terça-feira, 29 de outubro de 2013

“Estamos forçando a população a pensar de uma única forma”, diz relator da ONU

Em entrevista ao Brasil de Fato, Frank La Rue recorda que a concentração da comunicação leva à concentração de poder político

18/10/2013 – Tatiana Lima, do Rio de Janeiro (RJ)

Desde as manifestações deflagradas em junho, a credibilidade de jornais e redes de televisão são alvos de críticas por parte da população que participa dos protestos. Principalmente, após vídeos, fotos e depoimentos postados em redes sociais como Facebook e Yotube, feitos por manifestantes durante os atos. Cartazes e faixas com dizeres como “Abaixo a Rede Globo” e “Ocupe a Mídia” tem sido a tônica de manifestações no Rio e em outras cidades do país.

Segundo Frank La Rue, relator especial para a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão da ONU, essa insatisfação popular é reflexo da falta de pluralidade de vozes e da concentração dos meios de comunicação nas democracias da América Latina, dentre elas, na do Brasil.

Para ele, enquanto existir somente uma visão comercial da imprensa, a liberdade de expressão e a própria democracia estão ameaçadas. “Estamos forçando a população a pensar de uma única forma”, alerta.
O perigo é a blindagem de governos ruins e corruptos. (...) E isso pode ser muito perigoso para a democracia. Por isso, romper com o monopólio das comunicações é uma prioridade.

sábado, 26 de outubro de 2013

Lição das “Jornadas de Junho”: ou democracia se faz nas ruas ou não se faz

Leio análise publicada no sítio Outras Palavras sobre as manifestações de junho (que continuam, em diferentes escalas, em diversas cidades, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, tradicionalmente as locomotivas das ideias, modas e costumes no Brasil). 

O autor, Luís Fernando Vitagliano, tece uma hábil teia de ideias e comentários, focando diferentes interpretações sobre o que ele chama charmosamente de “Jornadas de Junho”, nome que deve ter sido escolhido para batizar o conjunto de manifestações, tão vazio quanto “Primavera Árabe”. Nomes que não dizem tudo e não dizem nada. 

Em destaque, as interpretações dadas, como a de Marilena Chauí, intelectual que parece estar claramente desfocada e classifica todo o ocorrido como manifestações fascistas. Há a de Lula, também, que, é claro, oportunisticamente, como praticamente tudo o que o ex-sindicalista e ex-presidente fez na vida, puxa a brasa para a sardinha do próprio, dizendo que é pela melhoria das condições de vida da população que houve as tais “Jornadas de Junho”. As pessoas ascenderam socialmente e ficaram mais exigentes, diz Lula. Uma interpretação bem mais inteligente que a de Chauí, sem dúvida. 

O autor, ele mesmo, tem sua consciente proposta de interpretação. E talvez esse seja o problema. 

Ele tenta pensar as condições históricas dos acontecimentos, mas me parece parar num ponto fundamental: manifestações como essas são essencialmente democráticas, ao contrário do que diz a turma do PT, com exceção de Lula, que é muito mais esperto do que todo o conjunto de políticos de seu partido. E, me parece, esse é o ponto a ser destacado, sejam lá quais tenham sido as motivações, até porque foram inúmeras, bem ao estilo descrito por Michael Hardt e Antonio Negri como uma “Multidão”. Unida em inúmeros pontos, mas essencialmente multifacetada em seus propósitos. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Governo faz strip-tease, mostra qual sua verdadeira natureza, diz Requião

Requião, sobre o leilão de Libra: 


"Vejo um lado bom nisso tudo: Nosso governo está fazendo um strip-tease, está desfilando sem a fantasia, está sem máscara e mostrando qual é a sua verdadeira natureza programática e ideológica e isso vai, sem sombra de dúvida, pesar nas próximas eleições". 

E mais: diz que a única explicação para o leilão é o desespero, pois a economia brasileira acumula erros históricos, anteriores aos governos Lula/Dilma, mas continuados por estes, e que, agora, o que se tenta é minimizar esses problemas até a eleição. 

Com relação a isto, eu já venho pontuando que há problemas graves, como a desindustrialização, e que certos porta-vozes, como a revista The Economist e o jornal Financial Times, vêm sinalizando que o tal "mercado" está olhando torto para a economia brasileira. 

Requião diz ainda que Dilma é pior que FHC no que diz respeito ao setor petroleiro. 

Ih, sujou, presidenta maquiada... Ser "pior que FHC" suja de lama o curriculum de qualquer um, porque o governo tucano foi péssimo: subserviente e incompetente. O problema é que o governo do PT, inclusive de Lula, "O Casto", não foi tão melhor assim. Tire-se o alívio proporcionado pelas bolsas para boa parte da população e o que resta? Mesmo assim, é bom saber: quem paga as bolsas é o assalariado, aquele que nem imposto sobre a renda deveria pagar, simplesmente porque salário não é renda. 
As duas caras de Dilma

Aí, vem uma tal socióloga e diz que a "classe média" odeia o Bolsa-Família por preconceito. Ora, claro que há preconceito, mas também há conceito nessa história. É a classe intermediária, a tal "média", que paga as bolsas, integralmente. O andar de cima, os ricos, não pagam nada e são tratados a pão de ló pelo governo do partido que um dia se disse dos trabalhadores. 

Veja e ouça o pronunciamento de Requião acessando o link:
http://www.robertorequiao.com.br/requiao-diz-que-nunca-viu-nada-tao-constrangedor-como-o-leilao-de-libra/

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Fora com os arrivistas

Leio que a presidente da República acredita que o seu poder, o Executivo, está acima de todos os outros e dispensa a Geap Autogestão em Saúde (uma fundação de direito privado), de concorrer com outras operadoras de planos de saúde na oferta de planos de saúde para servidores públicos. Segundo matéria do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, fala-se de 3 milhões de usuários (tudo isso?) e de R$ 10 bilhões anuais. É muita gente e muito dinheiro e, segundo o jornal, 


“A Geap teve como dirigentes quadros do PT e está sob a influência do partido - os ministérios patrocinadores indicavam seus dirigentes”. 

Vou resumir o filme: quando fomos às urnas para eleger Lula em 2002, se é que você fez isso, não elegemos um estadista, muito menos um grupo político. Elegemos um arrivista* e, como disse Florestan Fernandes, “um grupo de sindicalistas querendo melhorar de vida”. 

Os sindicalistas melhoraram de vida e se tornaram pessoas distintas, que agora são chamadas até de “doutô”. Aí, grudaram na carne e dela pretendem viver como um tipo de verme. A sua carne, a minha carne. Nós é que estamos pagando os regabofes desse pessoal, as migalhas que eles jogam para um lado e o caviar que servem a seus patrões, o grupo de grandes banqueiros, ou, talvez mais precisamente, os financistas. 

Em 2014, será, só de pagamento da dívida que Lula disse paga, um trilhão de reais. Já imaginou esse dinheiro no nosso bolso, para melhores serviços públicos? Isso, fora a farra da Copa... O estádio de Curitiba, o do Atlético Paranaense, quem você acha que está pagando e quem vai pagar, no final? 

Não creio que haja grande diferença entre esses arrivistas e outros que pretendem também chegar ao poder máximo da Nação (sim, Nação, embora esse tal Brasil, hoje, aparente ser um simples balcão de negócios, pode e deve, ao menos por respeito, ser tratado como Nação), mas penso que doze anos com essa trupe já foram suficientes para saber aonde vamos desse jeito. 

Por isso, tenho proposto o voto “Fora PTraidores”. Se no segundo turno a opção for entre esse grupo e qualquer outro, até mesmo o diabo, com ou sem rabo e chifres, só tenho uma certeza: no PT eu não voto. 

Não me parece haver, neste exato momento, uma opção política para o poder hegemônico que se apresente substancialmente melhor do que o atual grupo. Só que este já está no poder há onze anos e completará doze ano que vem. Isso significa três mandatos e significa que esse grupo já está expert, já vai criando raízes no Poder Executivo Federal. Mais: não investe no Estado, mas pretende transformar o Governo em Estado, pois tem quase 100 mil comissionados em ação intestina e, segundo uma série de denúncias, vem fazendo em todos os níveis o que pretende fazer com a Geap: aparelhar serviços, sistemas e programas diversos. O que significa isso? Que para ter acesso a eles, tanto para neles trabalhar como para obter serviços, o cidadão deve considerar filiação ou algum tipo de adesão ao partido. 

No caso da filiação, como é o partido que está ajudando o sujeito a obter emprego e salário, este deve destinar uma parte de seus ganhos ao partido, segundo consta de conversas que venho tendo com o pessoal de saúde. Logo, forma-se um partido forte para se manter no poder, não para servir à sociedade que o viu nascer, nele investiu e nele confiou. 

Não foi para isso que elegemos Lula e Dilma. Não foi para entregar o petróleo e para vê-los apoiar políticos desqualificáveis como Sergio Cabral e Paes, no Rio, Sarney e tantos outros. Não foi para nos endividar, não foi para usar força repressiva contra cidadãos. 

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PS: Por que no Brasil a “urna eletrônica” parece ser inquestionável? Você confia nela? 

* Uma boa definição do que é um arrivista pode ser encontrada em (http://www.dicionarioinformal.com.br/arrivista/): 

“Indivíduo ambicioso que deseja subir socialmente usando quaisquer recursos, inclusive aqueles que a própria sociedade condena. Geralmente o arrivista não é muito bem visto, mas não deixa de comer os restos das festas. Vem do francês arriviste, do verbo arriver – subir” (Na verdade, "arriver" não é exatamente subir, mas "subir na vida", "obter êxito").

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Requião: PT, o Exército e o leilão sem debate

“O que está acontecendo no Brasil? O Governo quer leiloar o campo petrolífero de Libra, que pode ter 15 bilhões de barris de petróleo, e não tem justificativa nenhuma para isso”, afirmou o senador Roberto Requião (PMDB/PR)

Para Requião, o leilão do Campo de Libra, marcado para o próximo dia 21, “é um crime contra o Brasil. Um absurdo”. Ele comunicou que, junto com os senadores Pedro Simon (PMDB/RS) e Randolfe Rodrigues (Psol/AP), há mais de um mês entrou com um projeto de decreto legislativo para anular a licitação. No entanto, o projeto não tramitou no Senado

“Estão entregando o petróleo brasileiro, mesmo depois do escândalo da espionagem da Petrobrás, do Ministério dos Transportes e até do telefone particular da presidente Dilma (Rousseff)”, completou.

“Se negaram a debater a questão. Sonegaram do Congresso o contraditório. Não é um parlamento mais. É um grande espaço de silêncio em troca de emendas e de favores. Eu estou profundamente indignado com isso tudo”, criticou. O senador ainda cita outro fato grave: o uso do Exército para fazer a segurança do leilão.

“Isto está causando a indignação dos movimentos populares, dos setores mais esclarecidos do país. Mas a imprensa toda está a favor do entreguismo. Porque na verdade, hoje, PSDB e PSB estão todos nesta visão entreguista. Eles querem só derrubar o PT para fazer o mesmo, mas sem os programas sociais”, afirmou.

“Eu pergunto a você, que como eu votou e lutou pela Dilma: era isso que a gente esperava? E eu pergunto ao PT: foi isso que nós propusemos na campanha? E eu pergunto ao PMDB: foi por isso que nós apoiamos a presidente Dilma? Não. Não foi”.

Reservas – O Campo de Libra está localizado na camada de pré-sal na Bacia de Santos, em São Paulo, e deve produzir pelo menos um milhão de barris por dia, o equivalente à metade do que o país extrai atualmente. No projeto, espera-se instalar de 12 a 18 plataformas de grande porte.

Tratar-se de um campo já perfurado e testado. A Petrobras pagou à União pelo Campo. Pela cessão, deveria extrair 5 bilhões de barris, mas, depois das perfurações, encontrou reservas equivalentes a 24 bilhões de barris. Pela lei, a União deveria negociar um contrato de partilha com a empresa pelos 19 bilhões excedentes, mas, em vez disso, resolveu leiloar o campo.

Fonte: Site do Senador

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Prender gente pacífica é fácil ou Que papelão da dona chefona da Civil carioca!

Cena que se repete: a polícia agride covardemente gente desarmada.
Já dos tais "vândalos" eles correm. Haverá conluio ou medo?
Assistia televisão ontem pela noite, quando ouço a bam-bam-bam da Polícia Civil Carioca dizer que há total fundamento na prisão dos 60 manifestantes no dia 15. Disse, ainda, que eles responderão por “formação de quadrilha” e “dano ao patrimônio público”. 

Mal a senhora acaba de falar e o leitor de teleprompter que apresentava o telejornal chama um colega que cobre, desde junho, as manifestações no Rio de Janeiro. E o que o repórter diz? Que a maioria das pessoas presas nada estavam fazendo. NADA. Estavam tranquilamente sentadas na escadaria da Câmara Municipal, conversando etc. 

E, enquanto ele falava, houve o filme mostrando o momento da prisão. Era verdade. Os perigosos quadrilheiros estavam causando danos irreparáveis ao patrimônio público, conversando, sentados na dita escadaria. 

Ou seja, tanto o jornalista quanto as imagens desmentiram de forma definitiva a chefona da Civil carioca. Engraçado seria retornar a palavra para ela. 

E agora? Que moral tem essa senhora? A quem ela estava servindo ao dar declarações tão imprudentes?

E os PMs? O jornalista sugeriu, meio temeroso, que parece haver um conluio entre os tais “vândalos” e os PMs. Por quê? Em todas as manifestações se repete a mesma história, do mesmo jeito, mas a polícia, que deveria ser inteligente para prever situações, não prevê nada e deixa a coisa rolar sempre do mesmo modo. Aí, depois, parte para cima e, parece, visa os que estavam se manifestando pacificamente. 

Para mim, há duas formas de entender isso: 

1) Boa parte dos “vândalos” são da P2 ou são pagos para serem vândalos;

2) Os PMs se borram de medo dos “vândalos” e, como ficou claro nas imagens, só chegam com vontade em quem é de paz e isso tem ficado claro em inúmeros vídeos gravados nas manifestações.

Agora, que papelão o da senhora policial civil. Mostrou que não sabe do que está falando ou sabe e está tirando onda com a cara do espectador que a assiste falar, claramente dizendo: eu quero que seja assim e assim será. No melhor estilo arrogante de ser, que é mais próprio de foras da lei do que de autoridades. Pelo menos, deveria ser.

Que feio. 

Bem, resta esperar que melhores dias virão, embora nada indique isso. 

Você sabe protestar? Aqui, algumas dicas


Manual didático do governo para mostrar como você, carneirinho e ovelhinha, devem se manifestar nas ruas. 

Resumindo: seja ordeiro, cidadão, para os governos que conhecemos, se resume a ser aquele idiota que não fuma, mas quando o faz, joga não guimba de cigarro no chão. Ou aquele outro parvo que forma seu senso crítico através do jornalismo da TV Globo. No caso, siga o conselho de Raul Seixas na música "Só pra variar": seja burro e não sofra tanto. 

Proteste em casa, quieto, é mais seguro. Ou abra uma cerveja e esqueça essa ideia tosca de protestar ou querer uma vida melhor. Se for a um bar, cuidado, a PM pode aparecer e jogar gás e pimenta lá dentro, como fez na Praça São Salvador, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. 

Se a polícia aparecer apanhe calado, pois eles sempre têm razão. Inclusive costumam executar pessoas pelas costas e depois registram a ocorrência como "Auto de Resistência". São gente muito boa, usam fardas e são julgados em tribunal especial. Logo, dizem por aí, podem fazer o que bem quiserem que fica tudo bem no final das contas.

E o PT assumiu: governa com gandola e fuzil.

Leio que o exército sairá às ruas para garantir a dilapidação de uma riqueza nacional claramente proposta pelo governo PTraidor no leilão do pré-sal, campo de Libra. Bem, o PTraidor já sustenta e apoia o governo do Rio de Janeiro, cuja Polícia Militar claramente só serve mesmo para defender o mandato do governador, do prefeito e dos amigos destes, que dilapidam a cidade e são odiados pela maioria. A mesma polícia que fez as desapropriações para a Copa, que massacra professores, se caga diante dos black blocs e prende inocentes. 

Segundo matéria publicada em http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/10/dilma-autorizou-exercito-atuar-no-leilao-do-campo-de-libra-diz-cardozo.html, a presidente maquiada quer as tropas nas ruas contra o povo para garantir que seu governo siga o caminho entreguista e traidor dos ideais em nome dos quais se elegeram ela e seu mestre Lula. Isso significa claramente o que o título desta postagem diz: o PT assumiu o caráter ditatorial que vem marcando uma importante virada na gestão do Estado e não se importa de governar com gandola e fuzil, desde que seus amigos megaempresários e banqueiros fiquem satisfeitos. 

A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal também participarão da repressão ditatorial. 

Engraçado. Uma amiga me diz o seguinte: “Mas, o Brasil esperou tanto tempo para ter uma mulher na Presidência da República e quanto tem é essa decepção”. Como contrariar? 

O mais engraçado. O Exército Brasileiro deveria defender o povo e a Nação, mas, no caso, parece que agirá exatamente contra ambos. Quer dizer, esqueça. Isso não é tão engraçado assim. Ainda mais que para fazer o correto, o Exército deveria é sentar o cacete na presidente e isso seria golpe. Não queremos mais golpes, 1964 foi uma lição inesquecível. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Está difícil ouvir os dois lados: um é mais insano que o outro

Você gostaria de ver essa cena?
Pois fique na vontade.
Polícia fascista prende mais um inocente, desta vez um "terrorista" da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fiocruz. Trata-se de sujeito muito perigoso, armado com ideias e conceitos de justiça e cidadania. Mas, é compreensível: o Estado Terrorista odeia a inteligência, o pensamento e a menor jaula do mundo parece realmente ser a farda do policial militar do Rio de Janeiro, por motivos óbvios. 

Leia sobre mais este absurdo em http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/33883.

E, ainda por cima, a animalesca polícia carioca pega um monte de meninos e meninas que estavam em um ônibus e os leva para um presídio, quando deveria fazer isso com o senhor governador do Rio, com o senhor prefeito da cidade e com boa parte dos integrantes dos primeiros escalões do Governo Federal. 

Pior ainda: policiais militares entram em outro ônibus e pedem a documentação do veículo ao motorista. Como o dito se recusou a obedecer a ordem estúpida, lhe dão coices e o prendem. Sob que alegação é que é o enigma...

Nos intervalos, a tropa defende o mandato do governador Bundinha de Algodão espancando professores e houve o PM que publicou no Facebook foto com o cassetete quebrado e disse: "Foi mal, fessor". Bem, ficou famoso, saiu no New York Times, até. 

Aliás, falando em "fessor", o Sergio Cabral estudou? Sim, porque quando eu o conheci era burro como uma porta... aliás, pior. Daqueles que acreditavam que o muro de Berlim era uma linha imaginária... Conversar com ele era impossível.  

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Direita e esquerda: uma breve proposta de definição e diferenciação, com ajuda de um bom exemplo brasileiro

Para definir direita e esquerda vale saber o que Norberto Bobbio diz, ele que pensou sobre essa definição. Aproximadamente, “Direita” é a tendência política que trabalha no sentido da desigualdade, objetivando a concentração da riqueza; “Esquerda” é aquela outra que trabalha no sentido da igualdade, objetivando a distribuição da riqueza. 

Leia um trecho do texto de Bobbio, que ilustra melhor o que ele próprio quer dizer: 


“A diferença entre direita e esquerda não se manifesta sob forma de tensão entre uma igualdade de direita e uma igualdade de esquerda, mas com base no diverso modo em que é concebida respectivamente pela direita e pela esquerda, a relação entre igualdade e desigualdade. (…) a pessoa de esquerda é aquela que considera mais o que os homens têm em comum do que os divide, e de que a pessoa de direita, ao contrário, dá maior relevância política ao que diferencia um homem do outro do que os une, a diferença entre direita e esquerda revela-se no fato de que, para a pessoa de esquerda a igualdade é a regra e a desigualdade, a exceção. Disso se segue que, para essa pessoa, qualquer forma de desigualdade precisa ser de um modo justificada, ao passo que, para a pessoa de direita, vale exatamente o contrário, ou seja, que a desigualdade é regra e que, se alguma relação de igualdade deve ser acolhida, ela precisa ser devidamente justificada”.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Estado Terrorista do Rio de Janeiro

Perceba quantos fardados da Guarda Pretoriana de Cabral e Paes para
enfrentar uma professora perigosíssima, fortemente armada.
É ou não é um bando de covardes?
Tire-lhes armas, escudos e cassetetes e se revelarão
os maricas que efetivamente são. 
Sou carioca e assisti a evolução do Estado Terrorista do Rio, na forma da mentalidade do "bandido bom é bandido morto", da segurança pública fascista na qual o pobre só recebe a visita do Estado na forma do cassetete e da bala (não de borracha) da polícia. 

Há vinte anos digo que o Rio está criando um monstro. Há vinte anos. Agora, hoje, está aí. E hoje não é só o Rio, embora a pior polícia do mundo seja a carioca, isso dito pela Anistia Internacional, também há muito tempo, pelo menos dez anos. 

Quando cheguei em Curitiba, em 2005, ouvi uma amiga dizer que precisavam de mais polícia. Disse a ela: "Não diga isso. Sou carioca e sei do que estou falando".  O Estado Terrorista usa a polícia supostamente para dar segurança, mas, na prática, é exatamente para amplificar o sentimento de insegurança. Fora isso, gera desgraças e mortes, além de promover um desrespeito diário ao cidadão. 
E, curioso: exatamente no momento em que a realidade econômica ficou mais opressiva, causando mais insegurança em todos nós, é nesse momento que essa mentalidade da Segurança Pública se ergue, é promovida e patrocina exatamente a insegurança dizendo combatê-la*. Desvia a atenção da real insegurança, da ação dos verdadeiros bandidos (megaempresários, banqueiros e políticos corrompidos) para os pobres, que passam a ser massacrados como nunca foram. 

Tudo isso, quando um partido que se criou nas ruas, enfrentando a polícia, está no poder. O governador do Rio de Janeiro e o prefeito da cidade são apoiadíssimos pelo PT, que inclusive participa desses governos. Que vergonha, “companheiros”: um dia enfrentaram a polícia, agora apoiam a repressão, a violência e a tortura. 

* Insegurança por não ter a certeza de conseguir pagar contas, insegurança por conta de não conseguir manter um trabalho decente, pois cada vez mais as empresas ganham força e as estratégias "Gestão de Pessoas" estão sendo implantadas e são efetivamente fascistas, geradores de escravos sorridentes. Insegurança pela implantação da lógica liberal (ou neoliberal), a do Estado Policial, aquela que propõe que você não tenha mais valores, mas apenas preço.

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Segue, abaixo, matéria do Estadão sobre pensamento do pesquisador Francisco Carlos Teixeira da Silva sobre o que está acontecendo no Rio de Janeiro. 


Spray aos baldes

Historiador diz que a polícia da ditadura militar era menos violenta que a atual PM carioca - transformada, segundo ele, em guarda do poder

05 de outubro de 2013

Felipe Werneck - O Estado de S. Paulo

RIO - Desde junho, o professor titular de História Contemporânea da UFRJ Francisco Carlos Teixeira da Silva acompanha de perto as manifestações no Rio. Ele prepara com o documentarista Eryk Rocha, filho de Glauber, um filme sobre o que acontece nas ruas. Na terça, porém, sua proximidade com o tema chegou a deixá-lo sem respiração. Silva recebeu um jato de pimenta de um spray gigante, recente aquisição da Polícia Militar, e precisou tirar a camisa e cobrir o rosto para se proteger das bombas de gás lançadas pelos policiais na Cinelândia.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Rio ferve nas praças e avenidas, já em Curitiba beber continua sendo "legítima defesa"

As aparências enganam.
Quem combatia a ditadura militar,
hoje usa o poder militar para reprimir.
Cabral e Paes são apoiados pelo PT.
O Rio ferve com jovens guerreiros nas ruas enfrentando o Leviatã que envia a polícia truculenta e, em diversos casos, mesmo criminosa, para reprimir e afugentar as pessoas das ruas. Aliás, são os únicos que têm coragem para enfrentar o Estado terrorista de Sergio "bundinha de algodão" Cabral e Eduardo Paes, os fascistas de plantão apoiados pelo PT.

A tropa de choque petista, aquela que defende o péssimo grupo que se instalou no poder federal, fica louca e acusa os manifestantes de serem vândalos, golpistas etc. Tratam os manifestantes como muitos deles próprios, quando não tinham poder e militavam nos movimentos populares, eram tratados, como os "subversivos" eram tratados na ditadura militar. Aliás, a semelhança do PT com a ARENA está cada vez maior. E cabe lembrar que o vice do prefeito do Rio, o nojento Paes, é do PT e, é claro, está dando total apoio a toda a repressão terrorista que vitima os jovens black blocs, mas também professores e professoras que somente pedem mais respeito e melhores condições de ensino e de vida. 

A chamada grande mídia está do lado do poder, como sempre, ao contrário do que os que ocupam o poder dizem. Provavelmente graças à ação do "eficientíssimo" ministro paranaense Paulo Bernardo, que parece ser marido da "eficientíssima" ministra também paranaense Gleisi, a amiga dos ruralistas. Essa mídia mente e mente, torce e torce os fatos, embora haja exceções pouco divulgadas pela própria grande mídia, conforme o vídeo divulgado pelo O Globo e que mostra alguns criminosos fardados cometendo, em franco flagrante, o crime de forjar provas para deter um menino que não cometeu crime nenhum. 
Ele disse que, em Curitiba,
beber é legítima defesa.
Morreu afogado em álcool.

De tudo isso, fica a impressão de que Cabral e Paes estão com os dias contados e, se isso não acontecer, eles próprios ou os que eles apoiarem governarão em permanente estado de crise. O que as pessoas que se revoltam com esses pulhas precisam entender claramente é que Cabral e Paes fazem parte de um time que inclui os ocupantes do Palácio do Planalto. E precisam entender que é fundamental tirar esse time de lá. São onze anos e não venham me dizer que com o Lula era diferente. Ele é o patrão desse grupo, que só age sob sua benção. 

Outra perspectiva que parece certa é o fim dessa tropa de ocupação colonial com data de validade vencida que é a Polícia Militar. Digo, digo e repito: há excelentes pessoas na polícia militar, o que não presta é a instituição, pelo fato de ser uma tropa militar contra a população. Serve basicamente para defender bandidos ricos e mandato de políticos, não raro, corruptos. 

Já em Curitiba...