedade, o Marco Civil da internet está pronto para ser aprovado. O documento é uma espécie de “Constituição'' da internet, uma carta de princípios que prevê os direitos dos usuários e deveres das prestadoras de serviço e do Estado.

O texto, que tramita em regime de urgência a pedido do Planalto por conta das denúncias de espionagem – via rede – pelos Estados Unidos, está trancando a pauta da Câmara desde o final de outubro. Ou seja, precisa ser votado para que outras coisas possam ser decididas.

Na última terça, o relator do Marco Civil, deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), apresentou a última versão de seu relatório. O texto conta com o apoio do governo federal, de setores da oposição, de parcela significativa da sociedade civil e de empresas que produzem conteúdo, como editoras de revistas, jornais, sites e emissoras de rádio e televisão.

Afinal, sem uma rede neutra, para além da cobrança diferenciada pela velocidade de acesso, haverá também pedágios internos de acordo com o conteúdo acessado.
Hein? Explico: Alguns sites poderão fazer acordos comerciais com as operadoras e carregarão mais rapidamente. E outros, que não terão condições de pagar pelo camarote, ficarão pra trás.
Isso acabaria com a lógica de não hierarquização da internet e com o próprio DNA da rede. É por isso que a pauta da neutralidade está em disputa em todo o mundo. E é por isso que o mundo todo está de olho na lei que o Brasil está prestes a aprovar.
Daí você me pergunta: “Mas, japa, se tem tanta gente curtindo a ideia, por que ela não vai para frente?''

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

As 10 mais: conheça as corporações que controlam tudo, até os seus desejos (ou principalmente eles)


Vaidapé & Outras Palavras: Ouvidor da PM apoia desmilitarização

Mais uma voz pela desmilitarização: ouvidor Luiz Gonzaga Dantas

Luiz Gonzaga Dantas critica conduta da corporação e sugere: desmilitarização deve ser adotada como solução para a violência

Por Paulo Motoryn, da Revista Vaidapé

Em conversa com a reportagem da Revista Vaidapé, após debate promovido na PUC, o ouvidor da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas, revelou que o cargo que ocupa – por ter total independência da corporação – abre a possibilidade de possuir uma visão crítica da atuação policial, de seus defeitos e avanços na relação com os cidadãos.

Responsável por aglutinar todas as reclamações e denúncias feitas contra a Polícia paulista pela sociedade civil e repassá-las ao Governador e ao Secretário de Segurança Pública do Estado – atualmente o promotor Fernando Grella –, Gonzaga admitiu que a truculência, a falta de habilidade no trato com os cidadãos e os altos índices de mortes são os principais pontos a serem destacados na atuação da PM.

Questionado sobre as causas que poderiam levar à postura violenta dos Policiais Militares, o ouvidor identificou a baixa carga-horária da disciplina de Direitos Humanos nos cursos de formação como fator relevante – reforçando, portanto, argumento do tenente Adilson Paes de Souza, defendido em tese apresentada na Faculdade de Direito da USP em 2011.
A peculiaridade de a Polícia ser militar, e não civil, ressoa no comportamento dos policiais por fazerem parte de uma corporação essencialmente bélica
Gonzaga ainda disse acompanhar a opinião de relatório produzido pela ONU no ano passado em que a desmilitarização das Polícias é vista como primordial para que diminuam as ocorrências de violência promovida por agentes estatais. Assim, afirma, é possível ir à raiz do problema.

“A peculiaridade de a Polícia ser militar, e não civil, ressoa no comportamento dos policiais por fazerem parte de uma corporação essencialmente bélica”, explicou. A tese de que a militarização representa a origem da violência policial ganhou ressonância após a recomendação da ONU e começa a ganhar força na sociedade civil.

A intensa repressão nas manifestações de rua, com abordagens violentas e prisões arbitrárias, deu ainda mais fôlego para o debate sobre a desmilitarização. É preciso lembrar, no entanto, que as críticas vão muito além do arsenal de armas menos letais disparadas nos protestos no centro da cidade, mas se motivam principalmente pela grande quantidade de jovens negros e das periferias mortos em abordagens policiais.

Só na cidade de São Paulo, 624 jovens foram vítimas de homicídio em 2011. 57% eram negros. Os números doem, crescem e escancaram uma sociedade que aceita e naturaliza uma cultura de criminalização da pobreza, racismo e repressão.

Publicado em 8 de novembro de 2013 em http://outraspalavras.net/blog/2013/11/08/ouvidor-da-pm-apoia-desmilitarizacao/

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quem te viu, quem te vê

Pode ser que poucos lembrem, pode ser que muitos tenham esquecido. Mas, pelos idos de 1986 ou 1987, no tempo da Assembleia Nacional Constituinte, aquela que desenhou e formalizou a Constituição Brasileira apresentada em 1988, houve um dito que ficou famoso. Foi ele o “É dando que se recebe”, cunhado pelo deputado federal Roberto Cardoso Alves, inspirado no famoso dito cristão atribuído a São Francisco de Assis. 

Ontem

À época, havia um partido que compunha a oposição ao governo e ao regime, cujos deputados constituintes se destacaram, entre outros feitos, por ir radicalmente contra não apenas o dito de Cardoso Alves, como principalmente contra a filosofia que orientava essa mentalidade. Esse partido era o Partido dos Trabalhadores, o PT. 

Dar para receber significava se vender, se corromper. O deputado Cardoso Alves fazia parte de um grupo político que costumava ser chamado de “Centrão” e cuja particularidade era a venalidade ou o “fisiologismo”, conforme se dizia à época. E o termo “fisiologismo” é definido exatamente por ser a razão (ou desrazão) política que se resume à busca de favorecimentos em troca de ações. 

Naquela época, os maiores críticos ao fisiologismo “franciscano” foram exatamente os deputados ditos “progressistas”, cujo grupo era composto em grande parte por filiados ao mesmo PT. 

O tempo passa e, infelizmente, costuma desfazer convicções e contrariar certezas. O PT chegou ao poder em 2003, através de seu líder, Luiz Inácio “Lula” da Silva, que foi deputado na Assembleia Constituinte e um dos mais contundentes críticos do fisiologismo. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sem palavras, senhora presidente

A senhora "presidenta" disse que a “Violência de black blocs é “uma barbárie” e que ficou muito triste ao ver um coronel da PM ser “barbaramente agredido”. 

Sem palavras, senhora, sem palavras. Só lamento que haja suficientes pessoas ignorantes ou de má-fé neste país prontos para apoiar as estultices que diz e, pior, para reelegê-la. Pois, senhora "presidenta", após acompanhar o seu governo, não vejo, sinceramente, como alguém que pensa, reflete e age com boa-fé possa apoiá-la e lhe dar um voto. 

Saiba que também lamento pela agressão ao coronel, mas lamento em igual medida, ou em maior medida até, pelos milhares de pessoas barbaramente agredidas pela PM, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em tantos outros lugares. Mas, para esses, a senhora reservou um solene “fodam-se”. Como não lhe rendem homenagens, a senhora e os de sua corte, os chamam de fascistas, anti-democráticos ou coisas piores - como se estivessem olhando diretamente para a própria imagem no espelho... 

Desculpe, presidente, mas sinto vergonha pela senhora e pelo país que elege gente como a senhora e trata dessa maneira quem está na rua enfrentando o terrorismo de Estado e os governos corruptos. 

Isso é indício, quase uma prova, que o seu compromisso não é com o Brasil ou com os brasileiros. Não é com a ética ou com a moralidade, parece claro. Aliás, o vergonhoso leilão do campo de petróleo de Libra, com o exército na rua para ferir quem se manifestou contra esse acinte, indica que não é de jeito nenhum pela democracia que a senhora luta. Muito, muito mesmo, pelo contrário. A democracia lhe dá ódio, horror e certamente medo. 

Mas, vergonha... A senhora sabe o que é isso? No fundo, não deve saber, infelizmente. Se soubesse, provavelmente não usaria a máscara de maquiagem que usa, tanto no rosto, quanto para disfarçar a tragédia econômica que está arquitetando para o nosso futuro. 

País do Terceiro Mundo, elite de quinta categoria

Imprensa de província é isso. 

Nas "Oropa" tem "manifestante", já aqui é baderneiro e vândalo, assim como favelado é sempre bandido e rico é apenas "acusado de cometer crime" e "suposto" criminoso. 

Devemos, assim, agradecer ao "doutor" Roberto Marinho, ao "doutor" Frias, à Família Nascimento Brito e congêneres, pela merda de imprensa que nos legaram. 

Aos lacaios que ajudam a mantê-la, devemos também nosso reconhecimento. Sem o "eficiente" trabalho que realizam, possivelmente teríamos dificuldade de ser tão estúpidos a ponto de eleger Collor, FHC (duas vezes), Lula (outras duas vezes) e a "genta presidenta" dona Dilma, que não só se maquia muito, como aparentemente faz isso também com os números da economia brasileira. 

O trabalho de desinformação e emburrecimento que a imprensa nacional realiza é de valor inestimável. 

É nessas horas que dá vergonha de ter nascido neste país do Terceiro Mundo cuja elite é de quinta categoria.