sábado, 19 de janeiro de 2013

Ato da reitoria da UFPR é manifesto de ataque à democracia


Registre-se que a atitude da reitoria da UFPR de obrigar os sindicalistas do SINDITEST a retornar aos seus horários de trabalho na instituição é, pela lógica mais simples, um ataque a todos os servidores da instituição, um chute no fígado da democracia, que depende dessas pessoas para se manifestar em sua forma mais plena.

O sindicalista eleito precisa militar, precisa ter tempo para estar ao lado de seus colegas nas lutas por melhorias de condições de trabalho e nas salariais. Ao obrigar o sindicalista a cumprir o horário integral como funcionário, a instituição está claramente o impedindo de exercer o mandato para o qual foi eleito.

É uma atitude antidemocrática no sentido mais pungente que esse regime de organização política tem, o de incentivo à participação do cidadão no processo de governança. A reitoria da UFPR está claramente declarando que não simpatiza com os princípios democráticos, pelo menos se entendermos a democracia nos seus fundamentos. Provavelmente, prefere a esquálida ordem política denominada democracia liberal, que não incentiva à participação, mas ao contrário, afasta o cidadão, resumindo a sua influência e sua força política ao ato de votar e de consumir.

Ao adotar essa medida, ao por em ato sua mentalidade antidemocrática, a reitoria declama um manifesto de ódio e repúdio à cidadania, aos direitos de seus servidores e, como já frisado, à ordem democrática.

Curioso que essas coisas aconteçam dentro de um Estado controlado por um governo que nasceu “dos trabalhadores”.

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