sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Prender gente pacífica é fácil ou Que papelão da dona chefona da Civil carioca!

Cena que se repete: a polícia agride covardemente gente desarmada.
Já dos tais "vândalos" eles correm. Haverá conluio ou medo?
Assistia televisão ontem pela noite, quando ouço a bam-bam-bam da Polícia Civil Carioca dizer que há total fundamento na prisão dos 60 manifestantes no dia 15. Disse, ainda, que eles responderão por “formação de quadrilha” e “dano ao patrimônio público”. 

Mal a senhora acaba de falar e o leitor de teleprompter que apresentava o telejornal chama um colega que cobre, desde junho, as manifestações no Rio de Janeiro. E o que o repórter diz? Que a maioria das pessoas presas nada estavam fazendo. NADA. Estavam tranquilamente sentadas na escadaria da Câmara Municipal, conversando etc. 

E, enquanto ele falava, houve o filme mostrando o momento da prisão. Era verdade. Os perigosos quadrilheiros estavam causando danos irreparáveis ao patrimônio público, conversando, sentados na dita escadaria. 

Ou seja, tanto o jornalista quanto as imagens desmentiram de forma definitiva a chefona da Civil carioca. Engraçado seria retornar a palavra para ela. 

E agora? Que moral tem essa senhora? A quem ela estava servindo ao dar declarações tão imprudentes?

E os PMs? O jornalista sugeriu, meio temeroso, que parece haver um conluio entre os tais “vândalos” e os PMs. Por quê? Em todas as manifestações se repete a mesma história, do mesmo jeito, mas a polícia, que deveria ser inteligente para prever situações, não prevê nada e deixa a coisa rolar sempre do mesmo modo. Aí, depois, parte para cima e, parece, visa os que estavam se manifestando pacificamente. 

Para mim, há duas formas de entender isso: 

1) Boa parte dos “vândalos” são da P2 ou são pagos para serem vândalos;

2) Os PMs se borram de medo dos “vândalos” e, como ficou claro nas imagens, só chegam com vontade em quem é de paz e isso tem ficado claro em inúmeros vídeos gravados nas manifestações.

Agora, que papelão o da senhora policial civil. Mostrou que não sabe do que está falando ou sabe e está tirando onda com a cara do espectador que a assiste falar, claramente dizendo: eu quero que seja assim e assim será. No melhor estilo arrogante de ser, que é mais próprio de foras da lei do que de autoridades. Pelo menos, deveria ser.

Que feio. 

Bem, resta esperar que melhores dias virão, embora nada indique isso. 

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