segunda-feira, 8 de julho de 2013

Arns, a APPetista e o editor que usava a razão e o bom senso e, por isso mesmo, era um estúpido

Esmael Moraes publica um blog sobre coisas sérias, jocosas e/ou ridículas da cultura política paranaense e quem mora na capital e se interessa por política sabe bem, goste ou não goste. Pois não é que Moraes informa, nesta segunda-feira, dia 8 de julho, que Flávio Arns, que, seria considerado o pior entre os piores secretários de Saúde do Paraná, e a presidente da APP-Sindicato (o órgão representativo dos professores paranaenses), que atende pelo nome de Marlei Fernandes e é do PT, não apenas sempre tiveram um “approach” (sic), como devem disputar vagas nos legislativos federal e estadual como parceiros, abraçadinhos numa relação informal, mas muito próxima. 

Os companheiros do PT (Mas, o que será que quer dizer o T? Traíras?) sempre mostrando as garras...


Diz Moraes que “o maior feito de Arns no governo (...) foi arranjar contratos milionários no governo para seu sobrinho, Marlus Arns, que advoga para o homem da sogra”. Credo. E diz ainda que o governador atual, o filho do José Richa, bem conhecido por aí como o “Playboy”, não quer ver Arns nem fantasiado de tucano, quanto mais de vice na tentativa de reeleição. Não explica o porquê.

Por outro lado, parece que a tal moça APPetista anda muito "gente fina" ultimamente. Como está dito no blog: “A APP atravessou esses últimos anos passando mel no secretário Arns. Não criticou acidamente o tucano e fugiu de uma greve geral, no começo deste ano letivo, como o diabo foge da cruz — mesmo reunindo todas as condições subjetivas e objetivas para a paralisação”. 

Mas, então a APP achou muito boa a supostamente péssima gestão de Arns e, todos lembram, bombardeou sem piedade a gestão de Maurício Requião, considerada pelos educadores a melhor entre as melhores das últimas gestões na Educação paranaense. Se tomarmos isso em conta, vamos chegar à conclusão de que o bom é mau e o mau é bom para os APPetistas. 

Em tempo, o presidente anterior do mesmo sindicato já se elegeu, também pelo PT, e fica a inevitável sensação de que a entidade é, acima de tudo, degrau para a carreira política de seus presidentes. 

Bem, Arns já foi até filiado ao PT e disputou o governo do Paraná em 2006 exatamente por esse partido. O moço já tinha vindo do tucanato e a ele voltou no final da década e foi incluído na chapa do “Playboy” como vice. Tem no curriculum o parentesco com Gilda Arns, o que, dizem os desafetos, foi a melhor coisa que fez na vida. E, conta-se por aí, está novamente namorando os petistas para voltar ao bloco da estrelinha vermelha.

Quatro conclusões

Mudando de saco para mala, como já ouvir dizer aqui, lembro que uma vez entrevistei o então senador Arns e tive problemas com o editor da matéria. Ele simplesmente disse: “Pô, mas esse cara acha tudo ‘muito importante’, ‘importantíssimo’, ‘um grande avanço’ etc. Vou cortar a fala dele! Daqui a pouco você pergunta sobre o atropelamento que houve em frente ao Senado Federal e ele responde que foi muito importante para a democracia e muito bonito, tudo com essa voz de quem traz perenemente um ovo quente na boca”. 

Bem, tive que lutar para o cara manter a matéria, embora ele tivesse alguma razão. Algo semelhante aconteceu quando entrevistei o vice da chapa peemedebista na última eleição municipal daqui, cujo nome não recordo, mas que é filho de um importante líder empresarial paranaense, o maior líder, na verdade. O mesmo editor cortou toda a fala dele. Eu questionei isso e ele me respondeu: “Mas, o cara não diz coisa com coisa! Falou, falou e não disse nada!”. Com paciência, tive que explicar ao editor que era assim mesmo, que aquilo que ele considerava ser uma lengalenga sem sentido parecia ser o pensamento do então deputado. 

Digo que de tudo isso é possível concluir pelo menos quatro coisas: 

1. a companheirada do PT realmente perdeu o senso e confunde coisas boas e coisas más;

2. a companheirada está usando mais uma entidade sindical como escadinha para subir na vida;

3. os vices paranaenses não costumam contar com boa retórica – ou não têm nada na cabeça, alguns analistas dizem;

4. os editores políticos que usam a razão como ponto de referência para seu trabalho em política não entenderam ainda o que é a política e, por isso, não servem para a função. 

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