terça-feira, 20 de agosto de 2013

Amigos, amigos, meu dinheiro à parte

Um provável amigo do governador fazendo o que sabe fazer melhor
Um sujeito chamado Beto Richa é governador do Paraná. Não sei que nome foi reduzido para dar origem ao “Beto”, nem me interessa. Já o sobrenome “Richa” é conhecido de todos e o pai do moço, José Richa, foi governador do Paraná na primeira eleição para esse cargo depois de quase duas décadas, durante a famigerada ditadura militar, que começou em 1964 para só terminar em 1985. Richa era opositor do regime militar. 

Bem, mas o que interessa neste momento presente é que o Richa, ou o Richinha, para diferenciá-lo do pai, tem bons amigos e cuida para que esses amigos sejam bem tratados, tenham boa vida etc. Legal, muito gente boa o senhor governador, um exemplo de companheirismo. 

E o que ele faz? Nomeia os amigos em algum cargo no governo do Paraná, ora! Uh, fantástico, aplausos! E, mais: esse cargo tem que ser bem remunerado, não é? De preferência, uma secretaria, de qualquer coisa, não importa. 


Aliás, os cargos comissionados subiram sei lá quantos 100% no governo do simpático Richinha. Nem quero saber ao certo, não interessa. Acho que vou sofrer se souber. E, dizem por aí, todos esses cargos estão com amigos ou amigos de amigos ou amigos de amigos de amigos do Richinha. Não duvido.

Gente bem informada me conta que o pessoal que saiu da prefeitura da capital conseguiu, todo o mundo, cargo no governo estadual. E ninguém ganhando miséria, pois que amigo do governador não pode passar necessidade. A mesma fonte me conta que um cargo "c-1", que no tempo do Requião pagava pouco mais de mil reais, hoje paga quatro e meio. Uau... 

Sem saída, o negócio é pagar

Legal, muito legal esse lado do menino filho do Richa. Gente boa mesmo. Mas, sendo verdade o que está escrito no blog "Caixa Zero" de um jornalista chamado Rogério Galindo (http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/caixa-zero/secretaria-fantasma-ii/), na prática, Richinha pode estar fazendo reverência com o chapéu alheio, isto é, está ajudando os amigos, mas não com os seus próprios recursos. Na realidade, se é verdade o que digo, você e eu estamos pagando para o Richinha satisfazer os parceiros. E, pior: parceiros que recebem o salário e não trabalham, ou tudo indica que não trabalham. 

Olha, Richinha, fico muito honrado em ajudar você e seus companheiros, mas o fato é que a grana que eu pago para esse pessoal está fazendo falta lá em casa. Depois, são seus amigos, não meus. Nem sei quem você anda sustentando com o dinheiro que eu pago de impostos para o governo do Paraná. De modo que não estou muito satisfeito com isso. Não mesmo. 

O pior: apesar de não estar satisfeito, tenho que continuar pagando. Se eu não pagar, o Estado, com polícia, agente de justiça e juiz, vem atrás de mim e me tirará a grana à força. Se eu reclamar, certamente, o mesmo Estado, com polícia, agente de justiça e juiz virá atrás de mim e correrei risco de ser preso por não querer pagar o salário dos amigos do Richinha, isso se a gloriosa polícia não forjar um auto de resistência e me empacotar. 

Vá entender essa lógica. E se entender, como aceitar isso?


PS: Se é para pagar quem não faz nada, como o amigo do Richinha citado no referido blog, quero, pelo menos o direito de usar o sujeito para fazer uma limpeza lá em casa. O tal da "sogra fantasma" poderia dar um trato nas janelas, lavar uma louça, sei lá, até mesmo dar uma varrida no chão da cozinha. Afinal, tô pagando o moço para o quê? 

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