quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Governo tem muita roupa suja para lavar

Sokol quer rompimento do casal
Marcus Sokol, da direção nacional do PT, está fulo com o vice-presidente Michel Temer, que é do PMDB. Segundo o dirigente, Temer teria sabotado a proposta do plebiscito da presidente Dilma Rousseff, que serviria para ratificar a realização de uma reforma política. Serviria, é bom que se diga, pois parece claro que seria, na prática, mais um golpe: o governo estaria dando uma “resposta às ruas” e, como é bem articulado no Congresso Nacional, caso o plebiscito ratificasse a reforma, teria força para manipular deputados e senadores e sair fortalecido para as próximas eleições. 

Na prática, Temer não se mexeu para agilizar o plebiscito, até porque era obviamente um golpe e tanto ele como a presidente, assim como todo mundo, sabiam disso, inclusive, provavelmente, Sokol. Só que na ética daqueles que ocupam o poder, o que beneficia o opositor costuma ser tratado como golpe, mas o que traz benefícios a si próprio ou a seu grupo é tido como “avanço”. 

De certo modo, porém, iniciativas como a Sokol devem ser bem vindas. O PT se sustenta no poder com alianças nada elogiáveis, como bem se pôde comprovar no episódio conhecido como “Mensalão”. Já é mais que hora das bases do partido se revoltarem com a enxovalhada que o governo petista está dando no nome do partido. No entanto, o que se vê é que quanto mais o grupo que tomou o Estado caga o pau, mais os militantes e simpatizantes têm que se desdobrar para defender o indefensável. Alianças como a que pôs Temer na vice não podem agradar aos militantes autênticos. 


Mas, cá para nós, não há quarenta e tantos ministérios à toa. Eles servem, na maior parte, para empregar os militantes e simpatizantes com cargos comissionados. Isso significa lhes calar a boca e, num plano de compreensão mais amplo, significa a substituição do Estado pelo Governo. E você sabe a gravidade disso? Pois eu lhe explico: o Estado serve ao cidadão, ou deve servir; já o governo serve prioritariamente a si próprio, com raríssimas exceções. Não é preciso desenhar, não é? 

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