quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Rio ferve nas praças e avenidas, já em Curitiba beber continua sendo "legítima defesa"

As aparências enganam.
Quem combatia a ditadura militar,
hoje usa o poder militar para reprimir.
Cabral e Paes são apoiados pelo PT.
O Rio ferve com jovens guerreiros nas ruas enfrentando o Leviatã que envia a polícia truculenta e, em diversos casos, mesmo criminosa, para reprimir e afugentar as pessoas das ruas. Aliás, são os únicos que têm coragem para enfrentar o Estado terrorista de Sergio "bundinha de algodão" Cabral e Eduardo Paes, os fascistas de plantão apoiados pelo PT.

A tropa de choque petista, aquela que defende o péssimo grupo que se instalou no poder federal, fica louca e acusa os manifestantes de serem vândalos, golpistas etc. Tratam os manifestantes como muitos deles próprios, quando não tinham poder e militavam nos movimentos populares, eram tratados, como os "subversivos" eram tratados na ditadura militar. Aliás, a semelhança do PT com a ARENA está cada vez maior. E cabe lembrar que o vice do prefeito do Rio, o nojento Paes, é do PT e, é claro, está dando total apoio a toda a repressão terrorista que vitima os jovens black blocs, mas também professores e professoras que somente pedem mais respeito e melhores condições de ensino e de vida. 

A chamada grande mídia está do lado do poder, como sempre, ao contrário do que os que ocupam o poder dizem. Provavelmente graças à ação do "eficientíssimo" ministro paranaense Paulo Bernardo, que parece ser marido da "eficientíssima" ministra também paranaense Gleisi, a amiga dos ruralistas. Essa mídia mente e mente, torce e torce os fatos, embora haja exceções pouco divulgadas pela própria grande mídia, conforme o vídeo divulgado pelo O Globo e que mostra alguns criminosos fardados cometendo, em franco flagrante, o crime de forjar provas para deter um menino que não cometeu crime nenhum. 
Ele disse que, em Curitiba,
beber é legítima defesa.
Morreu afogado em álcool.

De tudo isso, fica a impressão de que Cabral e Paes estão com os dias contados e, se isso não acontecer, eles próprios ou os que eles apoiarem governarão em permanente estado de crise. O que as pessoas que se revoltam com esses pulhas precisam entender claramente é que Cabral e Paes fazem parte de um time que inclui os ocupantes do Palácio do Planalto. E precisam entender que é fundamental tirar esse time de lá. São onze anos e não venham me dizer que com o Lula era diferente. Ele é o patrão desse grupo, que só age sob sua benção. 

Outra perspectiva que parece certa é o fim dessa tropa de ocupação colonial com data de validade vencida que é a Polícia Militar. Digo, digo e repito: há excelentes pessoas na polícia militar, o que não presta é a instituição, pelo fato de ser uma tropa militar contra a população. Serve basicamente para defender bandidos ricos e mandato de políticos, não raro, corruptos. 

Já em Curitiba...


Em Curitiba, nada acontece. Ou melhor, deve acontecer, mas, como sempre na cidade, nas vielas escuras, debaixo de panos e cobertores, nas famosas "vidas duplas", com cocaína, crack e outras drogas menos cotadas, com a estética punk, que sempre significou rebeldia, nunca desejo de mudar nada. Em Curitiba, tudo indica que a expressão da revolta se resume a encher a cara no bar ao som do "bom e velho" rock'n'roll. 

Não há revolucionários em Curitiba, há rebeldes, punks, "indies", roqueiros, carecas etc. E esse pessoal não quer mudar nada, pelo contrário. Quer apenas o seu lugar ao sol ou um canto numa rua escura para "fumar um", cheirar, beber, vomitar e cair. 
Não se iluda.
A cara de mau é só pantomima.
O rock é conservador e
o roqueiro careta.

Do outro lado, há os "espertos", os que estão sempre "se virando", os malandros bem trajados, barbeados e que têm até mesmo cargos públicos, empresariam, advogam. A diferença maior entre um típico malandro carioca e um malandro curitibano é, sem dúvida, a aparência e, em muitos casos, até mesmo o perfume, pois boa parte dos malacos curitibanos usam bons perfumes, penteiam o cabelo com gel e gostam de gravatas italianas. Os malandros cariocas gingam, se vestem de forma simples e até fedem. Além de não terem nem de perto a boa aparência da autêntica maloqueirada fina curitibana. 

Cada lugar com suas virtudes e seus podres. Não é possível generalizar, é certo. Há gente muito boa e muito má em todos os lugares, há rebeldes toscos no Rio e há evidentemente revolucionários e guerreiros em Curitiba. Mas há caricaturas tão flagrantes que não se pode calar ao vê-las. 

Dalton Trevisan, um dos verdadeiros guerreiros e revolucionários curitibanos, já falou bastante sobre isso. Já falou das duas caras curitibanas, vale a pena ler. Paulo Leminski, que me pareceu sempre com um pé em cada um dos lados citados, também comentou algo sobre isso. E, com seu humor negro, disse um dia: "Beber em Curitiba não é vício, é legítima defesa". Não posso concordar, moro em Curitiba e não bebo, mas digo que faz sentido para quem vive aqui. E lamento, é claro. Afinal, Leminski, de tão curitibano, morreu afogado em álcool. 

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