sexta-feira, 19 de abril de 2013

Leia o texto da imagem posta ao lado. É algo exótico, pois ensinar a pensar parece contraditório, em essência. O pensar ou é articulado de forma independente e autônoma ou não é pensar. 

Ninguém ensina a pensar. Gostaria de que alguém me convencesse do contrário, mas duvido. 

Pensar é tomar a autoria sobre a reflexão acerca de um determinado assunto ou tema, orientando a ação, o que não significa dizer que se tenha necessariamente que pensar antes de agir. Dá para imaginar o pensar como ação e concomitante ao ato. 

A cultura ocidental, desde a Grécia pelo menos, é a cultura do pastor, aquele que conduz, que ensina, que sabe o caminho e possui o saber. 

Olhe para trás e veja o desenvolvimento da civilização europeia. É todo baseado no pastoreio. E, no fim das contas, como dito, é uma balela, pois se você admite a autonomia do pensar e do pensante, ninguém pode pensar por outro, quanto mais ensinar como se faz isso. 

Exceção para as manifestações ditas "zen", quando o mestre diz ou não diz algo que, pelo hiato de sentido direto, conduz à necessidade de pensar, não a pensar de determinado modo. E, nesse caso, não há pastoreio, mas agricultura. Há o semear próprio das cultura orientais.

Talvez a inspiração para a frase tenha sido o dito "em vez de dar um peixe a um homem, melhor é ensiná-lo a pescar. E é o caso de dizer que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. 

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