domingo, 16 de dezembro de 2012

Aquecimento global, uma ova!, ele diz



Há uma polêmica que envolve conceitos ambientalistas e que não chegam ao grande público. Uma delas envolve a ideia de aquecimento global, aparentemente inquestionável, mas que vem sendo desmistificada pelo professor Ricardo Augusto Felício, que leciona Geografia na USP. Ele não acredita nessa conversa ecológica e denuncia a farsa ambiental como uma forma de fazer com que as pessoas gastem mais dinheiro e, principalmente, de fazer com que esse dinheiro flua para bolsos bem aventurados.

Segundo Felício, noções como a do aquecimento global são da mesma natureza que a existência das armas de destruição em massa no Iraque, que justificaram a invasão estadunidense de 2003, que, todos sabemos, serviu apenas para que alguns empresários fizessem bons negócios no ramo petroleiro. Para o professor da USP, tudo não passa de balela:

“O medo legitima a implementação de qualquer coisa, e ainda serve de desculpa que não deu para fazer algo que deveria ser feito. Teve enchente? Poxa, desculpa, quem mandou você usar o seu carro? Mudou o clima do planeta: se você não usar a sua lâmpada de led você vai ter um desastre de enormes proporções. Agora inventaram até essa história de proibir sacolinha plástica (a distribuição em supermercados) para obrigar as pessoas a gastar mais dinheiro”.

O professor desmistifica uma estratégia de controle subjetivo que pauta não apenas o comportamento das pessoas, mas também seus pensamentos e sentimentos, através do medo e, ainda por cima, justifica uma série de ações de governos e empresas. Segundo Felício, em nome da salvação do planeta, muitas coisas absurdas têm sido feitas e outras não têm sido feitas: afinal, o argumento de que o planeta está em risco justifica qualquer atitude. Mas, nos tranquiliza e lembra:

“O planeta é muito mais sofisticado do que a gente acha. Já existem vários mecanismos na espreita aproveitando a oportunidade. Já ouviu falar das leveduras negras? São bactérias que comem até petróleo. (...) Daqui a pouco vão falar que o aquecimento global começou com as sacolinhas”.

Felício não tem papas na língua e abre fogo contra ecologistas famosos, como Al Gore, que foi vice de Clinton:

“Ele é um sem-vergonha! Ele é dono da bolsa climática CCX (que cuida de créditos de carbono), que está caindo por chão, porque sua história é irreal. O filme e o livro são proibidos de entrar nas escolas do Reino Unido. A alta corte britânica proibiu, você sabia disso? Porque tem pelo menos 10 inverdades ali. Aqui você vai a qualquer escola e tem gente ensinando e falando do filme daquele desgraçado”.

Ele conta que uma mentira clássica explorada por Gore é a de que os efeitos meteorológicos estão ficando severos:

“Poxa, gente de velha guarda dos Estados Unidos que estuda tornados e furacões há décadas mostra que isso não existe. É o processo da desinformação. Colocam um cientista político corrupto por trás, que vai na história que você quer escutar. Eu estudo há anos a Antártida e já estive lá duas vezes. Os anos de 2007 e 2009 foram os mais frios, quebrou-se recorde de 1941. Justamente no ponto em que eles dizem que mais se aquece, que é a península Antártida. O pessoal do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que trabalhava sério com as informações de meteorologia, nos últimos 15 anos mostrou que a temperatura estava baixando. Só que fecharam a estação deles! Quando a informação não convém, fecha-se”.

Abra o olho. Felício pode estar delirando, mas tudo indica que está lúcido e desmantelando o discurso que vem fundamentando o que conhecemos como “Capitalismo Verde”, ou “Máfia Verde”, conforme título de um livro que está quase sendo queimado em praça pública pelos ecologistas. Mas, acima de tudo, calma. O planeta não vai acabar, não precisa de salvação nenhuma. E, depois, quem é você, quem sou eu, quem somos nós para salvar um planeta? Vamos pensar sobre isso e desmascarar quem quer nos fazer de bobos. Agora, cuidado. Muita gente boa acaba repetindo essas falas por pura ignorância. Paciência.

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