quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Elas querem papais (às vezes mamães), eles querem mamães (às vezes papais) e, por isso, abortam a si próprios

Mamães

Leio que amamentar aproxima a mãe do seu filho. É lógico e até mesmo natural pensar assim. Mas, como existem outras formas de entender a realidade que não a lógica ou a natureza, muitas mulheres não entendem isso. Muitas vezes, nem pensam nisso. Ou nem querem saber do assunto. 

Há mulheres que não nasceram para ser mães, todos sabemos. Seja um direito, uma escolha ou uma condição, é fundamental ter consciência disso. Não querem amamentar, simplesmente porque nunca quiseram ser mães. 

Você discorda? Problema seu. E não vale muito a pena incomodar essas criaturas com as ideias pré-moldadas que você cultua como cristalinas e verdadeiras. Nisso, você não está certo, pode ter certeza. Até porque elas também podem estar defendendo ideias pré-moldadas. 


Papais 

Pais, então, poucos homens, hoje, se podem dizer, pois os outros permanecem filhos por toda a vida. São meninos, crianças dependentes e cretinas como todo adulto que só parece adulto. Um filho, se um dia houver, vai ser um competidor, caso haja pelo que competir, ou um companheiro de bar e dos segredos inconfessáveis que os homens julgam ter. Lamentável, mas há quem goste e defenda essa forma de vida. 

Se houver uma filha, o pai liberal se torna moralista, com toda razão, aliás. Ele sabe o que idiotas como ele pensam das mulheres e, mais, sabe o que tolos como ele querem das mulheres. 

Família

O certo é que a família foi o principal alvo de toda a mudança de paradigma ocorrido nos últimos cinquenta anos. Você sabe: juventude, rock’n’roll, sexo à vontade sem gravidez, tribalização, hedonismo, drogadição, alcoolismo, relativização de valores e adoção de éticas específicas para cada caso. Uma série de propostas simplórias que só deveriam ser aceitas por adolescentes toscos à la Sid Vicious. No entanto, os pais desses adolescentes são idólatras de Vicious & Cia e a seus filhos só resta o destino de se espelhar em quem está mais perto. Ê lixão. 

Aborto

O aborto, ou o direito de fazê-lo, surge como uma a arma simbólica e cruelmente real usada para combater a família “papai sabe tudo” e para dar à mulher a posse sobre seu corpo. Pode parecer engraçado, mas não é. 
Embora seja um assassinato, o aborto é, historicamente, a manifestação da mulher de direito à vida. A luta pelo direito de abortar livremente todos os fetos que se queira é ícone da tal libertação feminina que um tal movimento chamado feminismo promoveu. Como pode ver, não é nada engraçado. 

Os abortados

Mulher não é homem e homem não é mulher e quando um tenta parecer o outro o que se consegue é uma caricatura, um aborto subjetivo. Você anda por aí, pelas ruas de qualquer cidade, e o que vê são homens vestidos como mulheres e com jeito de mulheres. Como não são mulheres e não conseguem encarar certos problemas de frente, usam o orifício anal como se fosse uma vagina. Na prática, isso se chama socar bosta. 

Bem, tenho nada a ver com isso. Na prática, não tenho nada a dizer sobre como você ou qualquer outra pessoa tem prazer. Isso não é problema meu e, certamente, a forma como sinto prazer não pode ser modelo para outros. No entanto, tenho que pensar que há uma diferença enorme entre aquele que escolhe uma forma de prazer sexual e a pratica e aquele outro que sai por aí fazendo publicidade do que faz sexualmente, como se fosse uma propaganda do que é melhor para ele e, é claro, para você. O que estou dizendo é que uma coisa é o sujeito ou a mulher, tanto faz, ter prazer de determinado jeito; outra é participar de passeata que afirma um certo orgulho de praticar determinado ato sexual. 

O mais ridículo, porém, é a pessoa vir com aquela de que sexo é uma questão de escolha. Sei, tá certo. Só que, depois de Marx, Freud e Nietzsche fica meio fake falar de escolha livre, "questão de opção", essas coisas. Isso não existe, a não ser em ficção e no discurso liberal, que é o mais fake de todos. 

Mas, repito, isso não é problema meu, nem de ninguém. Se o aborto real, o assassinato de um feto, é crime (ainda), o aborto simbólico, subjetivo, não é nem provavelmente nunca será. No meio do discurso liberal deve estar previsto que entre os direitos individuais inalienáveis está o de abortar a si próprio(a). Afinal, ser um cadáver ambulante (ou um abortado ambulante) não é tão ruim assim para o sistema. Muito pelo contrário. De certo modo, esse é o modelo de cidadão liberal e todo empresário deseja um cliente assim. Afinal, os abortados, provavelmente por serem abortados, não questionam nada, seguem as setas e repetem o já dito, sempre. 

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