segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ministros podem receber acima do teto remuneratório, você não


Veja você: Ministros de Estado brasileiros recebem por ser ministros e, ainda, ganham uns tais jetons por participação nos conselhos de empresas estatais. Matéria no jornal curitibano “Gazeta do Povo” cita Paulo Bernardo (das Comunicações), Celso Amorim (da Defesa), Fernando Pimentel (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Guido Mantega (da Fazenda) e Miriam Belchior (do Planejamento), como alguns dos privilegiados que recebem dos cofres públicos bem acima do tal “teto remuneratório” que vale para todos os outros mortais, menos para esses (que devem se julgar imortais, tudo indica).

Veja também que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) suspendeu, na semana passada, decisão de juiz federal que limitava as remunerações desses privilegiados ao teto constitucional (o “teto remuneratório” citado acima). Ou seja, os meninos e meninas do governo do PT, os antigos companheiros que, se estivessem fora do governo, classificariam tudo isso de escandaloso, podem receber suas fortunas mensais sem grandes problemas. Somente Mantega e Belchior teriam recebido a bagatela de R$ 36 mil de jetons no mês de maio, só da Petrobras. Cada um, não os dois somados. O que é isso, companheiros?

FHC pediu que esquecêssemos o que ele havia escrito. Os companheiros do PT fazem o mesmo, mas não pedem que esqueçamos apenas o que escreveram, mas também o que falaram, disseram e pensaram (além de como agiram, é claro) durante toda a vida antes de serem governantes.

São dez anos de governo. São dez anos de decepções contínuas e constantes com esse pessoal. De Lula ao ponta-esquerda, se é que tem alguém na esquerda nesse time.

De todo modo, não esqueça o nome dessas figuras e menos ainda das estatais que os têm como conselheiros: Correios, BNDES, Eletrobras, Petrobras e Brasprev.

Segundo matéria do jornal, “Há casos em que não há relação direta entre as funções dos ministros e as áreas de atuação das companhias. Celso Amorim consta na ação como membro do conselho da hidrelétrica de Itaipu”. Pior, a matéria informa que a Advocacia Geral da União (AGU) defende a legalidade do acúmulo de remunerações. Caros advogados gerais da União, legal isso é, assim como outras tantas coisas absurdas que acontecem em governos e fora deles, mas não é justo nem moral. Perdoem-me se estou tão errado assim. Se não estou, é preciso fazer justiça e coibir essa imoralidade, não apoiá-la.

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