sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sobre o Fluminense

Apresento uma série de textos, depoimentos, frases e sentimentos sobre o Fluminense Football Club, conforme fundado, ou Fluminense Futebol Clube, aportuguesando. Campeão Brasileiro de 2010, um clube com a combinação de cores mais bonita do planeta, o único tricolor do mundo, o nosso Flu tem uma torcida seleta de vivos e mortos ilustres, que aqui falam sobre a sua paixão.


"A mais perfeita organização desportiva de todo o mundo"

Jules Rimet, então presidente da FIFA, sobre o Fluminense

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Do inferno ao céu

Paulo-Roberto Andel

Eu queria falar de várias coisas nesta crônica de hoje, mas sei que as palavras sempre serão poucas para definir a monumental vitória de ontem, quando o Fluminense se sagrou tricampeão brasileiro de futebol. Queria falar da lembrança saudosa dos meus amados pais que, certamente, comemoraram este grande triunfo em algum lugar do infinito, assim como meus grandes amigos João Carlos e Xuru – este, vascaíno de sete cidades, mas que volta e meia emprestava torcida ao meu amado Fluminense. Queria também falar da emoção que senti ao ver os milhares de jovens leões das Laranjeiras vibrando e chorando com esta conquista, jovens como eu era no dia em que vencemos o fortíssimo Vasco e ganhamos o bicampeonato em 1984.

Meus queridos amigos Tricolores, esqueçam de jogadas bonitas, passes mirabolantes e efeitos pirotécnicos: o Fluminense não entrou em campo ontem para fazer um show. Entrou para ser tricampeão. A maravilhosa festa coube à nossa imensa e belíssima torcida, que fez uma verdadeira procissão até o Engenhão e não deixou um centímetro de acrílico ou concreto sem as três cores da vitória. No campo, todos sabíamos que seria um jogo tenso. A obrigação de vencer abala até um par-ou-ímpar, quanto mais tendo um título tão importante em jogo. Nunca tivemos uma final fácil a nosso favor, não seria agora que isso iria acontecer. Ninguém definiu o roteiro da partida melhor do que Álvaro Doria: “Será um jogo difícil, com morrinha e o gol virá no segundo tempo – isso se não for depois dos quarenta minutos”. Fizemos antes do que o bruxo previra, mas o sofrimento até o fim foi o mesmo. E antes disso, o Engenhão mostrava seus cânticos de festa, mas também muitos suspiros nervosos, mais do que justificados: chutamos pouco a gol, Diguinho não repetia o brilho de outras jornadas, o craque Conca sentia o calor, Fred ainda pagava o preço da falta de ritmo. O esquema 3-5-2 não funcionou como deveria, porque Mariano acabou inibido e Gum não tinha o mesmo ritmo para puxar jogo pela direita. Num momento, o Guarani ameaçou com perigo e poderia ter feito o gol, mas Ricardo Berna mostrou – com sobras, ressalte-se - porque se tornaria o sucessor de Paulo Victor na galeria dos goleiros campeões brasileiros do Tricolor. Nas cadeiras azuis, apreensão: o Cruzeiro empatava zerado em Minas, o Corinthians empatava em um gol no Serra Dourada. Definitivamente, nada é fácil para nós. Num estalar de dedos, acabou o primeiro tempo e ficou claro que teríamos de melhorar para conseguir vazar o gol bugrino. Um mísero e surrado gol valia o título – meio-gol até, desde que fosse validado. Nas arquibancadas, os jovens leões rugiam com ânimo e também a natural preocupação.

Na volta para o segundo tempo, o time voltou sem alterações, mas por pouco tempo. Logo no começo, Júlio César sentiu e quem veio em seu lugar foi Washington. Ninguém ali sabia que essa substituição, feita por contusão, iria dar ao Fluminense o seu terceiro troféu minutos depois. Houve uma bola na esquerda, Carlinhos tentou cruzar e acertou um adversário em cima; puxou a bola mais para a linha de fundo, contra dois marcadores, e cruzou. O normal seria Washington cabecear para o gol, ou tentar, mas buscou o passe de cabeça para Emerson. Do jeito que veio, o atacante fuzilou de pé esquerdo - junto à canela, cadarço da chuteira e o que mais estivesse à frente, - por entre as pernas do goleiro, causando não somente um grito de gol comum, mas um verdadeiro tiro de canhão em cada voz dos nossos torcedores. Os jovens leões rugiram alto, juntos aos adultos, os idosos, os ressuscitados, os redivivos. Um barulho como eu nunca havia ouvido antes num estádio, a não ser quando havíamos vencido o Centenário de 1995, e então venho a senha: havia um novo Centenário a ser vencido, havia águias a dizimar os gaviões. Fizemos o primeiro gol e parecia escrito que nunca mais perderíamos esses três pontos. Foi o que aconteceu. A meia hora restante da partida foi disputada com o Fluminense tentando ainda o segundo gol em algumas chances, contra o Guarani respeitando o futuro campeão. Confesso que vi pouco dessa meia hora, talvez uns quinze ou vinte minutos, se muito: olhei para o lado, os queridos amigos de todos os jogos, os conhecidos e desconhecidos, as lindas mulheres e os rapazes embasbacados; as faixas, as bandeiras, os dizeres. Cada um deles trazia em si uma lágrima de alegria e um sorriso monumental, catalânico, inquestionável. Dez minutos para olhar para o gramado e rever nossos heróis, nossas conquistas, nossa interminável saga.

Exatamente no centro do campo, Simon deu o último apito e encerrou a partida. Eu pensava em Leo Feldman, eu pensava naquele vinte e cinco de junho de 1995: fiquei do mesmo jeito, sem entender muito bem o que se passava à minha volta, no bairro, na cidade e no país. O que melhor me lembro foi quando, perto do meu setor, vi nosso craque Fred levantando Benedito de Assis, nosso herói de outro tri, nos braços. O artilheiro guerreiro entendeu o que é o Fluminense. Não há dúvidas de que Conca é o craque do campeonato, mas o Fluminense é campeão com um time, um grupo, um jogo inteiro de camisas em vez de uma solitária. Havia Romerito, havia Marcão; eram muitos vitoriosos no estádio para que o Tricolor fosse campeão. E não deu outra.



Voltei a ser jovem: o Fluminense escreveu mais um capítulo típico da sua história. Enfrentou o precoce fechamento do Maracanã e ficou sem estádio; lutou meses contra as contusões de seus principais jogadores; teve para si as galhofinhas da imprensa que, mais uma vez, foram demolidas dentro de campo. Liderou dois terços do campeonato; quando rateou, os adversários não souberam tomar a dianteira e foram novamente ultrapassados. Não há o que contestar: é um campeão de terra, céu e mar. Mais precisamente, do inferno ao céu. Explico: quem diria que o time desacreditado do meio do ano passado conseguiria chegar ao topo do Brasil ontem? A perda da Libertadores nos custou caro: não faltaram críticas, deboches e falácias. Queriam o nosso sangue, queriam nos rebaixar por decreto em 2008 e 2009, mas não conseguiram. Meus amigos, essa conquista de ontem não é o fruto do acaso ou de algo rápido, recente: trata-se de um longo processo, que vem de muitos e muitos anos. Ninguém mereceu mais esse título do que o Fluminense; embora tenham insistido em nos tratar como o time do quase. Lembremos de 1988, 1991, 1995, 2000, 2001, 2002, 2005 e 2007 – em todos estes anos, o campeonato brasileiro poderia ter sido nosso, e ficou bem perto. O de 2010 nunca mais escapará. Somos os grandes campeões: os jovens leões não param de rugir pelas ruas, bares, faculdades, praias e qualquer lugar onde se saiba que hoje o Fluminense voltou ao seu devido lugar. Quem espera sempre alcança.

Aproveito as linhas desta crônica para subsidiar o raciocínio daqueles que insistem na pecha de bicampeão. O Fluminense não é apenas um tricampeão, mas sim um gigante tricampeão. Os homens de imprensa devem mostrar grandeza neste momento e revisar seus textos: como explicar que hexacampeões brasileiros disputem cinco Taças Libertadores por conta dos títulos obtidos, ao passo que bicampeões do mesmo certame tenham disputado três? Não há matemático que consiga justificar tal equação. Não reconhecer o tricampeonato das Laranjeiras soa tão exótico quanto ignorar outros campeões como o Cruzeiro de Tostão, o Botafogo de Gerson, a Academia palmeirense de Ademir da Guia e um certo Santos de um certo Pelé. Patético.

A águia do Atlântico Sul voa rasante. Os jovens leões rugem como nunca. Os cavalos paraguaios foram, mais uma vez, recolhidos às cocheiras centenárias. O Brasil tem um novo tricampeão: seu nome é Fluminense, seu nome é felicidade.

http://cronicasdoflu.blogspot.com/




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Para ser um gigante

Marcos Caetano

No instante em que escrevo estas palavras, o Fluminense Football Club está completando o seu primeiro centenário. Não são cem anos de regatas, críquete, tênis ou carteado - mas de futebol. O Fluminense é o mais antigo clube de futebol do Rio de Janeiro, um dos mais antigos do Brasil e, indiscutivelmente, o que mais contribuiu para o desenvolvimento do esporte que hoje nos identifica como nação. Ao contrário dos demais grandes clubes cariocas, o Tricolor das Laranjeiras tem o futebol em sua certidão de nascimento e na heráldica de seu escudo.

O Fluminense é daqueles clubes sem os quais as cinco estrelas que a camisa do Brasil exibe hoje talvez nunca tivessem sido bordadas. Não apenas porque cedeu muitos jogadores para a Seleção, mas principalmente porque estabeleceu os paradigmas da administração esportiva no país. Já em 1904, por exemplo, o clube fundado por Oscar Cox inspirou e apoiou a formação das equipes de futebol de Botafogo, Bangu e América, clubes com os quais disputou o primeiro campeonato carioca em 1906. Disputou e venceu.

"O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade. Tudo pode passar, mas o Tricolor não passará jamais". O autor desta frase também é eterno. Chama-se Nelson Rodrigues - o maior cronista e dramaturgo brasileiro de todos os tempos. Na avaliação de Nelsinho, seu primogênito, o bardo da Aldeia Campista é o maior troféu da história do Fluminense - e o único que jamais será erguido por outros clubes. É um orgulho saber que o maior tricolor da história não freqüentou gramados nem gabinetes acarpetados, mas construiu sua mística do lado de cá da máquina de escrever. Mas não quero centrar minha escolha da grande glória do clube num indivíduo.

Em meu coração há um recanto especial para um jogo contra o Náutico, pela terceira divisão do Campeonato Brasileiro. Num Maracanã com arquibancadas interditadas para obras, uma inacreditável multidão de torcedores lotou a geral, quarta-feira à noite, para, sob chuva torrencial, empurrar o time durante a quadra mais difícil de sua existência. Naquele dia eu tive a mais absoluta certeza que o Tricolor jamais desapareceria, nem com três rebaixamentos seguidos, nem com mil anos de crises e gestões desastrosas. Ali eu entendi que não há abismo suficientemente grande para tragar um clube como o Fluminense.

Mas se eu tivesse que escolher apenas um momento para simbolizar a grandeza do clube da rua Álvaro Chaves, eu voltaria no tempo, até 7 de julho de 1912, data em que foi disputado o primeiro Fla x Flu. Com um time formado pelos tricolores campeões invictos de 1911, que deixaram o clube após uma desavença, o Flamengo era a nova sensação do futebol carioca. Do outro lado, o Fluminense encarava a maior ameaça de sua história. Se perdesse - o que seria natural - o futebol no clube correria grande risco de encerrar as atividades. Mas a heróica e renovada equipe tricolor venceu o Fla x Flu - que permanecerá para sempre como o mais importante da história - e salvou o time do desaparecimento.

Para ser um gigante, não fazem falta títulos mirabolantes, equipes inesquecíveis ou milhões de fanáticos torcedores. O Fluminense tem tudo isso, como de resto quase todos os grandes clubes mundo afora. Não é isso que torna o Tricolor diferente dos demais. Para ser um gigante é preciso mostrar valor diante do inimigo invencível e face ao mais profundo dos abismos. Por duas vezes, ao longo de seu primeiro centenário, o Fluminense esteve à beira da aniquilação - e sobreviveu. Foi com tal fidalguia que o clube das três cores que traduzem tradição se tornou uma lenda. Um clube que, quando menor pareceu, aí mesmo foi que provou ser um gigante.



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Nelson Rodrigues fala sobre o Fluminense

"Grandes são os outros, o Fluminense é enorme."

"A Grande Guerra seria apenas a paisagem, apenas o fundo das nossas botinadas. Enquanto morria um mundo e começava outro, eu só via o Fluminense".
 
"Pode-se identificar um Tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se destingue dos demais por uma irradiação específica e deslumbradora."
 
"Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória".
 
"Nas situações de rotina, um `pó-de-arroz' pode ficar em casa abanando-se com a Revista do Rádio. Mas quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes e mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas."
 
"Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos".
 
"Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão."
 
"Ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir."


 "Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar"
 
"Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação."
 
"O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade...tudo pode passar...só o Tricolor não passará jamais."
 
"O Flamengo tem mais torcida, o Fluminense tem mais gente!" 
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Nelson Rodrigues Filho também é tricolor

"'Você é químico?' Não, sou Fluminense, respondi de pronto ao ser abordado por um vizinho que me viu brincando com alguns líquidos de diversas cores. Eu tinha apenas três anos de idade, mas com uma convicção clubística anterior ao meu nascimento, e, quem sabe, anterior ao útero materno".

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Ex-atletas e membros da comissão técnica

"O Fluminense foi a minha vida. Lá eu joguei por toda a minha carreira. Na época, eu jogava com amor". Telê Santana

"Eu ficava por conta da vida quando perdia jogo. Não brincava, não saia, não tinha nada que me fizesse alegria. O Fluminense era a minha paixão". Telê Santana

"Fluminense pra mim é a minha paixão, é a minha vida. Fluminense pra mim é segunda família. Enquanto joguei pelo tricolor, cheguei a seleção brasileira numa idade avançada e consegui ser tricampeão carioca e campeão brasileiro. Eu agradeço a Deus por ter jogado no Fluminense." Assis

"Aonde eu vou digo que a torcida do Fluminense é a melhor do mundo". Romerito

"Ao dar a volta olímpica, pensei em todos torcedores tricolores e senti uma emoção cuja intensidade tão grande só pode ser compreendida por quem tem o Fluminense no coração". Paulo Victor, sobre a conquista do brasileiro de 84

"Quero comandar o time do Fluminense pelo menos uma vez, para poder voltar a sentir aquele arrepio e aquela emoção que tomavam conta de mim cada vez que pisava no gramado e via aquele mar tricolor na arquibancada a me transmitir força e segurança. Graças à torcida, nunca entrei desmotivado. Ter sido escolhido para a seleção de todos os tempos do Flu é para mim um novo campeonato, uma honra enorme, estou até arrepiado... Evoluí e morrerrei Tricolor. Com muito orgulho."
Ricardo Gomes, que acabou realizando o seu sonho.

"Eu nem sabia falar direito e o Fluminense já estava dentro de mim, do meu corpo, do meu coração. O Fluminense é a minha vida, uma paixão muito difícil de explicar". João Coelho Neto, o Preguinho.

"Aceito esse desafio pelo Fluminense. Sua grandeza, seu real propósito de se reorganizar, de comprovar que não há qualquer mácula na história em chegar a essa condição desde que haja espírito para lutar e melhorar. Não faria isso por mais clube algum". Parreira, ao aceitar ser técnico do Flu na terceira divisão.

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Músicos e artistas 

“(...) é muito fácil ser rubro-negro. Fácil de mais. É como ser a favor do sol no meio do deserto, ou comemorar o Dia da Árvore no coração da Amazônia. Aliás, nunca existiu um flamenguista. Flamengar é verbo imperfeito que só se conjuga no plural. Por exemplo: E advogo, tu bates o ponto, ele mata mosquito; nós flamengamos, vós flamengais, eles flamengam. Mas torcer pelo Fluminense, modéstia à parte, requer outros talentos. Precisa saber dançar sem batucada. O tricolor chora e ri sem ninguém por perto. Ele merece um campeonato, ele merece”. Chico Buarque e o Fluminense, no artigo "Um tricolor em Roma", de 1969.
 
“Eu tenho o maior orgulho de dizer que sou tricolor. Sou como o saudoso Mário Lago, tricolor e comunista, e faço questão de mostrar isso. Aliás, o mundo do samba é cheio de tricolores. Paulo da Portela e Cartola eram tricolores de faltar ao samba para ver o Flu. E, graças a Deus, posso dizer que sou um homem feliz. Meu pai, flamenguista, me levou pela primeira vez a um Fla-Flu, em 1938, nas Laranjeiras. Metemos três ou quatro neles (foi 3 a 0) e de lá pra cá só comemoro. Cansei de ver Castilho jogar, a Máquina e a turma do Casal 20 então, nem se fala. Era ir para o Maraca com a certeza da vitória. Eu até hoje me emociono quando vejo o Fluminense jogar”. Noca da Portela 

“Sempre me defini como uma torcedora light. Mas o Fluminense foi, para mim, uma questão de simpatia. Acho que este tipo de coisa não se explica. Veio na juventude e ficou. O Fluminense tem alguns traços característicos: a sede bonita e sofisticada, a freqüência elitizada, o charme. Mas quando o time entra em campo, é a hora da garra, da força. Freqüentei jogos nas Laranjeiras entre os 15 e 18 anos. Os traços do clube combinam com o perfil do torcedor. O botafoguense é o intelectual sofrido. Já o torcedor do Fluminense tem a marca do fair play e da perseverança. Os rebaixamentos foram uma humilhação na alma tricolor. Mas o torcedor tricolor soube esperar sua hora. Agora voltamos a vencer. As vitórias me alegram.” Fernanda Montenegro

"Sou Ator, sou Carioca e moro nesta cidade. Vou agora tentar, com poucas palavras demonstrar aquilo que eu sinto, por esse clube do meu coração. E aqui vai: Fui criança, fui menino, e agora sou adulto do Rio. Dessa maravilhosa cidade, onde um poderoso Cristo ilumina uma tal de Laranjeiras. Laranjeiras, onde existe há mais de um século um clube vencedor, vestido de verde, branco e grená. Com visto permanente nessa cidade, ajoelho aos pés da nação Tricolor, que vivo, aqui viverei e aqui vou morrer, levando comigo o orgulho do meu ser, ser Tricolor de coração!” André Di Biasi

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Jornalistas

“Do lado esquerdo do peito, um pouco abaixo do radinho de pilha, o escudo protege o coração tricolor. E o escudo sorri. Não quero explicar esse sorriso. Não venham me falar de letras e ilusões infantis. Do alto da minha paixão, vivo eternos 11 anos de idade e o escudo me sorri sussurrante. O Fluminense é a minha terra do nunca. Sempre.” Pedro Bial

"O Fluminense sempre encarou todas as guerras vestido de branco". Pedro Bial

"O Fluminense independe de conquistas, o Fluminense está entre o ser e o devir, o Fluminense é o ser. É Fluminense e basta". Sidney Garambone, jornalista

"Quinta à tarde o Brasil mais jovem entendeu o que é o Fluminense. E o Brasil mais velho lembrou quem era o Fluminense." Sidney Garambone, referindo-se às comemorações no dia seguinte ao titulo da Copa do Brasil.


"O Fluminense vive de títulos, não de ídolos. Vive de conquistas, não de glórias – a diferença é sutil. É um time que coleciona taças – venham elas de modo espetacular ou feio; estranho ou casual; no primeiro ou no último minuto; justo ou injusto. O que importa é o caneco – e ele costuma vir, seja com máquinas ou timinhos. Essa é a mística das três cores que traduzem tradição – essa amizade com a vitória – em suas variadas formas." Gustavo Poli

Um comentário:

  1. É por tudo isso e muitas coisas mais, que sou eterno tricolor. É simplesmente maravilhoso acompanhar este time tão cheio de glórias e de torcedores apaixonados. Obrigado por existir FLUSÃO!

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