sexta-feira, 12 de julho de 2013

11 de julho, um dia para esquecer

Os mais malandros foram protestar e embolsaram R$ 70.
Nada mau para quem estava sem fazer nada
O dia 11 não entusiasmou ninguém. Nem mesmo as centrais sindicais pareceram muito animadas. A Globo deu ampla cobertura, mas especialmente à movimentação da Força Sindical, parece claro, embora a CUT não tenha conseguido levar para as ruas uma quantidade de pessoas significativa que justificasse uma transmissão. Em Curitiba, os “cuteiros” xingaram o pessoal da RPC, Globo local, de filhos da puta para baixo. Há vídeos mostrando isso. 

O fato é que as manifestações gigantes de meados de junho deixaram não amedrontaram apenas o governo. Os sindicalistas também botaram as barbas de molho e, por conta de violências sofridas por pessoas que foram protestar levando bandeiras e camisas de partidos e sindicatos, se encolheram, embora em discursos em assembleias e plenárias tenham mostrado muita coragem e determinação. 

O problema é que as manifestações de junho não queriam soluções prontas e tanto governo, quanto sindicatos parecem trabalhar com pautas predefinidas e voltadas para os próprios umbigos. 


O governo foi eleito pela população para defender os interesses desta, mas parece mais empenhado em acariciar o grande capital, deixando que seus eleitores sejam bolinados e espoliados por este – isso sem contar com a sanha tributária, absolutamente assassina, com que debulha os salários. Os sindicatos parecem mais seduzidos pelos discursos que fazem para si próprios do que pelas bases e claramente não percebem isso, ou não querem perceber. 

Quem foi aos atos do dia 11, ontem, garante que não teve muita graça. Também, pudera: conta-se por aí que muitos só foram para botar no bolso algo entre R$ 50 e R$ 70. Nada mau para quem não estava fazendo nada. Houve, é claro, os que foram por iniciativa própria, política. Mas, a imagem que ficou foi a das bandeiras dos sindicatos, tremulando nas mãos de militantes profissionais. 

Em resumo, um dia para esquecer. 

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