terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A roqueira “cara de mau”, Nahas, Assange e o Facebook

Rita Lee nos bons tempos
  No último sábado, Rita Lee mandou dois policiais “fumar um baseadinho” e acabou autuada em flagrante por desacato e apologia ao uso de drogas. Era o seu último show, o de despedida.

Conseguiu o que queria para seu futuro réquiem, pois, como cantava ela mesma, roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido. Aliás, todo roqueiro tenta ter cara de mau, com exceção dos ingleses da década de 1980, com aqueles topetes absolutamente alheios a qualquer senso de ridículo e aquele jeitão de maior abandonado sempre magoado e deprimente. O resto, parece mau, muito mau.

Cara de mau eles têm, mas na real não passam de meninos mimados que pegaram carona na rebeldia como um discurso de marketing. Gente muito bem comportada com suas expressões muitas vezes satânicas. De modo claro, agentes secretos do sistema no qual sempre cuspiram e atiraram garrafas vazias.


Viu como eles se entendem?
 
Você já parou para pensar que o criador dos Sex Pistols e, consequentemente, do tal movimento Punk era publicitário? E tem gente que anda por aí, pelas ruas, sujo e cheio de sarna, com aquele cabelo que parece mais uma crista galinácea, achando que ser punk é algo bem trash. Nada disso. Ser punk é apenas ser uma mídia publicitária. É e sempre foi, infelizmente.

Parabéns a Rita Lee, que já foi ótima quando novinha, na década de 60, mas que, tudo indica, ficou velha antes de sábia e esqueceu o caminho da criatividade, caiu do caminhão da mudança, cantou disco music nos anos 1970 e se acomodou no marasmo roqueiro daí em diante. Parabéns pelo belo episódio de fim de carreira. E não digo isso com ironia. Entendo que foi interessante acabar assim. Faz parte do show. Só não me peça para levar a sério essa rebeldia tola. Não passa de “coisa jovem”, eternamente jovem, característica desses adolescentes congelados que vagam por aí.


Um homem feliz que mora em uma bela mansão, enquanto isso, no Pinheirinho...
 
 

Naji Nahas faliu, mas continua morando em sua mansão, já o pessoal do Pinheirinho...

Pois é, há quem diga que rico pode roubar, matar e até mesmo falir que, tudo bem, continua feliz com seus bens e patrimônio. Matéria de Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual (http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/justica-nahas-faliu-mas-continua-em-sua-mansao/view) lembra que, no final da década de 1980, o chamado mega-especulador (se Nahas fosse pobre talvez fosse chamado “o vigarista”) levou a Bolsa do Rio à falência e ainda fraudou a falência de sua holding, a Selecta S/A. Condenado pela justiça carioca, conseguiu que o processo dormisse até caducar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo informações da mesma matéria.

“Por razões que só o Judiciário e os governos tucanos podem explicar, Nahas fica falido e não é ele quem é despejado de sua mansão. Quem é tirado de suas casas desumanamente são 1,7 mil famílias no Pinheirinho, em São José dos Campos, num terreno que pertencia à Selecta e pelo qual deve milhões de reais em impostos não pagos”, afirma Sthephanowitz. A mansão tem quadra de tênis, piscina e elevador e a lei, nesses casos, parece se mostrar bem diversa para ricos e pobres. Se você deve um real, é bandido, se deve um milhão, é magnata.

PS: A matéria pode também ser lida no sítio do Outras Palavras (http://ponto.outraspalavras.net/2012/01/30/apos-falir-bolsa-nahas-fali-judicioario/).





Facebook: espionando você, segundo Assange

“A máquina de espionagem mais apavorante já criada” (“The most appalling spy machine that has ever been created”), disse Julian Assange, do WikiLeaks, sobre o Facebook

E disse mais: “Ali está o maior banco de dados sobre dados pessoais do mundo, com seus nomes, relações, endereços, localizações, familiares e contatos com outras pessoas, tudo ao alcance do governo americano”. O australiano afirmou ainda que, além do Facebook, também o Google e o Yahoo! fazem o mesmo.

Assange criou o Wikileaks, que disponibiliza informações secretas dos governos e empresas para o cidadão, enquanto o Facebook disponibiliza informações pessoais do cidadão para os governos e empresas. Curiosamente, Assange é maldito; Zuckerberg, criador do Facebook, é venerado. Vá entender...

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