segunda-feira, 17 de junho de 2013

Governos têm medo e recuam com o rabo de suas tropas entre as pernas

Em 200% dos casos observados, truculência
denuncia o medo de quem a ordena e comete
O pessoal saiu pra rua, enfrentou a polícia com a costumeira coragem daqueles que sabem estar sob manto das causas nobres. Essas pessoas levaram no peito o coração dos bravos, pois que, cá para nós, se você já esteve diante de um pelotão de choque sabe como é que funciona: eles vêm para cima com o olhar de ódio que só vi semelhante nos cães. 

O que se esperaria da Polícia Militar (PM) seria uma vigilância para prevenir aproveitamentos do tumulto para roubos e violências. Ela deveria estar ali para prevenir a ação de batedores de carteira e vândalos diversos. Mas, curiosamente, exatamente pelo medo do governo, que demonstra saber estar agindo errado (pois senão para que tentar calar tão veementemente quem o acusa?), a PM usa de violência desmedida contra quem quer que esteja na rua naquele momento, sem distinção. 

O que fica flagrante nesses episódios é que os governos que mandam a polícia agir violentamente sentem medo. Isso parece claro. Nas manifestações, não houve claramente ameaças ao patrimônio público ou privado ou mesmo à polícia que justificassem a truculência usada em São Paulo, Rio ou Brasília, contra o conjunto de manifestantes. 
Se os governos querem manifestações pacíficas basta mandar suas polícias militares parar com os atos de violência gratuita e vandalismo. Até agora, a violência tem autoria e assinatura legível
Essa violência policial demonstra o quanto o governo, seja ele o paulista, o carioca, o brasiliense ou o federal, qualquer um, teme as manifestações populares. E não há dúvida que se esses governos admitem agora negociar com os manifestantes é porque chegaram a um estado de pavor insustentável e estão, com suas tropas de gladiadores com o rabo entre as pernas, recuando. 

É mais um caso em que fica demonstrado que a violência é a arma do fraco e que alguns milhares de pessoas podem balançar a torre do poder político e, corajosamente, mostrar que é possível peitar o terror Estatal. 

Em Curitiba: sem polícia, sem incidentes, sem violência

Matéria no Correio Braziliense diz que governos querem negociar manifestações pacíficas. Ora, mas isso já ocorre e Curitiba mostrou que, sem polícia, os manifestantes se manifestam, tentam mostrar aos transeuntes e à mídia suas indignações, propósitos e propostas e, sem praticamente quebrar nada (há que se lembrar que uma multidão sempre quebra algo, mesmo por sua característica de multidão), vai-se, cada um com seu rumo, depois de sentir um inefável sentimento de dever cumprido: cabe ao cidadão, na democracia, se manifestar e é o mínimo que se espera dele. 

Se os governos querem manifestações pacíficas basta mandar suas polícias militares parar com os atos de violência gratuita e vandalismo. Até agora, a violência tem autoria e assinatura legível. 

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